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Prefeitura de São Paulo

PIU Parque Minhocão

1ª consulta pública – Elementos prévios ao desenvolvimento do projeto

  • Apresentação
  • Objetivo
  • Escopo e fases do PIU Parque Minhocão
  • Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão
  • Gestão democrática
  • Parte 1 – Diagnóstico Socioterritorial
  • Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão
  • Mobilidade urbana
  • Incomodidade urbana
  • Análise estrutural do viaduto
  • Projetos de transformação e mudança de uso do “Minhocão”
  • Projetos urbanísticos para o perímetro imediato e área de influência
  • Anexo A – Panorama histórico de ocupação do território integrado ao Elevado
  • Anexo B – Análise de experiências semelhantes (estudo preliminar)
  • Anexo C – Caracterização Demográfica do Entorno do Minhocão
  • Parte 2 – Programa de Interesse Público do PIU Parque Minhocão
  • Princípios e premissas básicas
  • Eixos estratégicos de intervenção
  • Contribuições setoriais para ativação e qualificação
  • Zeladoria urbana e regulação de atividades em espaços públicos
  • Monitoramento ambiental
  • Estratégias de gestão
  • Contribuições

Apresentação

A Prefeitura do Município de São Paulo, por intermédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano – SMDU e da São Paulo Urbanismo–SP Urbanismo, em conformidade com a cronologia estabelecida pelo Plano Diretor Estratégico – PDE e ao disposto no Art. 2º do Decreto n° 56.901/2016, promove a presente Consulta Pública sobre os elementos prévios necessários à proposição de Projeto de Intervenção Urbana Parque Municipal do Minhocão - PIU PARQUE MINHOCÃO, a ser realizada entre os dias 17 de maio a 14 de junho, com vistas a colher contribuições da sociedade civil ao posterior desenvolvimento e consolidação deste projeto.

O conteúdo desta consulta pública tem por base os elementos definidos pelo art. 2º do referido decreto regulamentador dos projetos de intervenção urbana, correspondentes ao Diagnóstico Socioterritorial e ao Programa de Interesse Público, considerados como elementos específicos e indissociáveis do contexto do PIU do Setor Central da Macroárea de Estruturação Metropolitana - MEM, em desenvolvimento pela SP Urbanismo.

Objetivo

O Projeto de Intervenção Urbana Parque Municipal do Minhocão (PIU Parque Minhocão) tem como objetivo o levantamento de insumos para o desenvolvimento do projeto de arquitetura e urbanismo deste equipamento, integrando-se às estratégias do Projeto de Intervenção Urbana do Setor Central da Macroárea de Estruturação Metropolitana (PIU Setor Central), em desenvolvimento pela municipalidade desde 2017 e, proposto para os distritos centrais de Santa Cecília, República, Sé, Bom Retiro, Pari e Brás e que abarca o eixo viário formado pela Rua Amaral Gurgel, pela Av. São João e pela Av. General Olímpio da Silveira, onde se desenvolve o Elevado, de forma a assegurar a harmonia e a coerência entre as propostas e a propiciar que as estratégias de desenvolvimento se reforcem mutuamente, sem perder de vista a natural necessidade de que o elevado, por sua relevância no contexto do PIU Setor Central, encontre um espaço específico para a sua discussão.

Escopo e fases do PIU Parque Minhocão

O Escopo dos Projetos de Intervenção Urbana é definido conforme as diretrizes do Decreto nº 56.901/2016. O conteúdo técnico-jurídico básico do PIU Parque Minhocão se divide em três etapas:

  • 1ª Etapa - Apresentação dos Elementos Prévios ao desenvolvimento do Projeto: Diagnóstico e Programa de Interesse Público;
  • 2ª Etapa - Apresentação da proposta preliminar do PIU;
  • 3ª Etapa - Apresentação da proposta consolidada do PIU e da minuta da peça jurídica de regulação de seus dispositivos.

DIAGNÓSTICO DA ÁREA DE INTERVENÇÃO

PROGRAMA DE INTERESSE PÚBLICO

SMDU

POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO URBANO

ART. 2º - 51

PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Relatório de contribuições

SP URBANISMO

ART. 4º

PROJETO DE

INTERVENÇÃO URBANA

1. Proposta de ordenamento/reestruturação

2. Modelagem econômica

3. Modelo de gestão democrática

ART. 3º - ÚNICO/ART. 8º

Critérios de avaliação quando da realização por chamamento ou MIP

ART. 3º

Elementos necessários

1. Definição do perímetro

2. Características do projeto

3. Fases de elaboração

SMDU / ART. 5º

ART. 2º - 51

PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Relatório de contribuições

DISCUSSÃO PÚBLICA

ART. 5º

EXECUTIVO

VALIDAÇÃO

Necessário instrumento ou

parâmetros específicos?

NÃO

SIM

LEI DE ORDENAMENTO OU REESTRUTURAÇÃO URBANA

Define o interesse urbanístico

DECRETO

Ação para implantação do interesse público

IMPLANTAÇÃO

DIAGNÓSTICO DA ÁREA

DE INTERVENÇÃO

PROGRAMA DE

INTERESSE PÚBLICO

SMDU

POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO URBANO

ART. 2º - 51

PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Relatório de contribuições

SP URBANISMO

ART. 4º

ART. 3º - ÚNICO/ART. 8º

Critérios de avaliação quando da realização por chamamento

ou MIP

ART. 3º

Elementos necessários

1. Definição do perímetro

2. Características do projeto

3. Fases de elaboração

PROJETO DE INTERVENÇÃO URBANA

1. Proposta de ordenamento/reestruturação

2. Modelagem econômica

3. Modelo de gestão democrática

ART. 5º

SMDU

ART. 5º

PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Relatório de contribuições

DISCUSSÃO PÚBLICA

ART. 5º

EXECUTIVO

VALIDAÇÃO

Necessário instrumento ou

parâmetros específicos?

NÃO

SIM

LEI DE ORDENAMENTO OU REESTRUTURAÇÃO URBANA

Define o interesse urbanístico

DECRETO

Ação para implantação do

interesse urbanístico

IMPLANTAÇÃO

Fluxograma de elaboração do PIU. Fonte: SP Urbanismo, 2019.

A definição dos elementos prévios à elaboração do PIU é constituída por dois produtos, definidos no art. 2º do Decreto:

  1. Diagnóstico da área objeto de intervenção, com caracterização de seu contexto urbano, dos seus aspectos socioterritoriais e das carências e potencialidades mais relevantes a serem consideradas;
  2. Programa de interesse público corresponde ao programa urbanístico do PIU, expressando o conjunto de aspectos urbanísticos a que o projeto a ser desenvolvido pretende dar respostas, considerando as diretrizes de planejamento expressas pelo PDE, a viabilidade da transformação e adensamento construtivo e populacional para a área e o modo de gestão democrática.

Neste sentido, o PIU Parque Minhocão apresenta como parte da presente consulta o conteúdo dos estudos coligidos pelo Grupo de Trabalho Intersecretarial instituído pelo Decreto 58.601/2019, com o objetivo de adotar medidas prévias necessárias à implantação gradativa do Parque do Minhocão e fazer recomendações técnicas para elaboração e execução do projeto do parque e do desenvolvimento dos planos setoriais a ele associados.

O Desenvolvimento do PIU, expresso no Art. 4º do Decreto, ocorrerá após as medidas descritas nos arts. 2º e 3º, que serão especificadas adiante. O conteúdo final do PIU é constituído por três produtos:

  1. Proposta de ordenamento ou reestruturação urbanística, com a definição de elementos como programa de intervenções para o Parque Minhocão e seu entorno, suas fases de implantação e instrumentos de gestão programática e ambiental necessários;
  2. Modelagem econômica do Parque Minhocão, considerando a origem dos recursos públicos ou privados necessários à viabilização e financiamento da implantação do parque e, eventualmente, dos custos de operação previstos, discriminando os investimentos associados ao programa de intervenções;
  3. Definição do modelo de gestão democrática de sua implantação, esclarecendo como se dará a governança da implantação e operação do Parque Minhocão, destacando os arranjos institucionais, as instâncias de participação e controle social, bem como os mecanismos de monitoramento e avaliação dos impactos da transformação urbanística pretendida sobre o desenvolvimento econômico e social da área objeto de estudo;

Cabe destacar que os elementos que compõem o conteúdo expresso no decreto não são exaustivos, ou seja, não se resumem aos mencionados, podendo no decorrer do processo de desenvolvimento do PIU Parque Minhocão serem inseridos outros elementos que se fizerem necessários. Neste sentido, o conteúdo deste PIU deve ter suficiência para cumprir seu papel em cada etapa, informando a sociedade sobre as características da área de abrangência, as intenções do projeto e os impactos socioterritoriais esperados.

A redação da peça jurídica que regulamenta o PIU Parque Minhocão está presente no art. 5º do referido decreto regulamentador, estando prevista a edição de um decreto pelo Executivo Municipal.

Em todas as fases serão realizadas consultas e audiências públicas, apresentações a órgão colegiados (CMPU, CTLU, CPM e CADES regionais, entre outros), podendo ainda ser utilizadas ferramentas digitais com interfaces interativas e realizadas apresentações, debates e oficinas temáticas para aprofundamento de temas específicos, conforme a identificação das demandas durante o desenvolvimento do projeto e da realização do processo participativo.

Após esta primeira Consulta Pública sobre os elementos prévios e a autorização pela SMDU, a SP Urbanismo dará continuidade ao desenvolvimento do PIU PARQUE MINHOCÃO, sistematizando o conteúdo técnico do projeto e seu dispositivo legal para submetê-lo ao debate com a sociedade, a fim de consolidar a proposta final do projeto e sua instrução formal.

Deste modo, neste ato são apresentados:

A Parte 1 – Contexto de Planejamento e Diagnóstico Socioterritorial - apresenta a inserção da iniciativa do PIU Parque do Minhocão no contexto de planejamento da política urbana municipal e do desenvolvimento do PIU Setor Central e uma consolidação das informações dos diagnósticos socioterritorial, de mobilidade e incomodidade ambiental para subsidiar as propostas que constituem o Programa de interesse Público.

A Parte 2 – Programa de Interesse Público – apresenta os objetivos, diretrizes, premissas e elementos de estudo para a implantação gradual do Parque do Minhocão, e as medidas prévias para análise da iniciativa e seus resultados.

Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão

O destino do Elevado João Goulart vem sendo objeto de discussão desde pelo menos 1976, quando foram iniciadas as rotinas de sua interdição ao tráfego veicular no período noturno.

A consideração do impacto que o resultado dessa discussão teria sobre o cotidiano de grande número de munícipes fez com que a Lei n. 16.050/2014, o Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo (PDE) tratasse desse tema em uma de suas disposições. O parágrafo único do Artigo 375 do PDE estabeleceu:

“Lei especifica deverá ser elaborada determinando a gradual restrição ao transporte individual motorizado no Elevado Costa e Silva, definindo prazos até sua completa desativação como via de tráfego, sua demolição ou transformação, parcial ou integral, em parque.”

Essa disposição expressa o ideal de transformação e qualificação do tecido urbano previsto no PDE, que prioriza o transporte coletivo e o adensamento construtivo e populacional no entorno dos grandes eixos servidos por transporte coletivo e propõe o aumento das áreas de lazer e fruição pública, de modo a tornar o ambiente urbano mais aprazível e adequado à convivência humana.

Após a edição do PDE foi aprovada a Lei Municipal n. 16.833/2018, que cria o Parque Municipal do Minhocão e estabelece a desativação gradativa do Elevado João Goulart. De acordo com esta lei, cabe ao Poder Executivo apresentar Projeto de Intervenção Urbana - PIU, por decreto ou por lei específica, considerando as particularidades do espaço em debate, com a finalidade de estabelecer as condicionantes urbanísticas específicas para o local, e regular a necessária transição da atual infraestrutura de mobilidade condição do equipamento (leito carroçável de interligação das regiões Leste-Oeste da cidade) para a nova situação como parque público. Este será o Projeto de Intervenção Urbana do Parque Minhocão, (PIU do Parque Minhocão), cujo processo de discussão ora se inicia.

Paralelamente às determinações da Lei n. 16.833/2018, encontra-se em desenvolvimento na São Paulo Urbanismo o Projeto de Intervenção Urbana do Setor Central – PIU Setor Central, que tem por objetivo tanto atualizar a Lei da Operação Urbana Centro como definir o planejamento urbanístico de todo território circundante, identificado na lei como o Setor Central da Macroárea de Estruturação Metropolitana (art. 12, inc. III c/c art. 12, § 3º, inc. VII do PDE).

PIU Setor Central da MEM – inserção do Parque Minhocão como projeto estratégico

  • Projetos Estratégicos do PIU Setor Central
  • Perímetro do PIU Setor Central
Fonte: SP Urbanismo, 2019

Como o PIU do Parque Minhocão se relaciona com PIU Setor Central?

A gestão urbana é realizada em diversas escalas de abordagem. O PIU Setor Central propõe um Plano Urbanístico, um Programa de Intervenções e Regramentos e Incentivos específicos para 2.098 ha dos distritos centrais. Trata-se de uma nova camada de regulação urbanística que se combina ao PDE e à Lei de Parcelamento Uso e Ocupação do Solo. Desta maneira, o PIU Setor Central abrange as quadras lindeiras ao Minhocão e, face ao cenário de transformação indicado no PDE, definiu o Eixo de Transformação Elevado João Goulart, associado a parâmetros de uso e ocupação do solo e incentivos específicos que têm o objetivo de alavancar o aproveitamento de imóveis subutilizados, lindeiros ao elevado.

Trata-se de um projeto de regulação urbanística que requer a aprovação de uma lei específica para sua implantação.

O PIU do Parque Minhocão tem como ponto de partida a desmobilização do Elevado e, a partir disso, a discussão específica do impacto urbanístico dessa medida e a proposição de soluções estruturantes em resposta às determinações expressas pelo PDE e pela Lei nº 16.833/2018 e às contribuições advindas das consultas públicas realizadas no desenvolvimento do projeto, constituindo-se como uma intervenção de requalificação urbanística que abordará, entre outros temas, a acessibilidade ao parque, o desenho e programa do parque, a conectividade com os edifícios e atividades do entorno e as estratégias setoriais relacionadas à habitação social, assistência social, segurança urbana, cultura, esportes e lazer.

Nesta linha de ideias, é possível concluir-se obrigatório (em termos conceituais) que os estudos específicos previstos para a desmobilização do equipamento sejam consoantes com o material já produzido para a região como um todo. Esta condição, por sua vez, atesta a necessidade de que os trabalhos dedicados ao PIU do Parque Minhocão decorram, em termos de planejamento, de elementos de informação gerais, amealhados nos estudos de maior abrangência territorial, lançando um olhar mais dedicado à ponderação sobre este espaço urbano e de proposição de soluções estruturantes das determinações expressas pelo PDE e pela Lei n. 13.833/2018.

É preciso destacar, ainda, que os elementos prévios à elaboração de Projetos de Intervenção Urbana, nos termos do artigo 2º do Decreto 56.901/20161, já se encontram suficientemente estabelecidos em função da regulação urbanística e dos estudos urbanísticos já produzidos no âmbito do PIU do Setor Central, devendo o apontado detalhamento partir destes elementos de informação para seu desenvolvimento.

É certo, por outro lado, que os estudos do Parque do Minhocão poderiam em tese ser integralmente desenvolvidos no âmbito do PIU do Setor Central (em capítulo exclusivo, por exemplo) – há, contudo, mais elementos a ponderar sobre este tema. O primeiro deles é a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta – TAC nº 295/2015 entre a Prefeitura do Município de São Paulo, o Ministério Público do Estado de São Paulo e o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo no âmbito do Inquérito Civil nº 14.279.295/2015, no qual restou pactuada a responsabilidade da Prefeitura no que tange à segurança do Elevado quando da realização de eventos neste equipamento; o segundo deles é a orientação do Ministério Público do Estado de São Paulo, exposta no Ofício 1112/19, da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital, veiculado no processo SEI n. 6010.2019/0000611-2, que recomenda a elaboração de Projeto de Intervenção Urbana específico que avalie as medidas de desativação do Elevado João Goulart, inclusive por meio de estudos de impacto de mobilidade que considerem os múltiplos cenários de desativação do equipamento. A partir destes elementos, bem como em função do disposto na Lei n. 16.833/2018, foi instituído, por meio do Decreto 58.601/2019, um Grupo de Trabalho Intersecretarial para a elaboração de relatório avaliativo, que apontou as medidas inicialmente consideradas necessárias à implantação de um parque no Elevado João Goulart, e que considerou o PIU do Parque Minhocão como necessário e integrante destas providências.

Tendo em vista todo o exposto, mostra-se necessário adotar as providências para que seja realizada a instrução preliminar ao Projeto de Intervenção Urbana do Parque Minhocão, e autorizada a elaboração dos elementos prévios necessários à proposição deste PIU, nos termos do procedimento previsto pelo Decreto 56.901/2016.

Ambos os projetos - o PIU do Setor Central da escala do planejamento e o PIU do Parque Minhocão da escala da intervenção urbanística - estão integrados para gerar o máximo de eficiência administrativa na gestão da cidade, tem em mira o desenvolvimento urbano harmonioso e consequente para a região central de São Paulo.

Desta forma, a Prefeitura da Cidade de São Paulo apresenta a presente consulta pública que inaugura o processo de desenvolvimento do PIU Parque Minhocão de forma oportuna e concomitante com a segunda consulta pública do PIU Setor Central, que apresenta a versão consolidada do projeto, possibilitando uma apreensão conjunta de ambos projetos pela população.

    Notas
  1. O Programa de Interesse Público da futura intervenção e o Diagnóstico da área objeto de intervenção

Gestão democrática

O PIU Parque Minhocão terá assegurada a gestão participativa em todas as etapas, desde seu desenvolvimento até sua implementação, conforme preconiza a Constituição Federal e o Estatuto da Cidade.

Conforme a regulamentação do Decreto nº 56.901/2016, serão realizadas duas consultas públicas, sendo a primeira constituída por esta publicação de elementos e dados prévios ao desenvolvimento do projeto.

Audiências e Consultas Públicas

Audiências e consultas públicas são instrumentos de gestão democrática previstos na Lei de Processo Administrativo Federal (Lei 9.784/1999), nos arts. 32 e 31, respectivamente. A audiência pública se materializa por intermédio de debates orais em sessões previamente designadas para tanto, com ou sem a realização de apresentações pelo Poder Público ou interessados. Seu traço marcante é a oralidade, embora deva ser permitido o protocolo de requerimentos por interessados (tais protocolos devem ser noticiados pela mesa condutora dos trabalhos). Nem todas as questões levantadas em audiência pública devem ser respondidas imediatamente – é possível por exemplo, posteriormente publicarem-se as respostas em diário oficial –, mas todas as matérias aventadas devem ser consideradas no processo decisório da Administração Pública.

A consulta pública, por seu turno, tem caráter mais formal, e exige protocolo ou anotações de manifestações públicas de interessados por meio previamente estabelecidos – protocolos, formulários disponibilizados na rede mundial de computadores etc. A consulta pública não ocorre num evento, mas num processo aberto de participação de interessados sobre determinado tema em debate.

Controle Social

No que toca à política de desenvolvimento urbano, o controle social é realizado basicamente por dois métodos: (a) o oferecimento de representações a órgãos de controle interno e externo da Administração Pública e no ajuizamento de ações pertinentes ao tema e (b) pela participação dos cidadãos e entidades no processo de elaboração dos estudos e projetos que redundarão nas leis urbanísticas e dos planos e projetos urbanos, bem como no acompanhamento da implantação de tais planos e projetos.

Desta forma, a par da participação construtiva de consensos nos processos decisórios da Administração Pública, também integra a gestão democrática a atuação dos interessados provocando o controle interno e externo dos atos do Poder Público, de modo a tentar obrigar a correção de decisões já adotadas ou em fase de construção. Esta realidade é tanto mais presente quanto menor o diálogo estabelecido entre a Administração Pública e a sociedade – a consensualidade tende a diminuir a litigiosidade e, portanto, o acionamento dos órgãos de controle.

Parte 1 – Diagnóstico Socioterritorial

Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão

Neste item serão apresentados os elementos básicos que caracterizam as áreas lindeiras do Parque Municipal do Minhocão e seu entorno, compreendendo a definição de suas principais áreas de influência em termos de mobilidade e incomodidade urbanas, seu perfil de ocupação, características institucionais básicas e projetos existentes de transformação urbanística para o Elevado e áreas adjacentes.

Além disso, outros dois subsídios estão disponíveis como anexos a diagnóstico. O Anexo A apresenta um panorama histórico mais detalhado da ocupação do território que compreende o Elevado João Goulart; o Anexo B apresenta uma análise preliminar de experiências internacionais de intervenção urbanística para transformação de estruturas desativadas ou degradadas em parques lineares urbanos.

Mapa de Situação
Mapa de Situação (Fonte: ARTIGAS, R. et al. Caminhos do Elevado: Memória e Projetos. São Paulo: Ed. Imprensa Oficial, 2008, p.77)
    Fonte: ARTIGAS, R. et al. Caminhos do Elevado: Memória e Projetos. São Paulo: Ed. Imprensa Oficial, 2008, p.77

    Perfil socioeconômico, ambiental e de uso e ocupação do solo

    Limites Administrativos

    • Distritos
    • Subprefeituras
    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: Geoinfo, 2014 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    O traçado do elevado reforça as disparidades socioterritoriais que marcam seu contexto, com o distrito da Consolação, marcadamente a região de Higienópolis, com indicadores que refletem padrões mais elevados de renda e urbanização em relação às demais localidades.

    As densidades habitacionais por setores censitários estão acima da média da cidade, variando entre 100 e 600 habitantes por hectare em praticamente todo o entorno, sendo mais elevadas na região de Santa Cecília, refletindo uma ocupação mais verticalizada e com tipologias de menor área privativa.

    Densidades Habitacionais

    • Até 25 hab/ha
    • 25 a 50 hab/ha
    • 50 a 100 hab/ha
    • 100 a 250 hab/ha
    • 250 a 400 hab/ha
    • 400 a 600 hab/ha
    • Acima de 600 hab/ha
    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: IBGE, 2010 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    Assim como em toda a região central, as densidades de empregos por área de ponderação são elevadas em todo o entorno do elevado, estando acima de 100 empregos por hectare, sendo mais elevadas nos tecidos com perfil de atividades mais misto, como Barra Funda, República e Consolação.

    Densidades de Empregos *

    • Até 25
    • 25 a 50
    • 50 a 75
    • 75 a 100
    • 100 a 150
    • 150 a 200
    • Maior que 200
    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    * Unidade de análise: área de ponderação do IBGE
    Fonte: RAIS, 2017 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    Os padrões de renda média familiar da região são de perfil médio a alto, sendo mais elevados nos bairros de Higienópolis e Pacaembu, onde predominam rendas acima de 10 salários mínimos. Em Santa Cecília, Barra Funda, Campos Elíseos e República, há predominância de rendas de perfil médio, entre 5 e 10 salários mínimos.

    Renda Média Familiar *

    • Até 2 s.m.
    • 2 a 5 s.m.
    • 5 a 10 s.m.
    • 10 a 20 s.m.
    • Acima de 20 s.m.
    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    * Média de renda mensal dos domicílios, em salários mínimos (s.m.) de 2010
    Fonte: IBGE, 2010 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    A vulnerabilidade social na região, de modo geral, pode ser caracterizada como baixa, com a notável exceção da Favela do Moinho, onde a vulnerabilidade é muito alta. Em Higienópolis e na Barra Funda a vulnerabilidade é baixíssima, refletindo melhores níveis de renda, educação, habitação e acesso a serviços públicos, entre outros fatores. Nas imediações do Minhocão, Santa Cecília e Campos Elíseos, a vulnerabilidade é muito baixa ou baixa.

    Vulnerabilidade Social

    • Grupo 1: baixíssima
    • Grupo 2: muito baixa
    • Grupo 3: baixa
    • Grupo 4: média
    • Grupo 5: alta
    • Grupo 6: muito alta
    • Sem classificação
    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: SEADE, 2010 (IPVS - Índice Paulista de Vulnerabilidade Social 2010) (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    As características de parcelamento, uso e ocupação do solo da região são de grande heterogeneidade, mesclando lotes maiores com ocupação vertical residencial de médio e alto padrão, tipologia predominante em Higienópolis e em porções dos Campos Elíseos e Barra Funda, nas imediações da Chácara do Carvalho e da Praça Olavo Bilac, com lotes com tamanhos e volumetrias variadas, ocupados por usos de comércio, serviços e armazéns de baixo a alto padrão, com maior presença nas regiões de Santa Cecília, República, Pacaembu e em grande parte dos Campos Elíseos.

    Predominância de Uso por Quadra

    • Sem informação
    • RH Baixo Padrão
    • RH Médio/Alto Padrão
    • RV Baixo Padrão
    • RV Médio/Alto Padrão
    • Comércio e Serviços
    • Indústria e Armazéns
    • Residencial + Comércio/Serviços
    • Residencial + Indústria/Armazéns
    • Comércio/Serviços + Indústria/Armazéns
    • Equipamentos públicos
    • Escolas
    • Terrenos vagos
    • Outros
    • Sem predominância
    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: TPCL, 2015 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    Gabarito das edificações

    • Até 5 metros
    • 5 até 10 metros
    • 10 até 30 metros
    • 30 até 45 metros
    • Maior que 45 metros
    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: TPCL, 2018 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    O Elevado se localiza em uma região de transição entre a várzea do Rio Tietê e as colinas e vales que se sucedem a partir do espigão central da cidade, onde se localizam as avenidas Paulista e Dr. Arnaldo. A topografia é de baixas declividades em todo o trajeto, considerando a transposição do vale do córrego Pacaembu pelo Viaduto Gal. Olímpio da Silveira. No trecho de Santa Cecília até a R. da Consolação, há sobreposição do trajeto do Elevado com o Córrego Anhanguera.

    Relevo e hidrografia

    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: Geinfo, 2014 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    A região é caracterizada por loteamentos paradigmáticos quanto aos padrões de urbanização, como Campos Elíseos e Higienópolis, incluindo a própria abertura do bulevar da Av. São João, que se tornou uma importante referência no desenvolvimento urbano da cidade. A arborização urbana é bem distribuída e as praças são referências urbanas fundamentais na cidade, como as Praças da República, Princesa Isabel, Marechal Deodoro, Roosevelt e Charles Muller. O Parque Buenos Aires desponta como a área verde mais relevante e o futuro Parque Augusta, a ser implantado, contribuirá para a qualificação ambiental e urbana da região.

    Áreas verdes e arborização

    • Parques Municipais
    • Parques Estaduais
    • Arborização urbana
    • Canteiros viários
    • Praças
    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: PDE, 2014 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    Localizado na área central da cidade, o Minhocão é parte da principal conexão entre as regiões Oeste e Leste da cidade, ligando a Av. Francisco Matarazzo, a partir do Largo Padre Péricles, até a Praça Roosevelt, atravessando importantes eixos estruturais da região Centro-Oeste, tais como as avenidas Pacaembu, Angélica e São João e as ruas da Consolação, Amaral Gurgel e Mário de Andrade.

    Sistema Viário Estrutural

    • Vias de Trânsito Rápido
    • Arterial
    • Coletora
    • Local
    • Vias de pedestres
    • Minhocão (Contorno)
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: CET, 2019 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019).

    O sistema de transporte público da região é robusto, composto pelas linhas 3 –vermelha e 4 – amarela do metrô, as linhas 7 – rubi e 8 – diamante da CPTM e os corredores de ônibus Pirituba-Lapa-Centro, Rio Branco e Consolação-Rebouças, da SPTrans. Este sistema tem presença marcante nas imediações do Elevado, com as estações Mal. Deodoro e Santa Cecília do Metrô, o corredor de ônibus nas avenidas São João e Gal. Olímpio da Silveira e os terminais municipais Amaral Gurgel e Princesa Isabel. A região conta ainda com faixas exclusivas de ônibus nas avenidas Angélica, Pacaembu e Duque de Caxias e uma ampla rede cicloviária.

    Sistema de transporte público

    • Corredor de ônibus
    • Faixa de ônibus
    • Linha de ônibus
    • Ponto de ônibus
    • Minhocão (Contorno)
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: Geinfo, 2014 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    A rede cicloviária se desenvolveu nos últimos anos, com implantação de ciclovias como a existente sob o elevado, nas Avenidas São João e Gal. Olímpio da Silveira e R. Amaral Gurgel e, sobretudo, ciclofaixas e ciclorrotas, com destaque para as implantadas na Av. Pacaembu, R. da Consolação, Al. Barros, Al. Nothman e Largo do Arouche.

    Sistema cicloviário

    • Ciclovia
    • Ciclofaixa
    • Ciclorrota
    • Ciclopassarela
    • Bicicletários e paraciclos
    • Bicicletas compartilhadas
    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: CET, 2016 e CEM, 2017 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    A rede de equipamentos públicos é bem capilarizada e conta com equipamentos icônicos, como as bibliotecas Mário de Andrade e Monteiro Lobato, o Estádio do Pacaembu, o Memorial da América Latina e a Santa Casa de Misericórdia. As áreas com perfil mais residencial tem maior presença de equipamentos de educação, com destaque para Higienópolis, enquanto os equipamentos de cultura são mais presentes na região da Consolação e na Barra Funda.

    Equipamentos públicos

    • Abastecimentos Municipais
    • Assistência Social
    • Cultura
    • Educação
    • Esportes
    • Saúde
    • Minhocão - Elevado Pres. João Goulart
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: Geosampa, 2019 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    Por se tratar de uma região intensamente urbanizada e verticalizada, o mercado imobiliário residencial se desenvolveu muito pouco nas décadas de 80 e 90. Nos últimos anos, a região central vem crescendo em atratividade, com aumento da população e retomada de lançamentos residenciais com unidades de menor área, com maior presença nas proximidades das estações de metrô da região.

    Lançamentos Residenciais

    • Minhocão (Contorno)
    • 1985 até 1990
    • 1990 até 2000
    • 1995 até 2000
    • 2000 até 2005
    • 2005 até 2010
    • 2010 até 2015
    • 2015 até 2019
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: Embraesp, 2013 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    Já os lançamentos não residenciais, cuja característica é de maior concentração e seletividade territorial, tiveram crescimento irrelevante de 1985 até meados de 2010, quando o mercado passou a lançar empreendimentos comerciais com unidades de menor área na região da Barra Funda e nas imediações da estação Mal. Deodoro.

    Lançamentos não Residenciais

    • Minhocão (Contorno)
    • 1985 até 1990
    • 1990 até 2000
    • 1995 até 2000
    • 2000 até 2005
    • 2005 até 2010
    • 2010 até 2015
    • 2015 até 2019
    • Linha férrea
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: Embraesp, 2013 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    A legislação de uso e ocupação do solo vigente é caracterizada pelo predomínio de zonas de transformação e alto potencial construtivo (ZEU, ZEM), definidas a partir das áreas de influência do Corredor de Ônibus Pirituba-Lapa-Centro, que atravessa as avenidas São João e General Olímpio da Silveira, e das estações da Linha 3 Vermelha do metrô - Santa Cecília e Marechal Deodoro e em conformidade com as diretrizes do PDE para adensamento em áreas centrais de perfil misto e infraestruturadas que compõem a MEM – Macroárea de Estruturação Metropolitana. Nas áreas mais consolidadas, o predomínio é de zonas de centralidade, que buscam qualificar a ocupação e garantir as transformações dos usos não residenciais de forma compatível com a ocupação residencial. O Elevado Presidente João Goulart está contido, em sua maior parte, na Zona Eixo de Estruturação da Transformação Metropolitana – ZEM. Há ainda uma concentração pontual de ZEIS-3 nas imediações do Terminal de Ônibus Amaral Gurgel.

    LPUOS – Lei nº 16.402/2016

    • Minhocão (Contorno)
    • AC-1
    • AC-2
    • VETOS
    • ZC
    • ZCa
    • ZCOR-1
    • ZCOR-2
    • ZCOR-3
    • ZCORa
    • ZC-ZEIS
    • ZDE-1
    • ZDE-2
    • ZEIS-1
    • ZEIS-2
    • ZEIS-3
    • ZEIS-4
    • ZEIS-5
    • ZEM
    • ZEMP
    • ZEP
    • ZEPAM
    • ZER-1
    • ZER-2
    • ZERa
    • ZEU
    • ZEUa
    • ZEUP
    • ZEUPa
    • ZM
    • ZMa
    • ZMIS
    • ZMISa
    • ZOE
    • ZPDS
    • ZPDSr
    • ZPI-1
    • ZPI-2
    • ZPR
    • Estações do Metrô
    • Estações da CPTM
    Fonte: SMUL, 2016 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    As definições e os parâmetros urbanísticos definidos para essa ZEM são estabelecidos na Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Sol, nos arts. 8º e 12 e nos quadros 2A Parâmetros de parcelamento do solo (dimensões de Lote) por zona, 3 – Parâmetros de ocupação, exceto de Quota Ambiental, 4 – Usos permitidos por Zona e 4B- Parâmetros de incomodidade por zona.

    As habitações precárias na região são compostas pelos cortiços, com distribuição significativa e capilarizada em Santa Cecília, Barra Funda e Campos Elíseos, e pela Favela do Moinho, que ocupa área segregada do tecido urbano entre as duas linhas da CPTM que cortam a região.

    Habitações Precárias

    • Minhocão (Contorno)
    • ZEIS-1
    • ZEIS-2
    • ZEIS-3
    • ZEIS-4
    • ZEIS-5
    • Cortiço
    • Favelas
    Fonte: Habitasampa, 2019 (Elaboração: SP Urbanismo, 2019)

    Mobilidade urbana

    O Elevado João Goulart conecta a Av. Radial Leste-Oeste (no centro da cidade) à Av. Francisco Matarazzo (na zona oeste), passando pelos distritos República, Consolação, Santa Cecília e Barra Funda.

    No sentido Centro-Oeste, o primeiro acesso é pela Av. Radial Leste-Oeste (sob a Praça Roosevelt), por onde entra todo o fluxo vindo da zona leste, mais as contribuições da área central (Sé, Liberdade, República e Bela Vista). Nesse sentido, a primeira saída é a alça para a Rua Ana Cintra, que permite acessar o distrito Santa Cecília. Já quem vem do distrito Santa Cecília pode acessar a via elevada pela alça da Rua Helvetia. A saída de todo o fluxo remanescente da Via Elevada se dá pela rampa de acesso à Av. Francisco Matarazzo, em direção à zona oeste.

    No sentido Oeste-Centro, o primeiro acesso é pela Av. Francisco Matarazzo, por onde entra todo o fluxo da Zona Oeste, incluindo os distritos Lapa, Perdizes e parte da Barra Funda. O segundo acesso é pela rampa da R. Dr. Albuquerque Lins, por onde entram os fluxos de Santa Cecília e parte da Barra Funda. Segue-se a saída para a R. Sebastião Pereira, que permite acessar Santa Cecília, Consolação e República. Logo após, vem a saída da R. da Consolação, que permite o acesso ao Distrito Consolação. O fluxo remanescente na Via Elevada segue pela última rampa em direção à Av. Radial Leste-Oeste (sob a Praça Roosevelt), objetivando acessar o Centro e a Zona Leste.

    Os volumes de veículos no nível da rua estão representados no mapa a seguir (Figura 21). Na sequência, está representado o volume de veículos sobre o Elevado.

    Mapa ilustrativo dos fluxos veiculares no nível da rua
    Mapa ilustrativo dos fluxos veiculares no nível da rua (Fonte: CET)
      Fonte: CET

      No nível do solo, como esperado, os principais fluxos veiculares concentram-se nas vias estruturais, tais como a Av. Francisco Matarazzo, Av. São João, Av. Angélica, R. Amaral Gurgel e R. da Consolação. Dentre as vias coletoras, as que apresentam maior fluxo veicular, estão a R. Conselheiro Brotero, o eixo da Al. Barros / R. Frederico Abranches e a R. Helvetia. Entretanto, observam-se várias vias coletoras com baixo fluxo veicular, notadamente ao norte da via elevada.

      Já sobre o Elevado, no pico da manhã, o principal fluxo veicular se dá no sentido Oeste-Centro. Cerca de 60% do fluxo na Via Elevada é proveniente da Av. Francisco Matarazzo e 40% do fluxo é proveniente da rampa da R. Albuquerque Lins. O fluxo de saída pela rampa da R. Sebastião Pereira é bastante reduzido. Cerca de 25% do fluxo da Via Elevada sai pela rampa da R. da Consolação e 75% prossegue para a Av. Radial Leste-Oeste.

      Mapa ilustrativo dos fluxos veiculares no nível da via elevada
      Mapa ilustrativo dos fluxos veiculares no nível da via elevada (Fonte: CET)
        Fonte: CET

        Ainda sobre o elevado, no sentido Centro-Oeste, o principal fluxo é proveniente da Av. Radial Leste-Oeste. Cerca de um terço desse fluxo sai pela rampa da R. Ana Cintra. A contribuição de entrada da rampa da R. Helvetia é bastante reduzida. Dois terços desse fluxo Centro-Oeste vão em direção à Av. Francisco Matarazzo.

        Quanto ao fluxo de coletivos, os principais volumes são encontrados no Corredor da Av. São João e no corredor da R. da Consolação. Cada um concentra até 180 ônibus/hora/sentido nos trechos mais carregados. As demais vias que apresentam elevados volumes de coletivos são a Al. Nothmann (mais de 60 ônibus/hora), a R. das Palmeiras e a R. Sebastião Pereira (quase 60 ônibus/hora) e a Av. Angélica e a Av. Mario de Andrade (quase 40 ônibus/hora/sentido).

        Mapa ilustrativo do carregamento de ônibus. Destaque para o Corredor da Av. São João
        Mapa ilustrativo do carregamento de ônibus. Destaque para o Corredor da Av. São João (Fonte: CET (Elaboração: SP-Urbanismo))
          Fonte: CET (Elaboração: SP-Urbanismo)

          Em relação aos fluxos de pedestres verifica-se uma concentração nos arredores do Terminal Amaral Gurgel, das estações de metrô Santa Cecília e Marechal Deodoro, e nos acessos aos pontos de parada do corredor de ônibus no canteiro central da Av. São João. A figura a seguir indica os principais nós de concentração dos fluxos de pedestres nas vias ao longo do Elevado.

          Mapa ilustrativo dos pontos de concentração os fluxos de pedestres
          Mapa ilustrativo dos pontos de concentração os fluxos de pedestres (Fonte: Elaboração: SP-Urbanismo)
            Fonte: Elaboração: SP-Urbanismo

            O fluxo de ciclistas concentra-se nas ciclovias existentes sob o elevado no trecho da R. Amaral Gurgel, entre a R. Major Sertório e o Largo do Arouche, e no trecho da Av. São João, entre a R. Ana Cintra e a Av. Pacaembu. Também existem várias ciclovias ou ciclofaixas em vias paralelas (R. Candido Espinheira, Al. Barros, R. Barra Funda, R. Frederico Abranches, R. Dr. Frederico Steidel) e transversais (R. Mario de Andrade, R. Dr. Albuquerque Lins, Al. Nothmann, R. Ana Cintra, R. da Consolação), formando uma rede cicloviária bastante densa em relação ao restante da cidade. Existem bicicletários municipais no Terminal Amaral Gurgel e na Praça Roosevelt, além de paraciclos em passeios e praças.

            Rede cicloviária e bicicletários, com destaque (azul) para aquelas diretamente articuladas ao Elevado
            Rede cicloviária e bicicletários, com destaque (azul) para aquelas diretamente articuladas ao Elevado (Fonte: CET (Elaboração: SP-Urbanismo))
              Fonte: CET (Elaboração: SP-Urbanismo)

              Incomodidade urbana

              Parte fundamental das análises do impacto do tráfego de veículos sobre e sob o Elevado diz respeito aos elevados níveis de incomodidade urbana resultantes.

              Conforme dados divulgados pelo Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP1, o entorno imediato afetado pelo Elevado Pres. João Goulart apresenta altos índices de poluição. Em levantamentos realizados ao longo de uma semana de medição ininterrupta da qualidade do ar, os números do estudo revelam que a média de Material Particulado equivalente a 2,5 – partículas finas menores ou iguais a 2,5 μm (micrômetros) – encontrada na região do Elevado chega a ser de 3 a 4 vezes superiores ao limite de 25 μg/m³ definido pela CETESB e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados ainda apontam que, mesmo quando o Elevado está fechado durante a semana para passagem de veículos aos sábados e domingos, os índices de poluição continuam altos e bem acima dos verificados no resto da capital paulista.

              Ainda segundo os dados publicados, na altura do elevado, a média averiguada de material particulado por metro cúbico foi de 83,47 μg/m³, 79% maior que a média de 46,5 μg/m³ registrada em toda a metrópole pela CETESB em 2014, mesmo ano do levantamento da USP.

               Níveis de poluição atmosférica medidos ao longo de uma semana
              Níveis de poluição atmosférica medidos ao longo de uma semana (Fonte: Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da FMUSP)
                Fonte: Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da FMUSP

                Em relação ao ruído, o estudo realizado também indica níveis de decibéis muito acima do limite estabelecido pela CETESB, com pico entre as 8 horas da manhã e 16 horas.

                 Níveis de ruído medidos ao longo de uma semana
                Níveis de ruído medidos ao longo de uma semana (Fonte: Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da FMUSP)
                  Fonte: Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da FMUSP

                  Ambos os casos indicam que a presença de automóveis individuais sobre o Elevado João Goulart é fonte significativa de incomodidade urbana em relação ao entorno imediato, fato decisivo para depreciação dos imóveis. Além disso, no térreo, a presença do corredor de ônibus no eixo da Av. São João é a principal causa do alto nível de material particulado, situação que se agrava nos trechos onde a estrutura se aproxima das fachadas, delimitando um ambiente quase completamente fechado.

                  Desta forma, as intervenções a serem propostas no Elevado devem levar em consideração a necessidade de construção de aberturas na tabuleiro (pista), além de demolições parciais que garantam maior ventilação nos níveis inferiores e a redução dos níveis de material particulado. Em relação ao ruído, é possível deduzir que a restrição do fluxo de automóveis sobre o Elevado resultará em redução significativa.

                    Notas
                  1. Os dados foram publicados no blog Urbanidades no site http://conexaoplaneta.com.br em 20 de outubro de 2017.

                  Análise estrutural do viaduto

                  Foi realizada por SPObras uma Inspeção inicial, com relatório fotográfico, do Elevado Presidente João Goulart, em 24 de fevereiro de 2019.

                  Esses resultados conduzem a duas conclusões/encaminhamentos:

                  1. Não foi constatada a necessidade de contratação emergencial para análise detalhada da estrutura e/ou obras de emergência;
                  2. No entanto, o projeto decorrente deste PIU pressuporá a contratação de análise detalhada para a solução dos problemas encontrados, já levando em consideração o uso do Elevado como parque, bem como eventuais alterações em sua estrutura.

                  Não há, portanto, nenhum impedimento estrutural para a realização das intervenções de segurança, acessibilidade e conforto e de eventuais implantações de trechos de parque.

                  Além disso, foi realizado um levantamento dos custos associados à alternativa de demolição total do Elevado.

                  O Elevado Presidente João Goulart conta com aproximadamente 2.700 metros de comprimento e 14 metros de largura em média. O elevado localiza-se em uma região adensada, desenvolvendo-se sobre vias locais, corredor de ônibus, terminais de ônibus e ciclo faixa, estando muito próximo de diversas edificações e comércios.

                  Portanto, o processo de demolição de um viaduto desta magnitude envolve uma grande complexidade quanto ao planejamento das intervenções e ao conjunto de técnicas de demolição controlada, incluindo processos manuais, mecanizados e através de explosivos.

                  Para início dos trabalhos é necessário um minucioso detalhamento dos desvios de tráfego e de linhas de ônibus, envolvendo adequação da sinalização viária e ampla divulgação das rotas alternativas e emprego de equipes de apoio ao trânsito. Após esta definição, será realizada a segmentação das intervenções de demolição, por trechos e com períodos de interdição.

                  A primeira intervenção consistiria na desmontagem manual de postes de iluminação, guarda-corpos, gradis, sistemas elétricos, sistemas de drenagem pluvial, sinalizações verticais e semafóricas, entre outras interferências existentes.

                  A intervenção seguinte seria a remoção da camada de pavimento existente. Em seguida, a demolição mecanizada envolveria algum tipo de equipamento ou ferramenta mecânica para a destruição de elementos rígidos. Geralmente são utilizados marteletes, carregadeiras, escavadeiras, pulverizadores, caminhões pipa e guindastes, além de máquinas de corte e fio diamantado, que são máquinas de médio e grande porte para permitir o fracionamento dos elementos rígidos e a retirada parcial ou total de new jersey (defensa de concreto), lajes de concreto, vigas de concreto, entre outros.

                  A demolição mecanizada seria intercalada com a demolição manual, em função da estrutura da laje ser protendida. Esse tipo de demolição é utilizada em trabalhos menores e que exigem cuidados mais detalhados.

                  Em função do risco de acidentes, seria necessária uma equipe especializada para monitoramento dos trabalhos, visando minimizar os riscos de acidentes.

                  Para algumas atividades de demolição, principalmente com explosivos, seria programada a evacuação das edificações e comércios, em um raio definido de segurança da população, envolvendo custos indiretos, tais como: aluguéis, indenizações ou outros associados à indisponibilidade de uso de espaços privados.

                  A demolição através de explosivos é utilizada para a demolição de grandes estruturas, contudo, é necessário um estudo detalhado e uma equipe especializada para evitar acidentes e os danos adicionais que os explosivos podem causar. Esse estudo também deve observar as estruturas para identificar o melhor tipo de explosivos e onde posiciona-los.

                  Faz-se necessário o atendimento ao regimento legal quanto à realização de demolição, envolvendo procedimentos específicos, obtenção de autorizações, alvarás, Termo de Permissão para Ocupação de Vias – TPOV, plano de gerenciamento de resíduos da construção, entre outros. De acordo com a Resolução n.º 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), os resíduos de demolição são considerados entulhos e, por isso, devem ser descartados de maneira correta.

                  O prazo estimado para a realização da demolição de todo o Elevado Presidente João Goulart seria de 24 meses e o orçamento estimado preliminarmente é de R$ 113.229.658,84.

                  Projetos de transformação e mudança de uso do “Minhocão”

                  Em 2006 a Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLA) iniciou, através do concurso Prestes Maia, a necessária discussão sobre a utilização do Elevado e seu impacto urbanístico, social e ambiental. Nesse âmbito, foi lançado um Concurso de Projetos que recebeu 46 propostas, sendo premiado em 1º lugar o Projeto de José Alves e Juliana Corradini, apresentado a seguir.

                  A proposta vencedora mantém a função de conexão viária Leste-Oeste do Minhocão, agregando novos usos e reformulando a sua estrutura com o objetivo de proteger as construções adjacentes da poluição ambiental.

                  O projeto transforma o Elevado num túnel através da incorporação de uma cobertura e da construção de galerias laterais de uso múltiplo. Reconhecendo a importância de um espaço de lazer nesse local da cidade e o atual uso da via elevada durante os finais de semana, o projeto propõe a implantação de um parque linear na cobertura do túnel. O acesso ao parque suspenso pode ser feito tanto pelas galerias quanto pelos edifícios de acesso. Essas galerias e os edifícios erguidos em terrenos adjacentes, abrigariam usos diversos tais como escolas, bibliotecas, cinemas, teatros, restaurantes, galerias de arte, centros de compras, livrarias e estacionamentos.

                  Para a viabilização do empreendimento os arquitetos propõem uma Operação Urbana Minhocão que contempla parcerias com a iniciativa privada para a construção dos edifícios de acesso. Além disso, há a previsão de receita permanente proveniente do aluguel das galerias e estacionamentos destes edifícios.

                  A nova estrutura metálica proposta é composta por três sistemas: o primário de treliças longitudinais apoiadas nas travessas principais do elevado; o secundário de vigas transversais a cada 10 m e altura de 1,20 m, e o terciário de vigas longitudinais a cada 2,17 m. No sistema proposto, os novos carregamentos são dirigidos diretamente para as linhas de apoio dos pilares do Elevado (a cada 40 m) sem solicitação do vigamento longitudinal existente.

                  A vedação é feita por painéis de concreto de 50 mm de espessura e por painéis de vidro duplo, espaçados um do outro por um colchão de ar de 80 mm. Esse fechamento é interrompido nas esquinas, garantindo a ventilação do túnel. Para atenuar os ruídos e garantir um bom desempenho térmico, o projeto prevê a utilização de lã mineral revestida de chapa metálica perfurada e um sistema de exaustão natural composto por saídas e entradas de ar na parte superior e inferior do túnel

                  Caminhos do Elevado – Memória e Projetos, Prefeitura da Cidade de São Paulo, Secretaria de Planejamento, Imprensa Oficial 2008; página 93/94

                  Ilustração do projeto de José Alves e Juliana Corradini
                  Ilustração do projeto de José Alves e Juliana Corradini
                    Ilustração do projeto de José Alves e Juliana Corradini
                    Ilustração do projeto de José Alves e Juliana Corradini

                      Em 2016, a partir da diretriz estabelecida pelo artigo 375 do Plano Diretor Estratégico de 2014, a Prefeitura de São Paulo recepcionou a doação de uma proposta de reconversão do elevado, elaborada pelo escritório Triptyque em parceria com o paisagista Guil Blanche. A descrição a seguir é de autoria dos autores do projeto.

                      O plano diretor estipula um prazo máximo de 4 anos para transformar o elevado de quase 3 km. Durante anos, a reflexão ficou focada no futuro que seria dado às suas pistas e nunca na sua parte inferior, completamente esquecida pelo debate, mesmo sendo aquela que suscita mais cuidados, que forma uma espécie de túnel urbano, uma fonte de sombra abandonada.

                      Triptyque em parceria com o paisagista Guil Blanche, mudaram o ponto de vista com relação a essa infra-estrutura, passando do elevado à Marquise. Eles convidam a cidade e seus habitantes a olharem para a marquise como um ambiente produtivo e não apenas como um espaço passagem. Esse conceito foi então doado à Prefeitura de São Paulo.

                      Desde o início, o projeto é participativo. A primeira fase deste estudo foi convidar a comunidade local para desenvolver e compartilhar seus desejos com relação ao futuro da Marquise do Minhocão. A estrutura se transformará respeitando a identidade do bairro e da comunidade local.

                      Em seguida, a proposta da Triptyque é dar vida ao espaço, iluminando-o graças a uma operação simples de abertura entre suas pistas para criar feixes de luz natural. A luz ativa o lugar e permite que a vida se instale, sendo que, no início, esse processo se dará sob a forma de vegetação. A Marquise do Minhocão é um dos lugares mais poluídos de São Paulo. Segundo pesquisas, plantas suspensas no teto ao longo de todo o comprimento do Minhocão poderão filtrar 20% da emissão de CO2 produzida pelos carros. A irrigação das plantas será feita por um sistema de coleta de água e a vaporização terá um papel de limpar o ar e as superfícies da marquise.

                      Por fim, a Marquise poderá receber programas diversos. O seu comprimento será dividido em trechos determinados pelo espaço entre cada pilar (33m), estes blocos serão numerados como os "postos" nas praias do Rio de Janeiro. Cada bloco receberá 4 módulos de programa: cultura, alimentação, serviços e comércio.

                      A marquise do Minhocão - Triptyque e Movimento 90° [Gregory Bousquet, Carolina Bueno, Guillaume Sibaud, Olivier Raffaelli e Guil Blanche. Vitruviu. Março 2016. Acesso em 13 de Fevereiro de 2019. (http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/16.183/5971)

                      Ilustração da proposta da Triptyque em parceria com o paisagista Guil Blanche
                      Ilustração da proposta da Triptyque em parceria com o paisagista Guil Blanche
                        Ilustração da proposta da Triptyque em parceria com o paisagista Guil Blanche
                        Ilustração da proposta da Triptyque em parceria com o paisagista Guil Blanche

                          Em Maio de 2017 a Secretaria Urbanismo e Licenciamento recepcionou a doação de Proposta do Escritório Jayme Lerner, que, adicionalmente à transformação do Elevado em parque, vislumbra a possibilidade de transformação do entorno imediato pelo incentivo de ocupação dos edifícios lindeiros e conexões de seus pavimentos intermediários ao Minhocão. Intitulado como Parque do Minhocão – de passagem a permanência, o projeto estrutura-se em acupunturas urbanas e ideias de utilização tanto da parte superior do elevado – áreas de estar, paisagismo, iluminação; da parte inferior – usos culturais; além de usos acoplados ao Minhocão através da utilização dos edifícios lindeiros. Sobre este uso acessório o projeto traz a seguinte proposta:

                          Coberturas ou andares intermediários em hotéis, restaurantes, cafés, edifícios residenciais e corporativos podem, a partir de passarelas leves utilizando as mesmas peças de aço galvanizado, se comunicar diretamente com o parque, gerando novos negócios e oportunidades.

                          Parque do Minhocão: de passagem a permanência. Ideias e acupunturas. Jaime Lerner Arquitetos Associados. Maio de 2017.

                          Ilustração da proposta do Escritório Jayme Lerner
                          Ilustração da proposta do Escritório Jayme Lerner
                            Ilustração da proposta do Escritório Jayme Lerner
                            Ilustração da proposta do Escritório Jayme Lerner
                              Ilustração da proposta do Escritório Jayme Lerner
                              Ilustração da proposta do Escritório Jayme Lerner
                                Ilustração da proposta do Escritório Jayme Lerner
                                Ilustração da proposta do Escritório Jayme Lerner

                                  É importante frisar que as propostas citadas neste item são exercícios conceituais que podem ser levados em consideração na elaboração dos projetos de transformação do Parque Municipal do Minhocão. No entanto, alguns elementos importantes devem ser levados em conta nessa análise:

                                  • Compatibilidade com as formas de uso já consolidadas no Parque;
                                  • Viabilidade técnica das soluções propostas;
                                  • Viabilidade financeira das soluções propostas.

                                  Projetos urbanísticos para o perímetro imediato e área de influência

                                  No entorno do Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, e no âmbito do PIU Setor Central, há uma série de projetos públicos em diversas fases de desenvolvimento. De início, podemos citar as diversas fases da PPP Casa Paulista, intervenção que marca um importante momento de transformação integrada do Centro, no qual estão articulados a qualificação do espaço público e a provisão de equipamentos e de moradia. Ainda no âmbito da provisão habitacional de interesse social, podemos citar os edifícios que abrigavam o antigo cinema Art Palácio e o Cine Marrocos, ambos desapropriados pela Prefeitura e com possibilidade de reconversão para moradia.

                                  No âmbito da provisão de equipamentos públicos, o Parque do Minhocão pode ser incluído na rede de equipamentos de lazer da cidade, da qual também fazem parte o Vale do Anhangabaú (com obra de requalificação já contratada), a Praça das Artes, o Observatório Martinelli e o Teatro Municipal, estruturas com potencial para atrair moradores de diversas regiões da metrópole. Somam-se a estes o novo Hospital Pérola Byington, proposto para a região dos Campos Elíseos, junto à Praça Júlio Prestes, e o Mercado Municipal Cantareira, importante polo de abastecimento, de turismo e gastronomia, cujo entorno também deve ser requalificado tendo em vista sua integração ao sistema de espaços públicos livres da cidade. Dos espaços e edifícios públicos da cidade, alguns projetos têm uma relação singular de proximidade com o Elevado João Goulart.

                                  O terreno de propriedade do Metrô junto à estação Marechal Deodoro tem sido objeto de estudos para concessão, e poderá incorporar como diretrizes advindas dos estudos para o Parque do Minhocão, em seu embasamento, a integração livre e franca entre o nível do térreo e o nível do Minhocão, propiciando um acesso ao parque associado a uma série de equipamentos, comércio e serviços, como lojas, restaurantes, banheiros públicos e postos de atendimento e informação ao publico de moradores e turistas que virão de diversas partes da cidade, do país e do mundo.

                                  O projeto do Largo do Arouche, doado à Prefeitura pela comunidade francesa no Brasil e desenvolvido pelo escritório de arquitetura Triptyque, estabelece ações voltadas à reabilitação paisagística, reforma e ampliação dos passeios, implantação de mobiliário e equipamentos em área de 17 mil m², potencializará atividades de lazer, entretenimento, comércio e serviços.

                                  A requalificação do Largo do Arouche a ser implantada por meio de Termo de Cooperação (01/SMSO/2018) entre a PMSP (SIURB+SUB-SÉ) e a Associação Viva o Centro, encontra-se em análise junto à Comissão Permanente de Acessibilidade (SEI 6022.2018/0005038-7). Em tempo, o projeto poderá incorporar como diretriz advinda dos estudos para o Parque do Minhocão a integração via construção de novos acessos ou requalificação dos acessos já existentes no encontro entre os dois projetos, tendo em vista a mobilidade pedonal e de veículos não motorizados, garantindo a integração entre os dois espaços.

                                  Diversas porções dos espaços públicos livres do Centro de São Paulo são objetos de estudos e projetos de requalificação, a fim de qualificar essa rede para que, além do já importante papel no âmbito da mobilidade, tais locais também possam ser encarados como espaços de passeio e permanência, articulando e qualificando os diversos usos que são dados às ruas, às calçadas e aos calçadões da cidade, pela população de toda a região metropolitana.

                                  O PIU Terminal Princesa Isabel, projeto desenvolvido pela SP Urbanismo em 2017, é outro projeto com potencial sinergia com com o Parque Minhocão, possibilitando, entre outros aspectos, o acesso facilitado a um parque público de porte aos passageiros que desembarcam no Terminal Princesa Isabel da SPTrans.

                                  Outra proposta trazida pelo Escritório Jaime Lerner foi a criação de uma linha Circular Centro, atualmente sob análise de sua viabilidade na SMT. O projeto propõe uma solução de mobilidade urbana com adoção de um veículo inovador e amigável ao pedestre, associada à qualificação de espaços públicos, conectando diversos pontos de interesse na região central, como grandes equipamentos culturais e monumentos históricos, estações, terminais e linhas de transporte público existentes, polos de comércio especializado e popular, centros de ensino e pesquisa e outros equipamentos de lazer, entretenimento e gastronomia.

                                  Nos dois pontos em o traçado referencial cruza o Parque Minhocão, poderão ser previstas paradas integradas aos acessos ao parque.

                                  Associada a este projeto, foi protocolada pela Alstom Brasil Energia e Transporte Ltda. e Telar Engenharia e Comércio S/A junto a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte a Manifestação de Interesse Privado (MIP) que tem como objetivo a implantação, operação e manutenção de Veículo Leve sobre Trilhos (“VLT”), visando à revitalização da área central do Município de São Paulo no formato Concessão Patrocinada (Pagamento de tarifas pelos usuários + contraprestação do Poder Concedente). O traçado encontra-se em fase de projeto e não há sugestão de prazo para o contrato. Todavia, as principais características são: 26 km de via (ida e volta) com traçado circular, definido no Projeto de Engenharia; paradas a cada 700 metros; criação de bulevares na Rua José Paulino, Rua Mauá e Rua da Cantareira; demanda esperada de 80 mil passageiros por dia útil; intervalo de 4,5 minutos entre veículos no horário de pico; velocidade média esperada de 12 km/h; prazo de 3 anos para início da operação do circuito completo.

                                  Em suma, podemos dizer que o Parque do Minhocão, sobretudo se implantado sobre a via elevada, terá papel integrador de diversos projetos e demandará ações pontuais no sentido de compatibilizá-lo com outros projetos do Setor Central, que se mostram oportunidades estratégicas no sentido da implementação de serviços e equipamentos.

                                  Anexo A – Panorama histórico de ocupação do território integrado ao Elevado

                                  Superado o período colonial, podemos situar a consolidação do Centro Novo (e do entorno do futuro Elevado Presidente Costa e Silva, depois Elevado Presidente João Goulart), durante o ciclo do café, que impunha novas dinâmicas na estruturação urbana e social paulistana. Sobre o histórico de ocupação da região, no contexto do ciclo do café, o professor Candido Malta Campos descreve em seu texto para a obra Caminhos do Elevado – Memória e Projetos:

                                  Com o sucesso da política de valorização do café, acordada no Convênio de Taubaté em 1906, abriu-se caminho para intervenções mais ambiciosas. Para facilitar o acesso às estações encomendou-se o Viaduto Santa Ifigênia. Discussões em torno dos demais melhoramentos a serem priorizados envolviam, entre outras propostas, o alargamento da Líbero Badaró, da própria São João e o aproveitamento do Vale do Anhangabaú, assim como a localização daquela que deveria ser a “avenida central” paulistana. Porém, um bulevar que se prezasse − a exemplo daqueles abertos por Haussmann em Paris e admirados pelas elites afrancesadas da época − deveria ser largo, retilíneo e plano, e era difícil criá-lo na topografia acidentada da cidade. São Paulo parecia exigir soluções em desnível: viadutos, túneis, vias elevadas.

                                  Neste contexto a Av São João passa a assumir um caráter de marco urbanístico e consolida novos padrões arquitetônicos:

                                  A visão haussmaniana prevalecia novamente, e para figurar como “avenida central” paulistana, jogaram-se as fichas no alargamento da Rua de São João para trinta metros, aprovado em 1912 e iniciado em seguida. Um aterro permitiu aplainar melhor a travessia do Anhangabaú. Para garantir o caráter parisiense do bulevar, construções na nova avenida (assim como na Líbero e na Sé) passaram a seguir normas edilícias especiais que, embora não estabelecessem gabarito fixo, asseguravam certa homogeneidade volumétrica. Em 1915, a avenida já chegava ao Paissandu; em 1921, à Rua Vitória; em 1923, era a vez do trecho inicial junto à Praça Antonio Prado, abrindo caminho à construção do Martinelli nos anos seguintes; enquanto esse ganhava altura, culminando nos 23 andares inaugurados em 1930 (após embargo da Prefeitura, pois ultrapassava os parâmetros volumétricos legais), o prolongamento da via atingia a Avenida Angélica.

                                  Fachada do Edifício Angélica (1927) Arq. Júlio de Abreu Jr.
                                  Fachada do Edifício Angélica (1927) Arq. Júlio de Abreu Jr. (Fonte: XAVIER,1983.)
                                    Fonte: XAVIER,1983.
                                    Fachada do Ufa-Palácio (1936)
                                    Fachada do Ufa-Palácio (1936) (Fonte: http://salasdecinemasp2.blogspot.com.br)
                                      Fonte: http://salasdecinemasp2.blogspot.com.br
                                      Fachada do Prédio Lívia Maria na Av. São João. Características art-déco (1939)
                                      Fachada do Prédio Lívia Maria na Av. São João. Características art-déco (1939) (Fonte: Acrópole)
                                        Fonte: Acrópole
                                        Fachada do Edifício Trussardi (1941)
                                        Fachada do Edifício Trussardi (1941) (Fonte: Anelli, 2001)
                                          Fonte: Anelli, 2001
                                          Edifício Racy (1950)
                                          Edifício Racy (1950) (Fonte: Anelli, 2001)
                                            Fonte: Anelli, 2001
                                            Edifício Racy (1950)
                                            Edifício Racy (1950) (Fonte: Acervo Estado)
                                              Fonte: Acervo Estado

                                              A ocupação do entorno da Avenida São João ganha novos contornos com a remodelação da avenida:

                                              Era o ideal da capital agroexportadora, com bairros residenciais aprazíveis rodeando um núcleo terciário central marcado por espaços diferenciados de aparência européia e estruturada por linhas radioconcêntricas de bonde, e acessada pela ferrovia. Pela São João, Paissandu e Rua Conceição (atual Cásper Líbero) chegava-se agora às estações, e esse era um trajeto que urgia enobrecer. Todavia, a mesma proximidade atraía usos de valor mais ambíguo, entre eles a prostituição, que, expulsa do centro velho, ressurgia junto à São João, incluindo estabelecimentos de luxo como o descrito no romance Madame Pommery (1920), cujo personagem-título, imigrante polonesa tornada cafetina, satiriza os hábitos ocultos da elite cafeeira. Prédios afrancesados incluíam moradias para solteiros (garçonnières), novidade escandalosa que abria caminho para inúmeras transgressões, inclusive a dos modernistas que se reuniam no apartamento de Oswald de Andrade.

                                              Da mesma forma

                                              A partir de 1924, como lembra Sarah Feldman, a intervenção policial sobre a localização das chamadas casas de tolerância foi institucionalizada, instrumento logo aplicado na tentativa de sanear moralmente o entorno da São João − cujo alargamento, pontuado por belas praças como a do Correio, o Largo do Paissandu, a da Vitória (atual Júlio Mesquita) e a Marechal Deodoro, continuava a ser, ao longo dos anos 1920, 1930 e 1940, um dos maiores investimentos da Prefeitura. O Perímetro de Irradiação, anel viário proposto por Ulhôa Cintra desde 1921 como meio de desafogar o centro, contribuiria para colocar a região no foco das intenções transformadoras, pois seu traçado, cruzando a São João, envolveria a abertura de novas avenidas, que abririam todo o trecho a Noroeste, Oeste e Sudoeste do centro histórico à expansão das funções centrais. Estruturaria ambicioso esquema radial-perimetral de circulação de automóvel, incentivando o crescimento horizontal e vertical, e abrindo novas frentes de ocupação terciária.

                                              Contudo, a década de 1930 marca uma mudança do planejamento urbano paulistano. O Plano de Avenidas passa a impor uma nova estruturação territorial. Prestes Maia

                                              deu continuidade ao prolongamento da São João até o largo das Perdizes, com viaduto sobre a Avenida Pacaembu ligou-a ao Arouche pela Avenida Vieira de Carvalho, alargou a Rio Branco, a Barão de Limeira e a Conceição (atual Cásper Líbero), e, quando saiu da Prefeitura em 1945, além de deixar quase pronta a rótula central, na qual o maior destaque foi dado à Avenida Ipiranga, já havia iniciado a abertura do segundo circuito perimetral de seu esquema viário − passando agora pelo alargamento das ruas Mauá, Duque de Caxias e Amaral Gurgel e pela abertura da Praça Roosevelt.

                                              A mesma altura mínima obrigatória de 39 metros no alinhamento imposta na Ipiranga, São Luís, Arouche, Vieira de Carvalho e República foi aplicada à São João, do Largo do Paissandu à Praça Júlio Mesquita − enquanto nos demais trechos do Perímetro de Irradiação, assim como na Praça da Sé, a altura mínima era de 22 metros.

                                              Assim

                                              A região entre Paissandu, São João e Ipiranga ganhava cinemas luxuosos e passava a concentrar a vida noturna de bares e restaurantes de melhor padrão, logo ganhando o apelido de Cinelândia paulistana. E a zona de tolerância da prostituição, o chamado baixo meretrício, foi transferida para o Bom Retiro.

                                              Avenida São João, anos 1930. Claude Lévi-Strauss
                                              Avenida São João, anos 1930. Claude Lévi-Strauss (Fonte: Caminhos do Elevado – Memória e Projetos)
                                                Fonte: Caminhos do Elevado – Memória e Projetos
                                                Avenida São João, anos 1930. J.B. Duarte
                                                Avenida São João, anos 1930. J.B. Duarte (Fonte: Caminhos do Elevado – Memória e Projetos)
                                                  Fonte: Caminhos do Elevado – Memória e Projetos

                                                  No contexto do pós-guerra o Centro Novo passa a assumir uma nova centralidade:

                                                  No segundo pós-guerra, enquanto o Centro Velho, congestionado e de difícil acesso por automóvel, perdia atratividade, a centralidade dominante passou para o Centro Novo. Com a crescente utilização da rede ferroviária como linhas de subúrbio, a afluência da população de menor renda às estações da Luz e Sorocabana acentuou a mudança de perfil social dos Campos Elíseos e o caráter simultaneamente transicional e receptivo da região, favorecidos também pela instalação da Estação Rodoviária (1961).

                                                  Tentativas de disciplinar o crescimento vertical por meio do Código de Obras e leis especiais perdiam espaço em face do boom imobiliário. A área central e suas frentes de expansão, incluindo o eixo da São João, eram preenchidas por edifícios de escritórios ou quitinetes, que faziam uso da arquitetura moderna para maximizar o aproveitamento dos terrenos.

                                                  Na década de 60, a cidade passa a recepcionar grandes estruturas viárias, culminando, no final da década, com a construção do Elevado.

                                                  A partir da gestão Faria Lima (1965-1969) a Prefeitura, com caixa reforçado e apoio do governo federal, encetou nova leva de grandes obras viárias. Mas Faria Lima priorizou o metrô e vias expressas de fundo de vale como a 23 de Maio. A idéia de um elevado sobre a São João ainda era considerada por demais radical. O Plano Urbanístico Básico (PUB), elaborado sob sua administração, propôs nova estrutura viária formada por malha ortogonal de vias expressas, na qual o eixo Leste-Oeste mais central passaria bem ao Sul da São João e da atual Radial Leste. Foi o prefeito seguinte, Paulo Maluf (1969-1971) quem consagraria a transmutação de parte do traçado da segunda perimetral em ligação diametral incluindo o elevado, cujas obras ganharam impulso inédito. Em menos de um ano, milagre da engenharia nacional, ergueu-se o Elevado Costa e Silva. Ao longo dos anos 1970, as administrações seguintes dariam continuidade à ligação Leste-Oeste, completando a Praça Roosevelt e os trechos que atravessam o Bexiga e a Liberdade; ao longo dos anos 1980, tomaria forma a atual Radial Leste e o complexo viário do Glicério amarrando o conjunto.

                                                  Perspectiva do projeto original, 1969 (trecho sobre o Largo do Arouche)
                                                  Perspectiva do projeto original, 1969 (trecho sobre o Largo do Arouche) (Fonte: BRANCO, 2006 apud ASSUNÇÃO, 2016 (Originais em Arquivo da SIURB))
                                                    Fonte: BRANCO, 2006 apud ASSUNÇÃO, 2016 (Originais em Arquivo da SIURB)

                                                    O Elevado João Goulart passa a ter papel importante na história da urbanização e do urbanismo paulistano. A estrutura sintetiza três conceitos sobre o papel do sistema viário na cidade: primeiro, em relação ao papel do seu traçado dentro da estrutura urbana; segundo, às implicações do conceito de via expressa, idealizado para eliminar interferências e aumentar a velocidade dos deslocamentos; e, por fim, sua elevação ou rebaixamento de nível como forma de segregação do tecido urbano.

                                                    O Elevado como expressão do sistema viário estrutural corresponde à forma de sua articulação com o conjunto de vias, sendo duas delas radiais (Avenidas General Olimpio da Silveira e São João) e um trecho da segunda perimetral (Rua Amaral Gurgel). Ademais, estende-se a Leste a partir da Liberdade e Glicério, chegando até a Avenida Alcântara Machado e constituindo, desta forma, a primeira conexão diametral expressa entre as zonas Leste e Oeste, caracterizando-se por contornar o centro e o perímetro de irradiação do Plano de Avenidas de Prestes Maia, concebido em 19301.

                                                    De fato, a conexão estrutural Leste-Oeste já estava presente no Plano de Avenidas, que dispunha de duas importantes conexões diametrais – a Norte-Sul, formando o conhecido “Sistema Y” e a Leste-Oeste, nunca inteiramente implantada, ligando a Avenida São João ao Parque Dom Pedro II, passando em túnel sob o Largo São Bento2. Como bem analisado por Anelli e Seixas (2008): “(...) se no primeiro caso a própria topografia resolvia a questão da transposição da área central, na ligação Leste-Oeste seria necessário uma solução de engenharia muito avançada para a época”.

                                                     Perspectiva do projeto original
                                                    Perspectiva do projeto original (Fonte: BRANCO, 2006 apud ASSUNÇÃO, 2016 (Originais em Arquivo da SIURB))
                                                      Fonte: BRANCO, 2006 apud ASSUNÇÃO, 2016 (Originais em Arquivo da SIURB)

                                                      A integração do traçado do Elevado no sistema viário estrutural da cidade está relacionada também à conceituação do segundo anel perimetral, idealizado nos estudos de Prestes Maia já em 1956, permitindo o desvio das diametrais com maior velocidade3. O segundo anel conformaria uma “(...) ligação restrita, entre a Vila Buarque e a Mooca, composta pela Avenida Duque de Caxias e pela Rua Amaral Gurgel, que se prolongaria até a baixada do Glicério e passaria sob a Rua da Consolação e a Avenida Liberdade. Do Glicério, seguiria para a Zona Leste por um traçado próximo ao da atual Radial Leste” (ANELLI, SEIXAS, 2008). Em 1969, a concepção da segunda perimetral recebeu uma alteração substancial. A partir do projeto de prolongamento da Rua Amaral Gurgel até a Avenida São João, seria possível sua conexão com a Avenida Francisco Matarazzo. A segunda perimetral fora então planejada junto com a ligação contínua e expressa Leste-Oeste, na qual se adotaria a opção elevada de separação do tráfego. Surgia, assim, o Elevado Costa e Silva, hoje denominado Elevado João Goulart.

                                                      Perspectiva do projeto original, 1969
                                                      Perspectiva do projeto original, 1969 (Fonte: BRANCO, 2006 apud ASSUNÇÃO, 2016 (Originais em Arquivo da SIURB))
                                                        Fonte: BRANCO, 2006 apud ASSUNÇÃO, 2016 (Originais em Arquivo da SIURB)
                                                        Perspectiva do projeto original, 1969
                                                        Perspectiva do projeto original, 1969 (Fonte: BRANCO, 2006 apud ASSUNÇÃO, 2016 (Originais em Arquivo da SIURB))
                                                          Fonte: BRANCO, 2006 apud ASSUNÇÃO, 2016 (Originais em Arquivo da SIURB)

                                                          Neste mesmo contexto, um fato é fundamental para compreendermos a relevância do debate em torno das vias expressas na cidade de São Paulo: a atuação de Robert Moses a partir da elaboração do “Plano de Melhoramentos Públicos para a Cidade de São Paulo” em 1950, no qual foi introduzida a via expressa como uma alternativa para separação das interferências da malha urbana no tráfego de veículos, sendo fundamental para impulsionar os projetos viários nas décadas seguintes (ANELLI, SEIXAS, 2008).

                                                          Passadas quase cinco décadas desde sua inauguração como via expressa segregada, os impactos causados pelo Elevado em seu entorno foram gritantes: houve uma mudança brusca na rotina dos moradores adjacentes, com a estrutura e o alto fluxo de veículos a poucos metros das janelas e elevados níveis de ruído; o térreo, pouco iluminado e com alta concentração de poluentes, depreciou a atividade comercial e impulsionou a decadência dos imóveis; os edifícios perderam o perfil de moradores de classe média e a sofisticada arquitetura do entorno, com pouca manutenção, acabou degradando-se.

                                                          Ainda que tenha nascido no contexto de valorização das vias expressas e do fluxo de automóveis individuais como modo predominante de circulação, a frequência e a intensidade dos congestionamentos ao longo de toda a ligação Leste-Oeste, dentro e fora do Elevado, atestam sua ineficiência em atender às demandas de mobilidade de São Paulo (ANELLI, SEIXAS, 2008). A soma entre essa ineficiência e a percepção clara da degradação causada pelo alto fluxo de veículos sobre e sob a estrutura vem colocando já há alguns anos a necessidade de rever a inserção urbana do Elevado como dispositivo viário dedicado exclusivamente ao transporte individual.

                                                            Notas
                                                          1. ANELLI, R. SEIXAS, A. O peso das decisões: o impacto das redes de infraestrutura no tecido urbano. In. ARTIGAS, R. et al. Caminhos do Elevado: Memória e Projetos. São Paulo: Ed. Imprensa Oficial, 2008, p.59.
                                                          2. CAMPOS, Candido Malta. Os rumos da cidade: urbanismo e modernização em São Paulo. São Paulo: Ed. Senac, p. 417
                                                          3. MAIA, Francisco Prestes. Ante-projeto de um sistema de transporte rápido metropolitano. São Paulo: Prefeitura do Município de São Paulo, 1955, p. 142.

                                                          Anexo B – Análise de experiências semelhantes (estudo preliminar)

                                                          Alguns exemplos de intervenções urbanísticas para transformação e ativação de estruturas físicas e áreas adjacentes em parques lineares urbanos foram selecionados para análise. Este anexo apresenta os resultados preliminares desse estudo para as seguintes áreas:

                                                          • Parque High Line, Nova York/EUA
                                                          • Coullée Verte René-Dumont, Paris/França
                                                          • Renaturalização do Riacho Cheong Gye Cheon, Seul/Coréia do Sul
                                                          • The Bentway, Toronto/Canadá
                                                          • The 606, Chicago/EUA
                                                          • Seoullo 7017, Seul/Coréia do Sul

                                                          High Line

                                                          A High Line é um parque elevado de aproximadamente 2,3km de extensão, com áreas verdes, mobiliário urbano e pequenos comércios em lugares específicos. Sua construção foi iniciada em 2006, com a inauguração do trecho mais ao sul três anos depois. O trecho final foi concluído em 2014. A construção do Parque é resultado de um intenso trabalho da sociedade civil e esferas públicas, envolvendo a doação da área ao município, concurso de projetos e alterações no zoneamento, entre outros.

                                                          Arquibancada em trecho do High Line
                                                          Arquibancada em trecho do High Line (Fonte: Vista aérea de trecho do High Line implantado)
                                                            Fonte: Vista aérea de trecho do High Line implantado

                                                            O parque, projeto de Diller Scofidio + Renfro, James Corner Field Operations e Piet Oudolf, é mantido, operado e programado pela Friends of the High Line em parceria com o Departamento de Parques e Recreação de Nova York. Exemplo icônico de revitalização de áreas abandonadas e envolvimento comunitário, o High Line abriga um conjunto diversificado de programas públicos gratuitos.

                                                            Arquibancada em trecho do High Line
                                                            Arquibancada em trecho do High Line (Fonte: Imagem de Rowa Lee)
                                                              Fonte: Imagem de Rowa Lee

                                                              O famoso parque elevado foi construído sobre uma antiga estrutura que serviu como linha férrea da década de 1930 à década de 1980. Após o abandono da estrutura, considerou-se a demolição da mesma. Contudo, ao fim do século XX a ideia de reforma e novo uso do espaço foi levada à frente e a proprietária da linha, CSX Transportation, Inc., passou a receber propostas de uso da estrutura.

                                                              Em meio à discussão sobre o futuro da High Line, surgiu a organização de conservação sem fins lucrativos “Friends of the High Line”, fundada em 1999 por residentes da cidade, que advogou pela readequação do espaço para utilização pública. Nos anos de 2003 e 2004 a organização realizou um concurso de ideias e outro de design, do qual o grupo vencedor foi selecionado para desenhar o design do novo parque.

                                                              A entrada definitiva do tema na pauta na agenda da cidade ocorreu em 2005. A aprovação da emenda do instrumento de zoneamento do distrito onde está localizado o parque faria com que o distrito deixasse de ser industrial de baixa densidade. A emenda garantia o uso aberto do espaço e novos limites para o desenvolvimento de empreendimentos comerciais e residenciais, além da inclusão de novas áreas para moradia a custo acessível.

                                                              Os estudos de impacto do projeto que acompanharam a proposta de alteração de zoneamento do distrito consideraram um período de dez anos. Foram incluídos temas como poluição sonora, impactos sobre tráfego e estacionamento, uso por pedestres, área coberta por sombras, infraestrutura, uso do solo, impacto sobre a mudança do perfil socioeconômico da região, e alternativas ao projeto, entre outros.

                                                              Ainda em 2005, a CSX Transportation Inc transferiu a propriedade de um trecho da linha de trem elevada para a cidade de Nova Iorque e ambas assinaram um acordo de uso recreacional do espaço. No ano seguinte as obras da primeira seção do High Line tiveram início. As atividades envolveram a remoção dos trilhos, permeabilização do solo, construção de sistemas de acesso (escadas e elevadores), trilhas, arborização, iluminação, adequações de segurança, instalação de mobiliário urbano, etc.

                                                              High Line Park. Fonte: Field Operations
                                                              High Line Park. Fonte: Field Operations (Fonte: Imagem de Rowa Lee)
                                                                Fonte: Imagem de Rowa Lee

                                                                A construção do parque foi feita em três etapas. Em junho de 2009, ocorreu a inauguração de sua primeira seção, e dois anos depois, a de sua segunda seção. Para a construção do terceiro trecho, houve a necessidade da doação de um novo trecho da linha férrea para a cidade, assim como foi feito para o trecho já construído. A abertura da terceira seção (fase 1) ocorreu em setembro de 2014, totalizando a extensão total de 2,33 km. A fase 2 da seção 3 deve ser inaugurado no primeiro semestre de 2019, no qual está sendo construído um terraço com jardim e varandas, e fase 3 ainda sendo planejada.

                                                                Suas medidas variam durante toda sua extensão. Está entre 5,5 e 9 metros do solo e possui uma largura que varia de 9 à 18 metros. Uma área de vinte sete mil metros quadrados feitos de concreto reforçado e ferro, que podem ser acessados via onze entradas, entre escadas, rampas e elevadores.

                                                                O espaço possui entrada gratuita e tem horários de funcionamento que variam de acordo com os meses, permanecendo aberto entre 07:00 e fechando entre 19:00 e 22:00. Não é permitido passeios de bicicleta, skate, patins, ou outros meios semelhantes. Assim como não é permitido fumar ou levar cachorros. O parque conserva quinze jardins distribuídos por toda sua superfície, inspirados na paisagem natural que persistiu sobre os trilhos enquanto estava abandonado. Possui banheiros, pontos de venda de alimentos e pontos de acesso à internet via wi-fi.

                                                                O espaço possui uma loja física que comercializa produtos com a marca do parque, permitindo ainda aos visitantes tornarem-se sócios do High Line. Os planos com diferentes benefícios são dispostos na modalidade mensal (5~65 dólares) ou única (40~750 dólares), além de planos especiais. Sem repasses de verbas públicas, o parque conta com doações para sua manutenção.

                                                                A organização Friends of the High Line, em parceria com o Departamento de Parques e Recreação da cidade, é a responsável por sua programação, manutenção e operação até 2021. Este acordo ainda pode ser prorrogado por mais dois períodos de cinco anos e seu uso e ocupação pela organização é cedida pela cidade sem nenhum custo. A organização é responsável pela manutenção e reparo do parque através da arrecadação de fundos privados, do custo de pessoal às manutenções e operações diárias. Por outro lado, a cidade é responsável pela manutenção da estrutura de concreto e ferro e outros serviços públicos, assim como pela equipe de segurança durante alguns anos. Ainda, está presente no contrato uma quantia mínima de gastos a serem empregados para manutenção do espaço físico do High Line, sendo reajustado pelo índice de preços do consumidor.

                                                                Os investimentos para a construção do parque (seções 1, 2 e 3) foram estimados em cerca de 220 milhões de dólares. A divisão desse valor ficou entre governo (federal, estadual e municipal), arrecadação de fundos privados feita pela Friends of the High Line e incorporadoras como Oxford Properties e The Related Companies. Em relação aos custos, segundo o balanço financeiro de 2017 divulgado pela responsável do parque, houve despesa total de 29,5 milhões de dólares e uma arrecadação de 25,2 milhões. Já em 2016 a receita foi de 21,1 milhões e as despesas de 16,8 milhões de dólares. A responsável pelo espaço estima que a cidade arrecade um bilhão de dólares em vinte anos.

                                                                Desde seu lançamento, os valores das quadras ao redor da seção 1 do parque cresceram em cerca de 50,6% e o da seção 2 em cerca de 48,2%. Uma área vizinha às primeiras apontou um crescimento de 31,4% no mesmo período. As informações são do site de vendas online de imóveis de Nova Iorque, StreetEasy.

                                                                A valorização também é medida quando comparado somente os valores de vendas de lançamentos. Em 2015, uma área vizinha ao parque, o valor médio de novas unidades foi cerca de 1,93 milhões de dólares. Já o valor médio ao redor da seção 1 foi de 4,42 milhões e para a seção 2 cerca de 6,06 milhões, o que representa 130% e 214% de superioridade, respectivamente.

                                                                Média de renda em 2013 do entorno do High Line Park. Fonte: Field Operations
                                                                Média de renda em 2013 do entorno do High Line Park. Fonte: Field Operations

                                                                  O parque coleta e analisa dados sobre os visitantes. Cerca de 7,6 milhões de pessoas transitaram pelo parque em 2015, sendo 31% residentes da cidade e 67% de não residentes. A maioria dos visitantes estão no parque pela primeira vez e a idade média do visitante é de 41 anos. As atividades mais comuns entre os visitantes são: caminhar, observar pessoas e os jardins, tirar fotos, relaxar, passar o tempo com amigos, alimentar-se.

                                                                  Coulée Verte René-Dumont

                                                                  Em Paris, a “Promenade Plantée”, inaugurada em 1993, constitui-se de um parque sobre antigas estruturas ferroviárias, que se inicia a 10 m do chão, no Viaduc dês arts. A Promenade possui no total 4,5km de extensão, a maior parte sobre a antiga ferrovia, parte sobre novas passarelas e parte também ao nível do chão. A Promenade conecta-se ainda com o Parque Reully, áreas esportivas e culturais e outras áreas verdes menores.

                                                                  Promenade Plantée
                                                                  Promenade Plantée
                                                                    Promenade Plantée
                                                                    Promenade Plantée

                                                                      Além do Parque, o Viaduto abriga em seus 67 arcos remanescentes ateliês com fachadas de madeira e vidro, junto à Avenida Daumesnil. A reforma e restauro do viaduto para a criação destes espaços se deu entre 1994 e 1997, a partir do projeto de Patrick Berger resultante de concurso público, que organizou as atividades que já ocorriam no local.

                                                                      Promenade Plantée
                                                                      Promenade Plantée

                                                                        Riacho Cheong Gye Cheon

                                                                        Outro exemplo, mais próximo do caso do Minhocão, pois trata-se de reforma de estrutura também rodoviarista e voltada ao transporte individual, é a Renaturalização do Riacho Cheong Gye Cheon, em Seul, que passou décadas coberto por vias arteriais e um viaduto, implantados na década de 70. Nos anos 2000, o então prefeito Myung-bak Lee, a partir da pressão da população que reclamava da degradação do local, optou pela retirada da via e do elevado em questão, e criou um parque linear com 5,84 quilômetros, com espaços de lazer, a implantação de uma rede de esgotamento sanitário, sistema de drenagem de águas pluviais, a construções de pontes de conexão entre os dois lados, o plantio de espécies nativas, entre outros aspectos que acabaram por conectar muito mais a população local.

                                                                        Renaturalização do Riacho Cheong Gye Cheon
                                                                        Renaturalização do Riacho Cheong Gye Cheon

                                                                          O aspecto mais verde do parque se intensifica na medida em que se afasta do centro, ganhando contornos cada vez menos urbanos. O Parque linear situa-se entre 3 a 5m abaixo do nível da rua, ainda bastante movimentada, criando um espaço preservado. Ao final dele, está uma reserva ecológica de mais de 1,1 quilometro quadrado, e posteriormente segue até o Rio Han, que atravessa a parte sul da cidade.

                                                                          The Bentway

                                                                          O parque é parte de um projeto de desenvolvimento urbano que compreende uma área maior, liderado pela agência pública Waterfront Toronto (criada pelos governos do Canadá, Ontario e Toronto). Toda a região onde o parque está localizado tem uma extensão de cerca de 800 hectares e está localizada de frente ao lago Ontario. O objetivo do projeto é transformar a região, reduzindo o espraiamento da cidade, desenvolvendo comunidades sustentáveis, aumentando a oferta de moradias populares, expandindo o transporte público e aumentando a competitividade econômica.

                                                                          The Bentway e seu entorno
                                                                          The Bentway e seu entorno (Fonte: Waterfront Toronto)
                                                                            Fonte: Waterfront Toronto

                                                                            Anunciado em novembro de 2015 e inaugurado em janeiro de 2018, The Bentway é composto por três grandes ambientes: intenso, médio e calmo, distribuídos em sua extensão de 1,75 km. Os ambientes ainda são seccionados em 55 espaços pelas pilastras que sustentam a rodovia sob a qual está construída, e que formam um grande corredor de 14,5 metros de altura e 24 metros de largura. Seu mobiliário inclui assentos e mesas; espreguiçadeiras; cones de sinalização; uma pista de patinação de gelo de 220 metros; tendas temporárias de comércio de alimentos; jardins rasteiros; e um espaço dedicado à pratica de skate com obstáculos não permanentes. Durante o inverno a pista de patinação no gelo torna-se a principal atração do espaço, sendo cobrada a sua utilização e aluguel de patins. Ainda, sua área total de mais de 4 hectares comporta um espaço dedicado à um pequeno teatro a céu aberto, painéis com grafite, e uma trilha para pedestres. O espaço é utilizado também para sediar diferentes tipos de eventos, como confraternizações, shows, feiras, etc. O espaço é aberto todos os dias e não há bilheteria.

                                                                            The Bentway
                                                                            The Bentway (Fonte: DailyHive)
                                                                              Fonte: DailyHive

                                                                              A construção e a operação deste espaço urbano envolveram parcerias. Construído pela mesma agência pública que coordena a revitalização da aérea, The Bentway foi financiado totalmente (excluindo gastos com manutenção e operação) com a doação de 25 milhões de dólares canadenses da Matthews Foundation, organização criada por um casal de moradores da cidade. Seu design foi realizado por dois escritórios de arquitetura, PUBLIC WORK e Greenberg Consultants e contou com um relatório de impacto ambiental pronto em janeiro de 2017, um ano antes de sua inauguração. O atual espaço representa apenas a fase 1 do projeto, e suas futuras fases estão sob planejamento.

                                                                              The Bentway e a Gardiner
                                                                              The Bentway e a Gardiner (Fonte: Canadian Architect)
                                                                                Fonte: Canadian Architect

                                                                                A governança do projeto de construção foi disposta por: comitê executivo de direção; time consultivo de doadores; comitê consultivo formado por stakeholders (entre eles moradores); think-tank curatorial; um time de construção e outro de design. Os espaços de discussão presencial com a sociedade restringiram-se a duas consultas públicas que atraíram cerca de 220 pessoas. As reuniões forneceram atualizações sobre o design e os relatórios de avaliação ambiental do parque, além das escutas de propostas para o projeto. O projeto ainda organizou visitas guiadas ao espaço, elaborou um site dedicado ao projeto, perfis em redes sociais e newsletters para promover e solicitar feedbacks e sugestões, assim como a escolha do nome por meio de votação popular.

                                                                                O governo municipal de Toronto manteve a propriedade do terreno em questão, assim como de sua infraestrutura instalada durante o processo. The Bentway Conservancy e o município assinaram um acordo de uso do solo, garantindo à primeira o uso da área construída pelo período de vinte e um anos.

                                                                                A programação, operação e manutenção são de responsabilidade conjunta entre The Bentway Conservancy (organização sem fins lucrativos fundada em 2017 para este fim) e Fort York National Historic Site (forte detentor do terreno sobre o qual o parque foi construído), ainda que a primeira detenha foco maior nas atividades de programação e arrecadação de recursos e a segunda sobre o museu já anteriormente instalado. The Bentway Conservancy é responsável por definir uma programação de eventos, atividades e oportunidades durante todo o ano para residentes, membros da comunidade e visitantes. A mesma trabalha em parceria com o governo de Toronto, outras organizações semelhantes, organizações de comunidades adjacentes e outros stakeholders da cidade. Sua estrutura organizacional está disposta em um Comitê Consultivo Comunitário, Comitê Consultivo de Artes, Conselho Administrativo (com presença de dois membros do conselho da cidade), uma equipe formada de diretores e coordenadores setoriais e um CEO.

                                                                                Durante o período de planejamento, duas consultoras (HR&A Advisors, Inc. e Park People) realizaram um estudo de mensuração do custo de operação e recomendações sobre estratégia de governança e financiamento sustentável do espaço. O estudo, entregue em junho de 2016, concluiu que os custos de operação para a fase 1 do projeto iria variar anualmente entre 3,2 e 4,5 milhões de dólares canadenses durante os primeiros anos. O estudo sugeriu que cerca de 2,0 à 3,1 milhões fossem financiados com dinheiro público, já que em seus primeiros anos as receitas não deveriam alcançar seu total potencial. Mesmo em seu máximo potencial de receitas, o parque ainda não alcançaria a sustentabilidade econômica sem aporte financeiro, seja público ou privado.

                                                                                Estratégias para alcançar o equilíbrio de receitas e despesas foram sugeridas no estudo. Na primeira estratégia, ocorre um repasse fixo e regular, provavelmente da cidade de Toronto, mas potencialmente dos governos estaduais ou federais para a organização responsável. A realocação dos fundos doados pela Matthews Foundation também foi sugerida para resolver a lacuna de financiamento, na qual dinheiro público seria investido na implementação e a doação seria destinada para a manutenção. Nenhum relatório financeiro executado foi encontrado em pesquisa na internet.

                                                                                The 606

                                                                                O parque “The 606” é construído sobre uma antiga linha de trem e inclui seis pequenos parques adjacentes. A linha elevada “Bloomingdale Line” serviu por quase um século para o escoamento de produtos de portos ferroviários para o rio Chicago. Após o boom industrial da cidade, o tráfego sobre a linha reduziu e na década de 1990 cessou-se por completo. O espaço então foi ocupado naturalmente por árvores, plantas e animais.

                                                                                Ainda na década de 1990 surgiu a primeira recomendação para alterar a sua função, contida no Plano de Bicicletas da Cidade. Depois disso ainda apareceu em um plano de espaço aberto da cidade e outros planos de qualidade de vida de dois distritos. Aprovado em 2004, o Plano de Espaço Aberto do distrito se propôs a investigar oportunidades recreacionais e de espaço aberto ao longo da linha. O plano sugeriu a criação de um parque linear elevado que incluísse uma trilha, áreas passivas e espaços recreativos em suas vias de acesso, servindo como via de deslocamento e contribuindo para a melhoria da estética da área. Por fim, foram sugeridos uma avaliação de impacto ambiental e outra sobre a integridade dos 37 viadutos sobre os quais a linha está construída; identificação de fontes de financiamento de investimentos e custos.

                                                                                Bloomingdale Line abandonada
                                                                                Bloomingdale Line abandonada (Fonte: Untapped Cities)
                                                                                  Fonte: Untapped Cities

                                                                                  Em 2003, surge a organização sem fins lucrativos Friends of the Bloomingdale Trail, participante do processo de planejamento e implementação do projeto. Sua missão é representar os interesses da comunidade no projeto, é parte do conselho consultivo do The 606.

                                                                                  Em 2010, a Trust for Public Land, uma organização nacional sem fins lucrativos com a missão de criar parques e preservar espaços abertos, assinou um contrato com o Chicago Park District para se tornar o principal parceiro privado do projeto. A TPL foi encarregada de liderar a angariação de fundos; conduzir o diálogo com a comunidade; e adquirir terras em nome da cidade. Entre 2011 e 2014 a TPL liderou processo de envolvimento da comunidade, incluindo atividades para elaborar um plano final para a trilha em 2013.

                                                                                  O contrato de licitação foi assinado em 2013 para construção do parque foi de 53,7 milhões de dólares. O contrato incluiu a reabilitação de viadutos e muros de contenção, a remoção dos trilhos, assim como a pavimentação da trilha. O projeto começou em agosto de 2013 e sua primeira fase foi inaugurada em 6 de junho de 2015. Naquela época, a Bloomingdale Trail e quatro dos parques conectados estavam prontos. Dois parques adicionais, mais integração artística e paisagismo foram finalizados no ano seguinte.

                                                                                  Mapa do The 606
                                                                                  Mapa do The 606 (Fonte: The 606)
                                                                                    Fonte: The 606

                                                                                    The 606 é uma parceria público-privada entre a cidade de Chicago, Chicago Park District (órgão municipal gestor de parques) e o The Trust for Public Land. A estimativa de custo total é de US$ 95 milhões. A maior parte do parque, US$ 50 milhões, foi financiado pelo de programa federal de Mitigação de Congestionamento e Qualidade do Ar (CMAQ). A cidade de Chicago e o condado de Cook disponibilizaram US$ 6 milhões, e quase US$ 40 milhões são provenientes de arrecadação de fundos privados.

                                                                                    Após o fechamento da linha férrea o uso do solo da região alterou-se. Hoje, o parque linear está inserido em uma região de baixa densidade residencial que carecia de áreas verdes e apresenta valorização do valor terreno. Sua extensão de 4,3 km percorre a fronteiras de quatro distritos de Chicago que apresentam diferentes perfis sociodemográficos.

                                                                                    Os distritos de Wicker Park e Bucktown possuem população mais branca e com maior renda média comparados com Logan Square e Humboldt. Os valores de venda de novos imóveis nos distritos cresceram no período de 2012 à 2016 e atingiram seu ponto mais alto desde 2000 após a abertura do parque. Especialmente nos distritos onde a população possui renda menor os aumentos foram maiores.

                                                                                    O perfil socioeconômico dos moradores também alterou no período que vai do planejamento à inauguração do parque. O quadro abaixo mostra a essa mudança, no período que vai de 2010 à 2016, em territórios próximos ao parque comparados com o resto da cidade, utilizando renda média, escolaridade, porcentagem de moradores brancos não hispânicos e valor médio de aluguel.

                                                                                    A gestão do parque é feita pela The Trust for Public Land em nome da Chicago Park District. A organização atua como o principal parceiro privado, gerenciando o envolvimento com a comunidade, captação de recursos, planejamento de longo prazo, comunicações e outros aspectos cruciais do projeto.

                                                                                    Instalado a 5,5 metros de altura, com 17 rampas e 12 pontos de acesso, o parque caracteriza-se por ser um local de passagem e não de destino. O parque opera diariamente das 6 am às 11 pm e tem entrada gratuita. Sua largura varia de 6 à 9 metros e comporta jardins e uma trilha de 3 metros de largura dividido em duas faixas ocupadas por ciclistas e pedestres. A infraestrutura conta com bancos, postes de iluminação e cinco miniparques no nível da rua que servem de entrada ao elevado e compensam a falta de espaço sobre ele. Ainda, há exposições de arte permanentes e temporárias que são escolhidas via convites, parcerias e chamamentos organizados pela The Trust for Public Land, Chicago Park District e Chicago Department of Cultural Affairs and Special Events.

                                                                                    The 606
                                                                                    The 606 (Fonte: Curbed Chicago)
                                                                                      Fonte: Curbed Chicago

                                                                                      Seoullo 7017

                                                                                      O Seoullo 7017 surge da ideia de transformar seu entorno em uma atração turística da cidade, conectando espaços históricos e culturais próximos para impulsionar a economia local. O projeto de renovação do elevado foi escolhido via uma competição de design em 2015 e foi estimado em 40 milhões de dólares, financiados pelo Governo Metropolitano de Seoul.

                                                                                      O parque é fruto da revitalização do Elevado Estação Seoul, que serviu para conectar dois distritos separados por trilhos de trem. Pronto em 1970, o elevado apresentou problemas estruturais com quinze anos de idade e passou por diversas reparações. Em 2006, estudos apontaram preocupações sobre sua integridade estrutural e nos anos seguintes foram elaborados planos para sua demolição e a construção de um substitutivo.

                                                                                      Elevado Estação Seoul antes das intervenções
                                                                                      Elevado Estação Seoul antes das intervenções

                                                                                        Em 2014, o prefeito reeleito prometeu em campanha a transformação do elevado em um espaço para pedestres, na medida em que estudos eram feitos sobre sua viabilidade. Com o projeto incluso em seu programa de mandato, o projeto chamado “Seoul Station 7017”, foi anunciado em janeiro de 2015. No mesmo ano, profissionais/cidadãos e organizações discutiram ideias e impactos do projeto dando origem ao “plano de desenvolvimento compreensivo da região de Seoul Station”. Então, comitês setoriais de moradores foram formados para continuar o debate e o elevado foi fechado para circulação de veículos após um evento aberto ao público.

                                                                                        As primeiras intervenções no elevado ocorreram no início de 2016 com remoção de pilastras de sustentação, reparos e reforços na ponte, seguidos das obras de construção do parque de fato, em junho de 2016. Em abril de 2017 o parque foi aberto à população.

                                                                                        Projeto do Seoullo 7017
                                                                                        Projeto do Seoullo 7017

                                                                                          Para reorganizar o congestionamento causado pelo impedimento de circulação de carros sobre o elevado foram realizados redirecionamento de fluxo pela alteração de faixas, reprogramação de semáforos, comunicação pública e orientação de tráfego nos locais que sofreram intervenção.

                                                                                          Seoullo 7017. Planejamento da reorganização do trânsito
                                                                                          Seoullo 7017. Planejamento da reorganização do trânsito

                                                                                            O espaço comporta mais de 24.000 plantas e árvores semeadas em grandes vasos de concreto. Sua infraestrutura é composta por câmeras de segurança, bancos, ativações que incluem centros de informação para turistas, comércios de alimentos e bebidas, uma loja oficial que comercializa produtos com a marca do parque, quiosques que trazem experiências educativas sobre horticultura, etc. O acesso é livre durante todo o dia e sem custos, exceto para a realização de eventos sob permissão do Governo Metropolitano de Seoul.

                                                                                            Seoullo 7017
                                                                                            Seoullo 7017

                                                                                              O elevado possui 17 pontos de entrada (entre escadas, rampas, elevadores e escadas rolantes que também conectam à prédios em seu entorno) e banheiros em 6 locais distribuídos por sua extensão de um quilometro. Está a 17 metros de altura e sua largura varia durante todo seu comprimento, não ultrapassando dez metros.

                                                                                              A gestão do parque está sob responsabilidade do Governo Metropolitano de Seoul. Para fins de deliberação, aconselhamento, manutenção, gestão e uso do parque, um comitê operacional foi criado. O comitê tem permissão para implementar programas para promoção da ocupação do elevado com parceria com o setor público e/ou privado, formular planos, gerir e operacionais instalações na área do parque, etc. O comitê deve ser formado por não mais de quinze membros, respeitando ao limite de 60% de composição de só um gênero. Presidente e vice-presidente devem ser eleitos pelos próprios membros, que por sua vez, são nomeados pelo prefeito por um período de dois anos.

                                                                                              Apesar de não configurar área residencial antes mesmo da reforma do elevado, os poucos moradores que ficaram na área da Estação Seul estão se afastando. Moradores vendem ou alugam suas propriedades por causa do aumento dos preços dos imóveis e da abordagem agressiva de grandes empresas, como os hotéis, shoppings e restaurantes que podem conectar-se diretamente com o elevado. O governo aparenta não ter planos para a intervenção para a ordenação do uso da terra na região.

                                                                                              Até 2017, aproximadamente 7,4 milhões de pessoas haviam transitado pelo local. Os visitantes costumavam passar o tempo passeando, admirando a vegetação e a vista da cidade. No entanto, muitas pessoas não visitam as comunidades ao redor do Seoullo 7017, permanecendo apenas sobre o elevado.

                                                                                              Seoullo 7017
                                                                                              Seoullo 7017

                                                                                                Além destes exemplos de requalificação de estruturas elevadas, exemplos de aproveitamento de estruturas fabris (Parque Fundidora, no México), prisionais (Parque da Juventude), entre outros também podem ser uma referência que subsidie os estudos de projeto do Parque Minhocão.

                                                                                                Anexo C – Caracterização Demográfica do Entorno do Minhocão

                                                                                                Parte 2 – Programa de Interesse Público do PIU Parque Minhocão

                                                                                                Princípios e premissas básicas

                                                                                                A decisão da Prefeitura de São Paulo transformar gradativamente o Elevado João Goulart no Parque Municipal Minhocão, está amparada no contexto de planejamento e na legislação vigente, identificados no item 3, nos elementos arrolados na Parte 1, e nos seguintes princípios orientadores:

                                                                                                • Qualificação e integração dos espaços públicos do entorno do elevado e ampliação das atividades de lazer, cultura, comércio e serviços, estimulando a criação de espaços de convivência e a melhoria da infraestrutura urbana, com sustentabilidade socioambiental e redução dos níveis de incomodidade;
                                                                                                • Promoção da diversidade de usos e da coexistência com as dinâmicas já consolidadas, buscando a integração das políticas setoriais, a inclusão e o atendimento socioassistencial de populações vulneráveis, e a construção de espaços de participação dos atores sociais e empresariais da cidade na gestão do parque e;
                                                                                                • Implantação dos projetos de forma gradual, utilizando o efeito demonstrativo das intervenções para ativação e suporte à permanência nos espaços públicos, levando em consideração impactos relacionados à mudança dos fluxos de mobilidade urbana e às dinâmicas de valorização imobiliária.

                                                                                                Esses princípios podem ser desdobrados em algumas premissas básicas, que devem orientar o planejamento, a implantação e a operação do Parque do Minhocão:

                                                                                                • O elevado deve ser desativado para o tráfego de veículos de forma parcial ou total, respeitando o que determina o Art. 4° da Lei 16.833/2018;
                                                                                                • A segurança estrutural e a acessibilidade devem ser garantidas, independente das características do projeto;
                                                                                                • Impactos da desativação nos fluxos de mobilidade devem ser estudados e mitigados com obras acessórias e outras ações de organização dos fluxos de trânsito e alteração de rotas;
                                                                                                • O Parque deve ser ativado de forma gradual, com estratégias de curto, médio e longo prazo, levando-se em consideração os espaços públicos associados ao Elevado, na parte de baixo e no entorno, e os impactos previstos de valorização imobiliária;
                                                                                                • Parcerias com o setor privado e a sociedade civil devem ser estimuladas na implantação e gestão do parque;
                                                                                                • O Parque deve ser um espaço de integração de várias políticas públicas, conjugando equipamentos públicos de lazer e convivência com segurança, cultura, educação urbana e ambiental, abordagem socioassistencial e desenvolvimento local;
                                                                                                • A participação social na implantação e gestão do Parque deve ser garantida.

                                                                                                A decisão de implantar, de forma gradual, o Parque Municipal Minhocão, com progressivo aumento da restrição do tráfego de veículos no Elevado Presidente João Goulart, está amparada no Art. 375 do Plano Diretor Estratégico, na promulgação da Lei 16.833/2018, e nos seguintes elementos de análise:

                                                                                                • Altos custos e dificuldades logísticas da alternativa de desmontagem/demolição total do Elevado;
                                                                                                • Elevados índices de incomodidade urbana (poluição ambiental e sonora) resultantes da circulação de veículos no tabuleiro do Elevado;
                                                                                                • Oportunidade de mitigação dos índices de incomodidade urbana (poluição ambiental e sonora) resultantes da circulação de veículos nas áreas públicas abaixo do Elevado, a partir de projetos de intervenção que levem em consideração a redução da carga estrutural no tabuleiro do viaduto e permitam melhorias estruturais que impactem as condições de iluminação, aeração e ventilação das vias;
                                                                                                • Oportunidade para qualificação e ativação de um espaço para convivência, lazer, cultura e esporte, em articulação com projetos setoriais para melhoria da situação de manutenção, segurança e assistência e desenvolvimento social nas áreas públicas abaixo e nas proximidades do Elevado;
                                                                                                • Projeção de impactos de mobilidade urbana passíveis de mitigação para a alternativa de restrição gradual de tráfego de veículos;
                                                                                                • Uso atual do Elevado como parque já consolidado em horários e dias específicos e;
                                                                                                • Possibilidade de integração do Parque Municipal do Minhocão com as estratégias de médio e longo prazo a serem definidas pelo PIU Setor Central, em andamento na SP Urbanismo, que contém em seu perímetro de intervenção o Elevado João Goulart.

                                                                                                Eixos estratégicos de intervenção

                                                                                                A organização das intervenções para implantação do Parque do Minhocão devem se dar a partir dos seguintes eixos estratégicos:

                                                                                                1. Eixo Institucional: PIU Parque Municipal do Minhocão, no contexto do PIU Setor Central;
                                                                                                2. Eixo Segurança e Mobilidade: ações relativas à garantia da segurança estrutural do viaduto, acessibilidade, obras complementares e outras ações para redução dos impactos na mobilidade urbana;
                                                                                                3. Eixo Ativação dos Espaços Públicos: ações relativas à organização dos espaços, paisagismo e implantação de mobiliário urbano, iluminação, segurança, abordagem socioassistencial e programação cultural e de eventos no tabuleiro e nos espaços públicos abaixo e no entorno do Elevado.

                                                                                                Eixo Institucional

                                                                                                Os trabalhos dedicados ao PIU do Parque Minhocão devem decorrer, em termos de planejamento, das diretrizes e parâmetros urbanísticos definidos no PIU Setor Central, de maior abrangência territorial, lançando um olhar mais dedicado à ponderação sobre este espaço urbano e de proposição de soluções estruturantes, de maneira que seus resultados deverão reforçar a relação entre os projetos de cunho geral (PIU do Setor Central) e específico (PIU do Parque Minhocão), a fim de garantir-se o desenvolvimento urbano harmonioso para a região central de São Paulo.

                                                                                                Como PIU específico, o PIU Parque Minhocão deverá abordar tanto as medidas e estudos relacionados ao processo gradual de desativação do Elevado quanto as estratégias de implantação deste equipamentos e os impactos urbanísticos e socioeconômicos possivelmente gerados com a intervenção. Além disso, serão exploradas as possibilidades de uso, sempre por meio da pactuação dos conflitos existentes e do interesse público pertinente ao projeto, devendo ser promovida a articulação dos espaços públicos existentes e projetados.

                                                                                                Eixo Segurança e Mobilidade

                                                                                                Intervenções de segurança, acessibilidade e conforto

                                                                                                Em atendimento às determinações acordadas com o Ministério Público do Estado de São Paulo e como fase preparatória para implantação do Parque do Minhocão, está em desenvolvimento o projeto de adequação do Elevado para proporcionar o correto compartilhamento do uso entre os veículos e o lazer da população aos finais de semana e feriados.

                                                                                                O projeto compreende a implantação de dispositivos de segurança e acessibilidade, tais como gradil de proteção aos usuários nas laterais e estruturas de acessibilidade ao longo de todo Elevado. As estruturas de acesso serão compostas por diferentes tipologias de escadas metálicas com e sem elevadores. Esses dispositivos servirão também, no futuro, para prover de acessibilidade e segurança ao Parque a ser implantado.

                                                                                                As estruturas de acesso propostas ao longo dos 2700 metros de extensão do Elevado conectarão pontos de interesse e de afluxo de pessoas. Rua General Jardim, Largo do Arouche, Praça Marechal Deodoro entre outros, caracterizam bem esta integração. A estratégia de localização dos acessos será a de otimizar e qualificar os espaços públicos onde estão localizados. De um lado trazendo uso e fluxo de pessoas para as diversas praças, canteiros e calçadas e de outro integrando enquanto espaço qualificado com o Parque do Minhocão.

                                                                                                Dessa forma, as praças e calçadas do térreo, baixio ou entorno do elevado estarão também ativadas com a implantação dos equipamentos de acesso e segurança. Cada acesso, escada com ou sem elevador, será estrategicamente localizado para integrar o térreo ao tabuleiro, desde uma escada localizada em área remanescente de desapropriação na Rua General Jardim até as localizadas em praças públicas como a do Largo Santa Cecilia, Arouche ou Marechal Deodoro.

                                                                                                Simulação de escada de acesso (parte de baixo)

                                                                                                chevron_right
                                                                                                Simulação de gradil de proteção
                                                                                                Simulação de gradil de proteção
                                                                                                  Simulação de gradil de proteção
                                                                                                  Simulação de gradil de proteção
                                                                                                    PIU Parque Minhocão - Impactos no trânsito e medidas de mitigação

                                                                                                    O Elevado Presidente João Goulart, mais conhecido como Minhocão, e originalmente denominado por Elevado Presidente Costa e Silva, foi construído a partir de 1969 e inaugurado em 1971. Seu traçado consiste em um percurso de 2.700 metros que liga a região da Praça Franklin Roosevelt, no centro da cidade, ao Largo Padre Péricles, em Perdizes.

                                                                                                    Sua estrutura foi concebida para aliviar o grande volume de tráfego que tinha interesse em atravessar a cidade de Leste a Oeste sem a necessidade de parar em cruzamentos semaforizados. Ele é classificado como uma via expressa segundo a Portaria DSV n° 18/2019.

                                                                                                    O Minhocão foi concebido com duas pistas de tráfego e cada uma delas com duas faixas de tráfego por sentido com largura aproximada de 3,3m cada faixa. As pistas estão separadas por segregadores físicos tipo “New Jersey” com largura de 1,6m. Não existe calçada ou passeio destinado aos pedestres ao longo de toda a sua extensão. A iluminação pública existente é do tipo “Pétalas” em Poste de Iluminação típicas da época da sua implantação com distancias variadas entre elas.

                                                                                                    Os acessos no sentido Centro/Bairro são pela ligação Leste/Oeste junto da Praça Roosevelt, na R. Augusta x Martinho Prado e na confluência com a R. Helvetia. No sentido Bairro/Centro os acessos são junto ao Largo Padre Péricles e na confluência com a R. Albuquerque Lins/Pça Marechal Deodoro. Possui duas saídas no sentido Centro, sendo uma no Largo de Santa Cecília e outra em direção à R. da Consolação. No sentido Bairro a saída é em direção à R. Ana Cintra/Av. São João.

                                                                                                    Para intervenções viárias de porte como é o caso do Parque do Minhocão, a CET desenvolve estudos de simulações de tráfego realizadas através do software EMME - “Equilibre Multimodal, Multimodal Equilibrium” que é uma ferramenta para planejamento de transportes urbanos. O EMME utiliza procedimentos flexíveis, é difundido mundialmente e utilizado em empresas de planejamento em todo o Brasil.

                                                                                                    A modelagem é uma ferramenta de previsão que visa reproduzir comportamentos observados na realidade através de uma rede digitalizada e do conhecimento da demanda. Dessa forma, é possível testar o impacto do desenvolvimento da rede num horizonte futuro, tomando em conta a evolução da composição da demanda.

                                                                                                    Um aspecto essencial é a utilização e atualização do banco de dados que apoia as análises quantitativas das mudanças contempladas. O banco (“emmebank”) é uma representação da infraestrutura de transportes, das atividades econômicas e das características socioeconômicas da população na área urbana estudada. Os dados que correspondem à imagem da área são representados como cenários de situações já consolidadas ou propostas.

                                                                                                    A rede digitalizada, utilizada pela CET, abrange o sistema viário principal da região metropolitana de São Paulo e a demanda é extraída da Pesquisa Origem/Destino 2007 aplicada pelo Metrô.

                                                                                                    A aferição da rede base, que representa a situação existente para uma hora, é através de um processo de ajuste interativo dos parâmetros dos links e comparação da demanda alocada em cada link com dados reais pesquisados em campo (contagens veiculares classificadas e pesquisas de velocidades).

                                                                                                    As medições são feitas através da extensa gama de variáveis de saída (tabelas e mapas) que o EMME oferece e são os resultados da simulação de uma situação real ou futura. As variáveis de saída expressam em termos de tempo ou quantidade de veículos a eficiência de uma intervenção no sistema de transportes de uma área de estudos.

                                                                                                    Cada um dos estudos realizados leva em conta diversos cenários considerando obras de ampliação da rede viária estrutural, tais como as previstas no PDE - Plano Diretor Estratégico, a rede de transportes, como os corredores de ônibus e linhas de metrô, bem como adequações viárias regionais, como alterações de circulação e pequenas obras.

                                                                                                    As análises são realizadas através da comparação dos resultados simulados, da proposição de alternativas para mitigação dos impactos na mobilidade da cidade e de novos cenários de simulação até que se conclua sobre a viabilidade da proposição.

                                                                                                    A CET vem considerando a demolição total do Minhocão e realizando simulações desde 2010, de forma a obter condições de analisar os impactos e verificar como as viagens se distribuem. Nesses trabalhos, foram consideradas obras previstas na Operação Urbana Água Branca (OUCAB), como o prolongamento da Av. Auro Soares de Moura Andrade e a ampliação das pistas da Av. Gal. Olímpio da Silveira.

                                                                                                    Os volumes veiculares do Elevado nos picos da manhã são da ordem de 3.900 no sentido Oeste-Leste e 3.300 no sentido Leste-Oeste, enquanto na Av. São João, é da ordem de 700 Veq. no sentido Centro e 1.000 Veq. no sentido Bairro. Nos picos da tarde são de 2.900 e 2.100, respectivamente, no Elevado e, na Av. São João, 600 e 1.400.

                                                                                                    Somando-se os volumes da parte superior do Elevado com os volumes da Avenida, conforme indicado na figura abaixo, temos cerca de 4.600 Veq/h. A capacidade máxima da Av. São João é de 2.400 Veq/h (2 faixas) e da Av. Amaral Gurgel é de 3.600 Veq/h (3 faixas).

                                                                                                    Por dia, circulam sobre o Elevado João Goulart cerca de 78 mil veículos, que significam 10 mil viagens/hora.

                                                                                                    Volumes veiculares
                                                                                                    Volumes veiculares (Fonte: CET, 2019)
                                                                                                      Fonte: CET, 2019

                                                                                                      A proposta de implantação da primeira fase do Parque Minhocão se dá no trecho entre a Praça Franklin Roosevelt e o Largo do Arouche (ver item 6.1 adiante), onde está concentrado o maior número de viagens, conforme indicado nas simulações e contagens realizadas no diagnóstico rápido.

                                                                                                      Isso ocorre porque o Elevado nesse trecho é a confluência entre os eixos principais da cidade ligando a Av. Francisco Matarazzo e a Av. Pacaembu com a Rótula e Contra Rótula e os eixos Consolação e Ligação Leste-Oeste.

                                                                                                      O Select Link representa a distribuição das viagens do Elevado na cidade

                                                                                                      • Viagens sobre o Elevado
                                                                                                      • Viagens embaixo do Elevado

                                                                                                      De acordo com os estudos de simulação realizados, bem como análises da rede viária da cidade, estimamos que a implantação da primeira fase do Parque Minhocão implicará em impactos no trânsito na Rótula Central, no eixo Paulista, no eixo Sumaré/Brasil e nas Marginais Pinheiros e Tietê, conforme pode-se verificar na figura abaixo.

                                                                                                      Lembramos que as análises da simulação são referentes à rede viária no pico da manhã, sendo que no pico da tarde estimamos impactos em toda a região central, em especial na R. da Consolação e região da Vila Buarque, Martins Fontes e Av. 9 de Julho.

                                                                                                      Comparação da distribuição de viagens com e sem Elevado

                                                                                                      • Viagens sobre o Elevado
                                                                                                      • Viagens embaixo do Elevado

                                                                                                      É importante destacar que os resultados das simulações são sempre apresentados com padrão de viagens equilibrado tempos após as interdições, não sendo possível demonstrar a situação imediata à desativação do primeiro trecho do Elevado, mas após o processo de acomodação e equilíbrio.

                                                                                                      Em seguida, cabe detalhar a metodologia utilizada para a simulação realizada em fevereiro de 2019.

                                                                                                      Inicialmente foram coletados parâmetros de desempenho relativos a áreas pré-definidas, e posteriormente em vias elencadas como principais.

                                                                                                      Para a primeira situação, calculou-se o tempo médio gasto pelos usuários de automóveis em circulação a partir das seguintes áreas de analise:

                                                                                                      1 – Malha viária da Área de Influência: considera as vias com maiores diferenças de volumes entre a situação atual e com a situação resultante da desativação do primeiro trecho do Elevado (avaliação visual). Os resultados indicam como área de influência, entre outras, a Avenida Marques de São Vicente, Avenida Rudge, Avenida Rio Branco, Avenida Francisco Matarazzo, Avenida Tiradentes e Avenida Pacaembu, conforme destaque em verde no desenho abaixo.

                                                                                                      Área de Influência resultante da desativação do primeiro trecho do Elevado
                                                                                                      Área de Influência resultante da desativação do primeiro trecho do Elevado

                                                                                                        2 – Malha viária do Minianel Viário: considera as vias internas ao Minianel Viário, inclusive o seu perímetro, formado pelas Marginais Tietê e Pinheiros, Avenida dos Bandeirantes, Avenida Tancredo Neves, Rua das Juntas Provisórias, Avenida Professor Luis Inácio de Anhaia Melo e Avenida Salim Farah Maluf, conforme destacado em vermelho na imagem abaixo.

                                                                                                        Perímetro da área do Minianel Viário
                                                                                                        Perímetro da área do Minianel Viário (Fonte: http://cetsp.com.br/consultas/rodizio-municipal/como-funciona.aspx)
                                                                                                          Fonte: http://cetsp.com.br/consultas/rodizio-municipal/como-funciona.aspx

                                                                                                          3 – Malha viária do Município de São Paulo: considera todas as vias internas ao Município.

                                                                                                          As tabelas abaixo apresentam em números absolutos e em porcentagem os valores obtidos com a simulação, consideram as áreas de análise descritas anteriormente para projetar três situações distintas: (I) Situação atual, (II) Situação proposta – Sem Elevado, e (III) Situação proposta – Sem Elevado e com ações de mitigação.

                                                                                                          Redução de velocidade média (KM/H) - Exemplo do pico da manhã
                                                                                                          ObservadoAtualFechamentoCom ações de mitigação
                                                                                                          MUNICÍPIO21,0 km/h20,9 km/h (-0,16%)20,9 km/h (-0,06%)
                                                                                                          CENTRO EXPANDIDO26,8 km/h26,6 km/h (-0,48%)26,7 km/h (-0,28%)
                                                                                                          ÁREA DE INFLUÊNCIA22,7 km/h20,8 km/h (-8,01%)21,1 km/h (-6,89%)
                                                                                                          RUA AMARAL GURGEL42,8 km/h27,3 km/h (-36,1%)31,7 km/h (-25,7%)
                                                                                                          AV. SÃO JOÃO31,4 km/h29,1 km/h (-7,05%)28,3 km/h (-9,71%)
                                                                                                          Aumento do tempo médio de viagem (minutos) - Exemplo do pico da manhã
                                                                                                          ObservadoAtualFechamentoCom ações de mitigação
                                                                                                          MUNICÍPIO25,69 min25,75 min (+0,23%)25,8 min
                                                                                                          CENTRO EXPANDIDO15,32 min15,41 min (+0,59%15, 54
                                                                                                          ÁREA DE INFLUÊNCIA4,72 min4,83 min (+2,33%)4,82 min

                                                                                                          Observa-se assim que no município o impacto é considerado muito baixo. A velocidade média diminui de 21,0 km/h para 20,9 km/h antes da mitigação no pico da manhã (0,16%), e o tempo médio gasto pelos usuários de automóveis aumenta de 25,69 minutos para 25,75 minutos no pico da manhã (0,23%).

                                                                                                          Já no centro expandido o impacto é considerado baixo. A velocidade média diminui de 26,8 km/h para 26,6 km/h antes da mitigação no pico da manhã (0,48%), e o tempo médio gasto pelos usuários de automóveis aumenta de 15,32 minutos para 15,41 minutos no pico da manhã (0,59%).

                                                                                                          Porém, na área de influência o impacto é considerado significativo. A velocidade média diminui de 22,7 km/h para 20,9 km/h antes da mitigação no pico da manhã (8%), e o tempo médio gasto pelos usuários de automóveis aumenta de 4,72 minutos para 4,83 minutos no pico da manhã (2%)

                                                                                                          Dessa forma, entendemos que será necessária a adequação do sistema viário existente para mitigar os impactos dessa proposta.

                                                                                                          Em uma análise preliminar, recomendamos a implantação de adequações viárias com obras e sinalização (Fase1), antes da desativação do Elevado, conforme segue:

                                                                                                          1. Alterar circulação de vias da Vila Buarque (alternativas em estudo, aguardando resultados da simulação);
                                                                                                          2. Fechar/desativar a alça de acesso do Elevado para a Rua da Consolação;
                                                                                                          3. Desativar a conversão à esquerda da Rua da Consolação para acesso à Avenida Amaral Gurgel;
                                                                                                          4. Adequar a sinalização de orientação para melhorar a nova distribuição de fluxos;
                                                                                                          5. Adequar a sinalização de regulamentação de estacionamento em toda a Área de Influência;
                                                                                                          6. Manter em rede e centralizados os semáforos da Rótula, Contra-Rótula, Paulista, Pacaembu, Brasil e Sumaré e;
                                                                                                          7. Viabilizar pequenas obras de adequação geométrica na Área de Influência

                                                                                                          Para a Fase 2, indicamos as seguintes necessidades:

                                                                                                          1. Adequar o acesso da Ligação Leste-Oeste para a Avenida Amaral Gurgel em ambos os sentidos, ajustando as pistas para 3 faixas de rolamento;
                                                                                                          2. Estudar possibilidade de rampa de descida do Elevado no sentido Leste após o cruzamento da Rua Jaguaribe;
                                                                                                          3. Desativar cruzamentos semaforizados sob a área do Parque (Rua Santa Isabel, Rua Jaguaribe e outras – em estudo);
                                                                                                          4. Fechar a rampa de acesso próxima à Praça Marechal Deodoro para veículos;
                                                                                                          5. Executar melhoria de calçadas e circulação de pedestres na Avenida Amaral Gurgel, em especial nas áreas de acesso ao Parque;
                                                                                                          6. Alargar a pista da Avenida General Olímpio da Silveira entre Rua Albuquerque Lins e Avenida Angélica e;
                                                                                                          7. Melhorar a rampa de subida ao Elevado sentido Oeste com adequação de geometria.

                                                                                                          Recomendamos ainda que sejam realizadas melhorias de calçada, pavimentação/recapeamento e drenagem nas seguintes vias:

                                                                                                          • Av. Gal. Olímpio da Silveira (toda extensão);
                                                                                                          • R. das Palmeiras (toda extensão).

                                                                                                          Em função das condições de saturação do sistema viário e visando garantir a mobilidade do transporte coletivo, pedestres e ciclistas, enfatizamos a importância das obras estruturais previstas no Plano Diretor Estratégico (PDE), em especial a construção do Apoio Sul da Marginal Tietê e da Linha 6 Laranja do Metrô.

                                                                                                          O diagnóstico de impactos no trânsito e a proposição de medidas de mitigação serão detalhados conforme cronograma apresentado ao final deste documento. Dados adicionais devem ser trabalhados para refinar as análises aqui presentes, incluindo projeções com base em cruzamento de dados de Big Data relativos aos registros de equipamentos de fiscalização, GPS de ônibus e bicicletas compartilhadas, bilhetagem, informações de aplicativos como Waze/Google e outros. A possibilidade de realização de fechamentos de testes também será considerada.

                                                                                                          Eixo Ativação dos Espaços Públicos

                                                                                                          Parque do Minhocão – Primeiro trecho proposto

                                                                                                          Recomenda-se a implantação do primeiro trecho desativado para veículos do Parque do Minhocão nos 900m entre a Praça Roosevelt e o Largo do Arouche.

                                                                                                          Esse trecho foi escolhido em razão de sua favorável conexão com outros espaços públicos de lazer – Praça Roosevelt, Parque Augusta, Largo do Arouche, Largo de Santa Cecília e Praça Marechal Deodoro. Outro aspecto favorável à sua implantação é a melhor inserção urbana deste trecho em relação ao entorno imediato – o Elevado encontra-se mais afastado das fachadas em comparação com o trecho da Avenida São João.

                                                                                                          Mapa da situação proposta para a Fase Praça Roosevelt – Largo do Arouche
                                                                                                          Mapa da situação proposta para a Fase Praça Roosevelt – Largo do Arouche (Fonte: São Paulo Urbanismo – 2019.)
                                                                                                            Fonte: São Paulo Urbanismo – 2019.

                                                                                                            O estudo de implantação também avaliou o impacto nos fluxos de veículos e apresenta uma reestruturação: no sentido oeste-leste mantêm-se o acesso ao Elevado pelo Largo Padre Péricles, e descendo, obrigatoriamente, pela rampa da Praça do Metro Santa Cecília. A partir deste ponto o deslocamento oeste-leste seria feito ao nível do solo. Já no sentido leste-oeste o fluxo que atravessa sob a Praça Roosevelt seria mantido ao nível do solo e só poderia acessar o Elevado a partir da alça de acesso da Avenida São João.

                                                                                                            A partir do estudo de fluxo a cidade ganha a possibilidade de demolição da rampa de acesso sobre a Praça Marechal Deodoro, recuperando um histórica e valiosa área verde, como podemos observar nas simulações a seguir.

                                                                                                            Situação atual da Praça Marechal Deodoro. Rampa de acesso ao Elevado
                                                                                                            Situação atual da Praça Marechal Deodoro. Rampa de acesso ao Elevado (Fonte: São Paulo Urbanismo – 2019.)
                                                                                                              Fonte: São Paulo Urbanismo – 2019.
                                                                                                              Situação atual da Praça Marechal Deodoro. Baixio da rampa de acesso ao Elevado
                                                                                                              Situação atual da Praça Marechal Deodoro. Baixio da rampa de acesso ao Elevado (Fonte: São Paulo Urbanismo – 2019.)
                                                                                                                Fonte: São Paulo Urbanismo – 2019.

                                                                                                                Recuperação da Praça Marechal Deodoro

                                                                                                                  Fonte: São Paulo Urbanismo – 2019.

                                                                                                                  Mapa da situação proposta para a Fase Praça Roosevelt – Largo do Arouche

                                                                                                                    Fonte: São Paulo Urbanismo – 2019.

                                                                                                                    Para a implantação parcial do Parque do Minhocão no primeiro trecho, a readequação urbanística da estrutura existente teria como premissa a utilização de elementos pré-construídos que serão justapostos à infraestrutura existente. Em complementação aos elementos necessários para dotar o Parque com condições adequadas de acesso e segurança, tratados no item anterior, seriam implantados também elementos de mobiliário urbano que darão suporte à permanência, tais como:

                                                                                                                    • Bancos
                                                                                                                    • Mesas
                                                                                                                    • Decks de madeira
                                                                                                                    • Vasos com plantas
                                                                                                                    • Elementos de sombra e de atividades lúdicas

                                                                                                                    O padrão de mobiliário a ser utilizado será compatível com o modelo de “caixa de ferramentas” já utilizado em projetos da Prefeitura; são elementos com grande potencial de ativação de espaços públicos e que permitem reorganizações periódicas desses espaços, mas com pouco impacto orçamentário-financeiro. Abaixo, alguns exemplos de modelos de mobiliário da “caixa de ferramentas” do projeto Centro Aberto.

                                                                                                                    • Bancos Modulares
                                                                                                                      Bancos Modulares
                                                                                                                      • Criam espaços para conversar
                                                                                                                      • Conformam ‘espaços dentro do espaço’, convidando os passantes a sentar
                                                                                                                      • Constroem grandes elementos para permanência
                                                                                                                      • Tornam os espaços mais verdes com adição de vasos e planta
                                                                                                                    • Banco e Mobiliário Portátil
                                                                                                                      Banco e Mobiliário Portátil
                                                                                                                      • Garantem múltiplas possibilidades de sentar ao ar livre
                                                                                                                      • Conferem ao usuário o protagonismo no uso do espaço, movendo as cadeiras para a sombra, sentando em grupos etc.
                                                                                                                      • Mesinhas na calçada dão apoio à comida de rua (barracas, food-trucks, food-bikes etc.)
                                                                                                                      • Guarda-sóis proporcionam sombra nas áreas de permanência
                                                                                                                    • Vasos
                                                                                                                      Vasos
                                                                                                                      • Ampliam a presença do verde na cidade
                                                                                                                      • Fornecem sombra e filtrar a luz solar
                                                                                                                      • Criam novos ambientes dentro do espaço
                                                                                                                      • Servem como elementos adicionais de descanso
                                                                                                                      • São uma alternativa aos balizadores para bloqueio do tráfego
                                                                                                                    • Balizadores
                                                                                                                      Balizadores
                                                                                                                      • Impedem a entrada de veículos sem interromper as linhas de desejo dos pedestres
                                                                                                                      • Servem como bancos informais
                                                                                                                      • Conformam pequenas bordas secundárias
                                                                                                                    • Tratamento de piso
                                                                                                                      Tratamento de piso
                                                                                                                      • Unifica o espaço
                                                                                                                      • Identifica com clareza as transformações do lugar
                                                                                                                      • Cria identidade visual para intervenções pulverizadas
                                                                                                                      • Conquista áreas de leito carroçável ocioso, mediando uma nova relação de uso do espaço viário
                                                                                                                    • Iluminação e Projeção
                                                                                                                      Iluminação e Projeção
                                                                                                                      • Garantem espaços públicos mais seguros
                                                                                                                      • Convidam ao uso noturno
                                                                                                                      • Reanimam fachadas e muros sem janelas
                                                                                                                      • Realçam detalhes das construções
                                                                                                                      • Criam padrões luminosos de piso
                                                                                                                    • Instalações Temporárias
                                                                                                                      Instalações Temporárias
                                                                                                                      • Ativam bordas e fachadas degradadas
                                                                                                                      • Adicionam novas funções e atividades ao local
                                                                                                                      • Criam unidades-satélite de atividades já presentes no entorno
                                                                                                                      • Servem como unidades de depósito
                                                                                                                      • Garantem a presença de pessoas no local ao longo do dia, fortalecendo a vigilância passiva
                                                                                                                    • Centro de Informações e Apoio
                                                                                                                      Centro de Informações e Apoio
                                                                                                                      • Unidade de apoio e depósito de mobiliário portátil
                                                                                                                      • Concentra informações sobre o projeto
                                                                                                                      • Promove a zeladoria do espaço
                                                                                                                      • Proporciona a interface com usuários
                                                                                                                    Exemplo de mobiliário no padrão Centro Aberto. Fonte: Centro Aberto: experiências na escala humana. SMDU, PMSP.

                                                                                                                    Nesse sentido, as intervenções na infraestrutura física existente se limitariam, em uma primeira fase, às correções e readequações necessárias para garantir a integridade e segurança do espaço, bem como recepcionar os elementos de mobiliário urbano.

                                                                                                                    Como não poderia deixar de ser, o projeto para a implantação do parque em seus 900 metros iniciais, da mesma forma que em seu estudo na totalidade, devem contemplar a parte elevada e o seu espaço inferior. Elementos de suporte à vida pública e à permanência das pessoas serão pensados e instalados nos dois níveis. O Parque é dessa forma considerado como um equipamento urbano que conta com o nível das ruas e calçadas do baixio e entorno além do tabuleiro elevado. Todos os acessos serão projetados com essa diretriz integrando os dois níveis do parque.

                                                                                                                    Em uma segunda fase, serão realizadas intervenções de aberturas no tabuleiro e demolições parciais e localizadas, com o intuito de melhorar as condições de incomodidade urbana e de falta de iluminação nos baixios do Elevado. Os projetos relativos a essa fase serão elaborados após a realização de laudo estrutural que garanta a segurança e indique os locais onde há viabilidade para as intervenções de abertura/demolição.

                                                                                                                    Contribuições setoriais para ativação e qualificação

                                                                                                                    Junto às intervenções urbanísticas previstas no âmbito do PIU Parque Minhocão, é fundamental que projetos e ações setoriais sejam viabilizados para ativação e qualificação dos espaços públicos localizados abaixo e no entorno imediato do futuro Parque Municipal do Minhocão.

                                                                                                                    Este item apresenta algumas contribuições preliminares, fornecidas por diversas secretarias municipais, acerca da situação do Elevado e de seu entorno, assim como possibilidades de ações setoriais a serem consideradas pelo projeto urbanístico e na operação do parque. Algumas dessas contribuições serão desdobradas em planos detalhados pelas secretarias municipais responsáveis. Os planos previstos são os seguintes:

                                                                                                                    • Plano de Abordagem Socioassistencial;
                                                                                                                    • Plano de Habitação de Interesse Social
                                                                                                                    • Plano de Segurança Urbana;
                                                                                                                    • Plano de Programação Cultural e de Patrimônio;
                                                                                                                    • Plano de Monitoramento Ambiental.

                                                                                                                    Assistência e Desenvolvimento Social

                                                                                                                    Uma estratégia robusta de abordagem humanizada é fundamental para o sucesso do Parque do Minhocão, tendo em vista que a falta de um acolhimento mais eficaz das populações vulneráveis tem impactos em diversas dimensões, desde a garantia dos direitos humanos dos próprios moradores de rua até o reforço da cultura do medo na região.

                                                                                                                    No perímetro que vai do Largo do Arouche até a Praça Roosevelt, já existe uma série de serviços e equipamentos de Assistência e Desenvolvimento Social. São eles:

                                                                                                                    • Centro de Referência do Idoso: serviço de referência, proteção e defesa de direitos. Atendimento individual e coletivo com estímulo da participação social.
                                                                                                                    • CRD: promoção de apoio e acolhida social a profissionais do sexo, homossexuais, travestis e transexuais em situações de vulnerabilidade e risco pessoal e social.
                                                                                                                    • Centro de Acolhida a Pessoas em Situação de Rua (2): acolhimento provisório para pernoite, com privacidade. Para adultos e grupos familiares. Garantia de proteção integral às pessoas em situação de rua, contribuindo para reinserção social.
                                                                                                                    • Centro de Capacitação Técnica para Adultos em Situação de Rua: cursos de formação e capacitação profissional para a população em situação de rua.
                                                                                                                    • Serviço Especializado de Abordagem a Adultos em Situação de Rua (2): busca ativa e abordagem nas ruas, identificando a incidência de trabalho infantil, violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, pessoas em situação de rua e outras.
                                                                                                                    • CEDESP: atividades com adolescentes, jovens e adultos (a partir de 15 anos) visando investimento na formação profissional. Ampliação de repertório cultural e participação na vida pública.
                                                                                                                    • Centro de Acolhida às Pessoas em Situação de Rua (4): acolhimento provisório para pernoite, com privacidade. Para adultos e grupos familiares. Garantia de proteção integral às pessoas em situação de rua, contribuindo para reinserção social.
                                                                                                                    • Centro de Acolhida Especial para Idosos: acolhimento provisório com privacidade, para pessoas de ambos os sexos, a partir de 60 anos, sem condições de autocuidado ou retaguarda familiar, mas com autonomia para realização das atividades diárias.
                                                                                                                    • CTA: rápido acolhimento, servindo de apoio aos demais centros de acolhida. Com capacitações para possibilitar aos usuários obtenção de trabalho, gerando autonomia e renda.
                                                                                                                    • Serviço de Proteção Social às Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência: atendimento a todos os envolvidos (vítimas, familiares e agressores) em situação de violência doméstica, abuso ou exploração sexual. Fortalecimento da autoestima, superação da situação de violação de direitos, reparação da violência.

                                                                                                                    O mapa apresentado abaixo permite visualizar a rede socioassistencial do perímetro.

                                                                                                                    Abordagens segundo raio de 2,5km entre a Av São João, Rua Amaral Gurgel e Elevado Costa e Silva

                                                                                                                      A tabela abaixo mostra o total de abordagens socioassistenciais realizadas em um raio de 2,5 km entre a Av. São João, a Rua Amaral Gurgel e o Elevado João Goulart entre maio e outubro de 2018.

                                                                                                                      Total de abordagens na Operação Baixa Temperatura, segundo raio de 2,5km entre Av. São João, Rua Amaral Gurgel e Elevado João Goulart do Município de São Paulo, total de maio à outrubro de 2018

                                                                                                                        Fonte: SMADS | Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (05 a 10/2018)

                                                                                                                        Para melhorar a situação socioassistencial no perímetro que inclui o Elevado João Goulart, recomenda-se a implantação e reorganização de alguns serviços adicionais:

                                                                                                                        • CRAS Santa Cecília;
                                                                                                                        • Mudança de local do CREAS Santa Cecília; e
                                                                                                                        • Implantação de CCInter (Centro de Convivência Intergeracional).

                                                                                                                        Habitação de Interesse Social

                                                                                                                        Dentro do conjunto de ações setoriais fundamentais à implantação do Parque Municipal do Minhocão, há de se destacar a importância dos estudos e estratégias que garantam permanência à população de baixa renda nas áreas de influência do Parque, tendo em vista a provável valorização imobiliária da região e a consequente expulsão dos que mais necessitam acesso à cidade.

                                                                                                                        Cabe observar de inicio o texto disposto no Plano Diretor Estratégico, Lei Municipal Nº 16.050 de 31 de julho de 2014, que dedica a IV Seção para tratar da Zona Especial de Interesse Social, de onde destaca-se:

                                                                                                                        Art. 44. As Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), (...), são porções do território destinadas, predominantemente, à moradia digna para a população da baixa renda por intermédio de melhorias urbanísticas, recuperação ambiental e regularização fundiária de assentamentos precários e irregulares, bem como à provisão de novas Habitações de Interesse Social - HIS e Habitações de Mercado Popular - HMP a serem dotadas de equipamentos sociais, infraestruturas, áreas verdes e comércios e serviços locais, situadas na zona urbana.

                                                                                                                        (...)

                                                                                                                        Art. 45 . As ZEIS classificam-se em 5 (cinco) categorias, definidas nos seguintes termos:

                                                                                                                        (...)

                                                                                                                        III- ZEIS 3 são áreas com ocorrência de imóveis ociosos, subutilizados, não utilizados, encortiçados ou deteriorados localizados em regiões dotadas de serviços, equipamentos e infraestruturas urbanas, boa oferta de empregos, onde haja interesse público ou privado em promover Empreendimentos de Habitação de Interesse Social;

                                                                                                                        Nesse sentido, apresentamos neste item uma primeira analise sobre as áreas gravadas como Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) internas ao perímetro da Macroárea de Estruturação Metropolitana - MEM, relacionada ao Parque Municipal do Minhocão. Estão descritas abaixo cinco áreas, todas localizadas no Distrito Santa Cecilia, pertencentes à Subprefeitura Sé, centro da capital; identificadas pelo número do Setor e da Quadra.

                                                                                                                        Setor 007, Quadra 020
                                                                                                                        Perímetro compreendido pela Avenida São João, Rua Helvétia, Rua das Palmeiras e Alameda Glete. A quadra possui características muito diversas, onde foi possível observar um empreendimento residencial novo, um estacionamento térreo descoberto e um edifício antigo vazio. Este, por sua vez, é conhecido como Edifício Lord, localizado Rua das Palmeiras Nº 58, era ocupado pelo Movimento de Moradia denominado Frente de Luta por Moradia (FLM). Este e o imóvel vizinho, um sobrado abandonado, vem sendo tratado pela Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) e pela Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB) junto ao Programa Minha Casa Minha Vida Entidades com recursos financeiros do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Atualmente os dois imóveis já estão desapropriados para reforma e construção de um anexo, para ao final, destinar as unidades habitacionais às famílias correspondentes. O lote do estacionamento apresenta potencial para provisão de habitação de interesse social.

                                                                                                                        Fotografias de imóveis no Setor 007, Quadra 020

                                                                                                                        Rua das Palmeiras, nº 58

                                                                                                                        chevron_right

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                                                                                                                        Perímetro compreendido pela Rua Doutor Frederico Steidel, Avenida São João, Avenida Duque de Caxias e Largo do Arouche. Por estar associada à duas Avenidas importantes, a maior parte da quadra tem usos comerciais ou mistos, já na face voltada a Rua Doutor Frederico Steidel os comércios são de menor porte, onde também foi identificada uma Rua sem saída no miolo da quadra com sobrados ocupados por famílias de baixa renda. Possui um lote importante gravado como ZEIS-3 com fachada para a Avenida São João e lateral/fundos para a Rua Doutor Frederico Steidel, atualmente é ocupado por um estacionamento térreo descoberto. Além desse, existem mais dois lotes em ZEIS-3 que são ocupados por dois estacionamentos térreos fechados do tipo galpão. É uma quadra com potencial para a provisão de habitação de interesse social.

                                                                                                                        Fotografias de imóveis no Setor 007, Quadra 041

                                                                                                                        Avenida São João, nº 1475

                                                                                                                        chevron_right

                                                                                                                        Setor 007, Quadra 093
                                                                                                                        Perímetro compreendido pela Avenida São João, Rua Doutor Frederico Steidel, Travessa dos Desenhistas, Elevado Presidente João Goulart e Rua Ana Cintra. A quadra é pouco verticalizada e tem baixa densidade, principalmente por conta de dois grandes estacionamentos térreos, de um galpão abandonado e de uma área de lazer com quadra poliesportiva junto a primeira alça de descida do fluxo Leste-Oeste do Elevado Presidente João Goulart. De frente para a Rua Ana Cintra está localizado o Galpão do Folias, um espaço cultural que ocupa o imóvel desde o ano 2000. E, próximos à Travessa dos Desenhistas, estão alguns edifícios de uso residencial ou misto. É uma quadra com potencial para a provisão de habitação de interesse social.

                                                                                                                        Fotografias de imóveis no Setor 007, Quadra 093

                                                                                                                        Rua Dr. Frederico Steidel, nº 299

                                                                                                                        chevron_right

                                                                                                                        Setor 007, Quadra 094
                                                                                                                        Perímetro compreendido pela Travessa dos Desenhistas, Rua Doutor Frederico Steidel, Largo do Arouche e Elevado Presidente João Goulart. A quadra se relaciona principalmente com a Rua Doutor Frederico Steidel, tendo em vista que seu fundo está voltado para o Elevado Presidente João Goulart, que nesse trecho tem seu baixio ocupado pelo Terminal de Ônibus Amaral Gurgel. A quadra, demarcada em sua integralidade como ZEIS-3, tem características muito distintas de ocupação. Destacam-se dois edifícios de uso residencial, com comércio no térreo, de oito pavimentos cada, além de um conjunto de sobrados e um estacionamento do número 127 ao número 183. É importante apontar que a Rua Doutor Frederico Steidel tem problemas de drenagem das águas pluviais, a maioria dos imóveis tem comportas para evitar que a água das chuvas adentre suas moradas.

                                                                                                                        Fotografias de imóveis no Setor 007, Quadra 094

                                                                                                                        Rua Dr. Frederico Steidel, nº 233

                                                                                                                        chevron_right

                                                                                                                        Setor 007, Quadra 095
                                                                                                                        Perímetro compreendido pela primeira alça de descida no sentido Oeste-Leste do Elevado Presidente João Goulart, Elevado Presidente João Goulart (Terminal de Ônibus Amaral Gurgel), e Rua Sebastião Pereira. Possui dois edifícios residenciais de dez e onze pavimentos, ambos os térreos tem comércios e um deles tem uma igreja. Do outro lado da quadra existem comércios de mecânica, borracharia e serralheria de no máximo três pavimentos.

                                                                                                                        Fotografias de imóveis no Setor 007, Quadra 095

                                                                                                                        Rua Sebastião Pereira, nº 98 até 76

                                                                                                                        chevron_right

                                                                                                                        Mapa de quadras e lotes gravados como ZEIS-3 internas ao perímetro da ZEM

                                                                                                                        • ZEIS 3 | Zona Especial de Interesse Social 3
                                                                                                                        • ZEM | Zona de Estruturação Metropolitana
                                                                                                                        • Setor 007 Quadra 020
                                                                                                                        • Setor 007 Quadra 093
                                                                                                                        • Setor 007 Quadra 094
                                                                                                                        • Setor 007 Quadra 095
                                                                                                                        • Setor 007 Quadra 041
                                                                                                                        Observação: Números reais do lado externo a quadra.
                                                                                                                        Fonte: SEHAB/DTS Centro.

                                                                                                                        Também em levantamento preliminar, foi identificada a existência de cortiços e ocupações na área do perímetro da Zona Eixo de Estruturação da Transformação Metropolitana (ZEM) relacionada ao Parque Municipal do Minhocão. O levantamento detalhado da situação será realizado dentro das atividades programadas no Censo de Cortiços e Assemelhados da área Central de São Paulo, ação contratada pela Secretaria Municipal de Habitação em março de 2019.

                                                                                                                        Mapa de cortiços e ocupações sobre os perímetros das zonas (lei 16.402/16), destacado o perímetro da ZEM

                                                                                                                        • AC-1
                                                                                                                        • AC-2
                                                                                                                        • VETOS
                                                                                                                        • ZC
                                                                                                                        • ZCa
                                                                                                                        • ZCOR-1
                                                                                                                        • ZCOR-2
                                                                                                                        • ZCOR-3
                                                                                                                        • ZCORa
                                                                                                                        • ZC-ZEIS
                                                                                                                        • ZDE-1
                                                                                                                        • ZDE-2
                                                                                                                        • ZEIS-1
                                                                                                                        • ZEIS-2
                                                                                                                        • ZEIS-3
                                                                                                                        • ZEIS-4
                                                                                                                        • ZEIS-5
                                                                                                                        • ZEM
                                                                                                                        • ZEMP
                                                                                                                        • ZEP
                                                                                                                        • ZEPAM
                                                                                                                        • ZER-1
                                                                                                                        • ZER-2
                                                                                                                        • ZERa
                                                                                                                        • ZEU
                                                                                                                        • ZEUa
                                                                                                                        • ZEUP
                                                                                                                        • ZEUPa
                                                                                                                        • ZM
                                                                                                                        • ZMa
                                                                                                                        • ZMIS
                                                                                                                        • ZMISa
                                                                                                                        • ZOE
                                                                                                                        • ZPDS
                                                                                                                        • ZPDSr
                                                                                                                        • ZPI-1
                                                                                                                        • ZPI-2
                                                                                                                        • ZPR
                                                                                                                        • Perímetro da Zona de Estruturação Metropolitana (ZEM)
                                                                                                                        • Cortiços e ocupações
                                                                                                                        Fonte: SEHAB/DTS Centro

                                                                                                                        Diante do exposto, verifica-se que as áreas estudadas apresentam um número significativo de edificações consolidadas compostas principalmente por edifícios antigos e novos, onde habitam famílias de diversas faixas de renda e atuam comércios de diversos seguimentos. Concluí-se que para que possa tratar as diferentes características do território, visando alcançar transformações urbanísticas para as quadras destacadas em ZEIS-3, será necessário realizar um trabalho que observe as fragilidades e particularidades de cada quadra em questão.

                                                                                                                        Tendo em vista os impactos sociais, econômicos e urbanos previstos com a implantação do Parque Municipal do Minhocão, e em consonância com a legislação municipal exposta acima, cabe ao município a atenção com a população de baixa renda, e a priorização da provisão de habitação de interesse social.

                                                                                                                        Para tanto, recomenda-se a elaboração de um Plano de Habitação de Interesse Social especifico, que observe e estimule a aplicação das ações concebidas no âmbito da política habitacional municipal vigente, articulado ao Projeto de Intervenção Urbana do Parque do Minhocão e ao Projeto de Intervenção Urbana Setor Central da MEM. Essa ação especifica deve ser realizada pela Secretaria Municipal de Habitação em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e a SP Urbanismo. A parceria proposta visa potencializar a ação do Poder Público para alcançar os objetivos expostos acima, consolidado uma estratégia de ação integrada, como por exemplo, na aplicação do instrumento de Parcelamento, Edificação e Utilização Compulsórios (PEUC) para estimular a Função Social da Propriedade, priorizando a provisão de Habitação de Interesse Social.

                                                                                                                        Deve ser objeto do trabalho supracitado todo o perímetro da Zona Eixo de Estruturação da Transformação Metropolitana (ZEM) relacionada ao Parque Municipal do Minhocão, bem como das áreas gravadas como Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) pela Lei Municipal Nº 16.402 de 22 de março de 2016. E deve ser apresentado no conteúdo um diagnóstico socioterritorial temático que identifique e caracterize situações de precariedade habitacional e vulnerabilidade social em todo o perímetro. Deve, ainda, trazer proposta de ações objetivas priorizadas e contextualizadas às estruturas de atuação da municipalidade, como, por exemplo, o Projeto de Intervenção Urbana Setor Central da MEM que é um importante instrumento para captação de recursos para a provisão de habitação de interesse social, ou como o Programa de Locação Social que permite ao município ofertar unidades habitacionais para aluguel com valores mais baixos que os oferecidos pelo mercado, visando garantir a permanência da população de baixa renda no território, dentre outros.

                                                                                                                        Segurança urbana

                                                                                                                        Como previsto constitucionalmente e em leis infraconstitucionais, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) pode atuar na prevenção criminal em próprios municipais como os parques urbanos.

                                                                                                                        Nesse sentido, recomenda-se que o projeto Parque do Minhocão, do ponto de vista da segurança urbana, adote dois caminhos:

                                                                                                                        1. Presença física de Guardas Municipais no parque em uma escala de 24x7 durante 365 dias ao ano, com base comunitária móvel com 2 guardas e duas motocicletas para patrulhamento por toda sua extensão. Vale lembrar que a GCM, desde o decreto que cria o Parque do Minhocão já vem cumprindo o serviço de prevenção naquele logradouro, notadamente todas as noites após o fechamento para veículos (20:00) e aos finais de semana durante todo o dia.
                                                                                                                        2. Instalação de câmeras de segurança: importante mecanismo de inibição da prática delituosa e mecanismo de suporte a investigações criminais. As câmeras para instalação já estão disponíveis, sendo necessário prover o logradouro de link e nuvem para compartilhamento ao City Câmeras. Existe na SMSU doação de biosites pela empresa TIM, a qual compromete-se a instalar os biosites com 4 câmeras na extensão da via. A doação em questão está em análise pela consultoria da SMSU, para posterior encaminhamento à PGM.

                                                                                                                        Abaixo seguem mapas de calor dos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2018 para conhecimento da problemática quanto a furtos e roubos na região.

                                                                                                                        Furtos e roubos na região. Setembro/2018

                                                                                                                        chevron_right

                                                                                                                        Recomenda-se a elaboração de plano detalhado de segurança urbana no perímetro das intervenções, com ações de curto, médio e longo prazo.

                                                                                                                        Cultura

                                                                                                                        O Parque do Minhocão deve ser visto como um ganho de convivência social e espaços multifuncionais de extrema importância para a cidade. Além disso, o próprio espaço supre uma imensa demanda urbana de vivências culturais, pela sua localização e permeabilidade com a cidade.

                                                                                                                        Analisando a ocupação e uso do solo de seu entorno imediato, identifica-se alguns pontos importantes levando em consideração a população que reside em sua “borda”, os transeuntes no nível da Rua Amaral Gurgel, o comércio existente, a população de baixa renda em situação vulnerável nas vias do entorno e no eixo principal, o fluxo de veículos e a sua relação com equipamentos culturais públicos (municipal, estadual e federal) e privados.

                                                                                                                        O Parque pode funcionar como um equipamento de convite à sociedade para transitar, permanecer e conhecer o Centro de São Paulo com mais intensidade e programação. Com atenção aos danos e incômodos que o Elevado causou para os moradores do seu entorno durante anos, é importante dosar as atividades propostas pensando em como manter um ambiente silencioso e produtivo ao mesmo tempo.

                                                                                                                        Recomenda-se uma dinâmica de gestão que cuide em conjunto da curadoria das atividades do parque, seguindo a lógica de implementar um calendário unificado público-privado, tendo em vista que as atividades culturais da cidade serão atualizadas em tempo real em uma plataforma ligada à SMC.

                                                                                                                        Em cada acesso de escadas, recomenda-se implantar painéis informativos com os locais e atividades no entorno expandido (item com possibilidade de patrocínios). Ao final deste item, listamos alguns equipamentos do perímetro expandido citado.

                                                                                                                        Pode-se dizer que há 3 eixos importantes que permeiam o parque: o nível da rua, o elevado e as empenas dos edifícios da Rua Amaral Gurgel. Para cada um dos eixos, recomendam-se ocupações distintas.

                                                                                                                        1. No nível da rua, o canteiro central pode ser usado somente para acesso ao elevado, para não interferir no fluxo da ciclovia e no corredor de ônibus. Os pilares do elevado podem ser painéis importantes para expressões artísticas na escala de pedestres e veículos, podendo receber trabalhos de artistas convidados com iluminação adequada para valorizar as artes e permitir boa visualização1.
                                                                                                                        2. A ocupação do parque elevado pode ser feita em sua maioria por espaços livres que permitam fluxos em ritmos diferentes do nível da rua, com pontos de convivência criados a partir de mobiliário urbano fixo e móvel. Esse eixo pode receber também atividades periódicas como:
                                                                                                                          • Clubes de leitura, leituras de roteiros, contação de histórias, saraus literários, feira de troca de livros e vinil, etc.. ;
                                                                                                                          • Passeios guiados com a arquitetura e urbanismo como tema, conectando a população com a cidade ;
                                                                                                                          • Feiras gastronômicas;
                                                                                                                          • Audições de música acústica – conversas sobre música;
                                                                                                                          • Parceria com SPCine para sessões de cinema ao ar livre semanais;
                                                                                                                          • Programação infantil aos domingos pela manhã;
                                                                                                                          Programação infantil e mobiliário urbano
                                                                                                                          Programação infantil e mobiliário urbano
                                                                                                                            • Programação como “Grupo esparrama” - Teatro nas janelas dos edifícios.
                                                                                                                            Teatro nas janelas dos edifícios (Grupo Esparrama)
                                                                                                                            Teatro nas janelas dos edifícios (Grupo Esparrama)
                                                                                                                              Teatro nas janelas dos edifícios (Grupo Esparrama)
                                                                                                                              Teatro nas janelas dos edifícios (Grupo Esparrama)
                                                                                                                              • Galeria de Arte Urbana em empenas. Existem 18 empenas que poderiam receber esses trabalhos com linguagens como grafitti, projeções e mapping.

                                                                                                                              Recomenda-se a elaboração de plano detalhado de programação cultural e de patrimônio no perímetro das intervenções, com ações de curto, médio e longo prazo.

                                                                                                                                Notas
                                                                                                                              1. Referência: Raquel Brust.

                                                                                                                              Turismo

                                                                                                                              No âmbito do desenvolvimento das políticas municipais de turismo, a implantação do Parque do Minhocão é considerada uma estratégia importante para:

                                                                                                                              • Fortalecimento da conexão da área do Elevado João Goulart com outros equipamentos do entorno;
                                                                                                                              • Valorização do Centro como lugar privilegiado da estratégia de consolidação de produtos turísticos da cidade;
                                                                                                                              • Integração da área do “Centro Novo” com a estratégia de implantação do Triângulo SP, projeto de intervenção no “Centro Velho” funcionalmente conectado ao Elevado pela Av. São João;
                                                                                                                              • Potencializar dinâmicas de desenvolvimento local e de fortalecimento da economia do turismo.

                                                                                                                              Esporte e lazer

                                                                                                                              Este subitem compila apontamentos iniciais da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer da Prefeitura de São Paulo com vistas à implantação do Parque Municipal do Minhocão, na forma determinada pela Lei 16.833/2018. Trata-se de contribuição preliminar ao processo de formulação de política pública desencadeada pela criação do Parque, propondo uma agenda de aparelhagem com equipamentos esportivos no território do Parque do Minhocão, tais como:

                                                                                                                              1. Ciclovia: reafirmando e contemplando a vocação esportiva por excelência do Elevado João Goulart tal como ele é hoje, é fundamental viabilizar a ampliação das ciclovias no futuro Parque, com incrementos de segurança, conforto e circulação.
                                                                                                                              2. Pista de corrida: tal como a ciclovias, a pista de corrida vem para atender à demanda atual e já consolidada por atividades de caminhada e corrida no Elevado João Goulart, aprimorando as condições de conforto e segurança dos usuários, com separação entre os fluxos de corrida e caminhada, de um lado e bicicletas, de outro.
                                                                                                                              3. Academia ao ar livre: aos moldes de parcerias já consolidadas em muitos parques públicos, propõe-se a instalação de pequenas estações de ginástica ao ar livre, capazes de oferecer suporte para atividades físicas aeróbicas e anaeróbicas, como a musculação.
                                                                                                                              4. Training trucks: equipamentos cada vez mais frequentes por sua praticidade logística, os training trucks podem ser uma alternativa viável e rápida para a viabilização de equipamentos esportivos à disposição da população frequentadora do futuro Parque. Trata-se de veículo automotor adaptado para armazenamento e desdobramento em aparelhos próprios para aulas de danças, spinning e pilates, bem como atividades funcionais de musculação.
                                                                                                                              5. Quadras de basquete 3x3: equipamento símbolo do esporte urbano de rua nas grandes cidades, as quadras de basquete 3 x 3 são caracterizadas pela simplicidade da sua instalação e pela sua alta demanda junto à população jovem.
                                                                                                                              6. Parede de escalada: com o Parque do Minhocão abre-se uma oportunidade privilegiada para fomento ao esporte radical, em especial para a população jovem. O Elevado apresenta à população um convite à prática da escalada, partindo do nível da rua para o nível da pista suspensa (viaduto), seja em direção às vigas ou por meio de alguma plataforma móvel. Essa atração pode ser especialmente interessante para crianças e adolescentes, em uma verdadeira iniciação esportiva.
                                                                                                                              7. Pista de skate: assim como a escalada, abre-se com o Parque a possibilidade de articulação de um polo de esporte radical e lazer para a população jovem, por meio da construção de pistas no seu nível elevado ou inferior.
                                                                                                                              8. Mini-parkour para crianças: finalmente, a localização no centro da cidade, em meio à paisagem urbana por excelência, é uma oportunidade rara de prestígio à prática do parkour, em sua modalidade de iniciação para crianças e adolescentes.

                                                                                                                              Tendo em vista a necessidade de se preservar certo ambiente de silêncio para a população que mora nas “bordas” do Minhocão, entendemos ser prudente a opção de modulação e combinações entre as disponibilizações desses equipamentos.

                                                                                                                              Ainda, vale observar que, a depender do calendário de criação do Parque, há interesse da parte de SEME de fazer do Parque Minhocão um dos polos mais estratégicos das nossas Viradas Esportivas, momento urbano no qual os equipamentos aqui propostos ganhariam ainda mais protagonismo na paisagem social e urbanística da região.

                                                                                                                              Zeladoria urbana e regulação de atividades em espaços públicos

                                                                                                                              No âmbito de atuação da Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) e da Subprefeitura Sé, é importante que o projeto Parque Minhocão incorpore os seguintes temas:

                                                                                                                              • Zeladoria nos baixios do Viaduto;
                                                                                                                              • Interface com as empresas concessionárias de varrição e coleta de lixo;
                                                                                                                              • Fiscalização dos grandes geradores de resíduos;
                                                                                                                              • Fiscalização no comércio do entorno imediato à intervenção;
                                                                                                                              • Combate ao comércio ilegal no baixio e nas entradas do futuro parque;
                                                                                                                              • Processo de autorização de eventos no entorno e;
                                                                                                                              • Termos de Cooperação para manutenção de áreas verdes ao longo do eixo do minhocão.

                                                                                                                              Monitoramento ambiental

                                                                                                                              É importante que se constitua uma sistemática de monitoramento ambiental da área de influência do Parque Municipal do Minhocão, com indicadores que possam ser acompanhados antes, durante e após as intervenções previstas neste relatório.

                                                                                                                              Recomenda-se, assim, a elaboração de um Plano de Monitoramento Ambiental que defina os indicadores de monitoramento, sua periodicidade, formas de acesso e medição, a linha de base atual e as bases do processo de monitoramento.

                                                                                                                              Estratégias de gestão

                                                                                                                              Projetos que envolvem múltiplos atores institucionais para promover transformações urbanas de grande impacto demandam não só bons projetos de engenharia, urbanísticos e ações setoriais complementares. É fundamental que se desenhe uma boa estratégia de gestão para os processos de planejamento e implantação do projeto, assim como para a sustentabilidade da operação de espaços, equipamentos e serviços resultantes da intervenção.

                                                                                                                              Nesse sentido, devem ser propostos os elementos básicos da estrutura de governança institucional do processo de implantação do Parque do Minhocão, e da abordagem dos diferentes desafios associados à sua gestão.

                                                                                                                              Gestão compartilhada da operação

                                                                                                                              Para que as intervenções propostas sejam realizadas no prazo estimado, é fundamental que as diversas ações do projeto estejam alinhadas institucionalmente e contem com um arranjo claro de coordenação.

                                                                                                                              • A coordenação geral e técnica da estratégia seja de responsabilidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU);
                                                                                                                              • A Secretaria do Governo Municipal (SGM) seja responsável pelo apoio institucional à SMDU, principalmente no que se refere à articulação intersecretarial;
                                                                                                                              • Sejam definidas linhas de ações de responsabilidade de cada uma das secretarias setoriais envolvidas, com indicação de responsáveis técnicos.

                                                                                                                              A SMDU, assim, coordenará e acompanhará, com apoio das secretarias setoriais envolvidas:

                                                                                                                              • A elaboração dos projetos preliminares e termos de referência (TR) necessários à contratação dos projetos executivos de obras e intervenções urbanísticas;
                                                                                                                              • O detalhamento dos estudos de impacto de mobilidade e a elaboração dos projetos preliminares e ações complementares de mitigação de impactos;
                                                                                                                              • O detalhamento e a integração aos projetos dos planos e ações setoriais produzidos por outras secretarias municipais;
                                                                                                                              • A proposição de modelos de gestão compartilhada para a operação do Parque, e seus impactos nos projetos de obras e intervenções urbanísticas;
                                                                                                                              • A integração entre a primeira fase de implantação gradual do Parque Minhocão e as estratégias definidas no processo de elaboração do PIU Parque Minhocão;
                                                                                                                              • As ações de participação social e gestão democrática associadas ao Parque no âmbito do PIU.

                                                                                                                              A operação de um parque urbano deve levar em consideração, sempre, uma série de questões relativas ao planejamento da zeladoria do espaço (limpeza e manutenção de equipamentos), segurança, gestão ambiental, programação cultural, de eventos e atividades, gestão dos usos permitidos e presença de espaços reservados para exploração econômica (comércio e serviços oferecidos aos frequentadores).

                                                                                                                              No caso do Parque do Minhocão, o planejamento da operação é fundamental para o sucesso da implantação do parque, tendo em vista algumas características específicas:

                                                                                                                              • Conflitos de usos e visões sobre o território, com grande engajamento de moradores, frequentadores e entidades;
                                                                                                                              • Necessidade de forte integração entre parque e áreas públicas associadas, com graus diferenciados de degradação;
                                                                                                                              • Fase de transição decisiva, com previsão de impactos de mobilidade que serão mitigados de forma gradual;
                                                                                                                              • Cenário de restrição orçamentária, com necessidade de busca de alternativas para auxiliar no financiamento da operação do Parque.

                                                                                                                              A experiência comparada indica que em cenários desse tipo é importante investir em modelos de gestão compartilhada, envolvendo poder público, setor privado e sociedade civil, buscando maior participação e apropriação da gestão dos usos do parque por parte de entidades e frequentadores e, ao mesmo tempo, a prospecção de recursos que permitam uma manutenção adequada com menor dispêndio de recursos públicos.

                                                                                                                              Essa lógica de articulação entre poder público e privado para a gestão compartilhada de espaços e equipamentos públicos se aplica não só aos parques urbanos (equipamentos) propriamente ditos, mas para áreas públicas em sentido mais amplo. Praças e outras áreas públicas, como canteiros e faixas verdes de calçadas, podem ser mantidas por atores privados através de Termos de Cooperação celebrados pelas subprefeituras.

                                                                                                                              Esse conjunto de instrumentos e alternativas disponíveis precisa, para o caso do Parque do Minhocão, ser integrado em uma proposta de Modelo de Gestão Compartilhada que compreenda a integração entre:

                                                                                                                              • O tabuleiro do viaduto e seus acessos (área de parque urbano sob responsabilidade de gestão da SVMA);
                                                                                                                              • As áreas públicas (vias, ciclovias, calçadas e equipamentos) imediatamente abaixo do tabuleiro do viaduto, sob responsabilidade de diversos órgãos (SUB-SE, SIURB, SPTRANS, CET, particulares e órgãos vinculados a outras esferas federativas) e;
                                                                                                                              • Espaços públicos considerados importantes para a ativação e transformação do espaço, como praças e rotas estratégicas de entrada e saída (como as praças Roosevelt, Rotary e Marechal Deodoro, o Parque Augusta e os largos do Arouche e de Santa Cecília), também sob responsabilidade de diversos atores institucionais.

                                                                                                                              Já existem experiências nesse sentido no município de São Paulo. Considerando a diretriz geral, atualmente em prática na SVMA, de desonerar custeios de conservação e manutenção de parques sob sua administração, é possível apontar algumas alternativas de modelos de gestão, para aplicação em curto prazo, no Parque Minhocão. Há, basicamente, dois modelos atualmente em operação, geridos pela SVMA:

                                                                                                                              • Concessão Plena, como no caso do Parque Ibirapuera ou do Parque Chácara do Jockey. No momento, os processos licitatórios ainda estão em andamento. Em breve, teremos resultados e, em algum tempo, experiências concretas e;
                                                                                                                              • Patrocínio Integral como no Parque Burle Marx, pela Fundação Aron Birmann, ou Patrocínio Parcial, como no Parque do Povo/Mario Pimenta Camargo, pela Associação Parque do Povo, composta de um grupo de empresas, entre elas, o Grupo W Torres.

                                                                                                                              Há, além disso, e dadas as características do Parque Minhocão e de seu entorno, a possibilidade de propor um novo tipo de arranjo de gestão compartilhada, envolvendo SVMA, Subprefeitura Sé e outros atores institucionais:

                                                                                                                              • Gestão Integrada do Parque Minhocão no sistema de espaços públicos da área central da cidade. A gestão do Parque Minhocão estaria integrada às da Praça Roosevelt, Praça D. José Gaspar, Praça da República, Praça Monteiro Lobato, Largo Santa Cecília e de avenidas e bulevares emblemáticas como Av. São João, Av. Ipiranga, Av. São Luis e Av. Vieira de Carvalho, além de outros espaços públicos com características de área de convivência e de rota estratégica.

                                                                                                                              Destacamos a possibilidade de integração com o Programa Centro Aberto, coordenado pela SMDU, para promover usos em espaços públicos “ociosos” ou “negligenciados”. O Programa Centro Aberto foi iniciado em 2014, primeiramente, no Largo São Francisco e Largo Paissandu e, baseado em retornos positivos, foi estendido para mais três lugares: Rua Galvão Bueno, Largo São Bento e Largo Gen. Osório.

                                                                                                                              Nesse sentido, recomenda-se a produção de um Plano de Gestão Compartilhada, que analise e recomende modelos de gestão de forma detalhada, contendo:

                                                                                                                              • Modelo institucional e matriz de responsabilidades;
                                                                                                                              • Ações institucionais necessárias para formalizar o modelo de gestão;
                                                                                                                              • Forma de articulação com o Conselho de Gestão do Parque;
                                                                                                                              • Definição de princípios relacionados à zeladoria, segurança e programação de usos;
                                                                                                                              • Diálogo com o projeto urbanístico para definição de pontos para exploração econômica;
                                                                                                                              • Fomento ao redesenho de praças e outras áreas públicas articuladas ao parque e;
                                                                                                                              • Articulação com estratégia de celebração de Termos de Cooperação para adoção de praças e outras áreas públicas.

                                                                                                                              A implantação de um Modelo de Gestão Integrada do Parque do Minhocão poderá, no curto prazo, ser mais prática e eficiente, pela facilidade de integração do parque a programas de revitalização do espaço público na área central e a contratos existentes de zeladora urbana. O Parque do Minhocão representa uma oportunidade de tratar de forma integrada um conjunto contínuo de espaços públicos no coração da cidade.

                                                                                                                              A gestão integrada entre ações locais e políticas públicas poderá garantir um padrão dos serviços, em qualidade e em rapidez, com base em experiências acumuladas de zeladora urbana, de participação comunitária, de capacitação profissional, de inclusão no trabalho e de ativação de espaços “ociosos”. O Parque do Minhocão deve ser visto como uma oportunidade de valorização da governança local.

                                                                                                                              Algumas possibilidades e sugestões adicionais devem ser analisadas no Plano de Gestão Compartilhada do Parque:

                                                                                                                              • Inclusão, no contrato da obra, da conservação e manutenção dos espaços por um período mínimo, tempo suficiente para que os usos planejados sejam testados e a vegetação nova estabelecida;
                                                                                                                              • Previsão de recursos financeiros e humanos para efetuar avaliações pós-usos sistemáticas e ajustes periódicos do projeto;
                                                                                                                              • Inclusão de políticas públicas para participação e engajamento da comunidade. Programas já realizados, como Florir e Zeladora de Praças, articulados entre Subprefeituras, Desenvolvimento Social e Trabalho e SVMA, foram bem sucedidos, especialmente em relação à capacitação profissional de jardineiros e zeladores e a sua inclusão no mercado de trabalho;
                                                                                                                              • Integração da segurança pública do parque aos programas de Rondas Comunitárias. Nas proximidades do Minhocão, há pelo menos dois postos policiais, um na Praça Roosevelt e outro na Praça Monteiro Lobato;
                                                                                                                              • Formação de Conselho Gestor do Parque Minhocão nos moldes do Conselho Gestor da Praça Roosevelt, composto de representantes eleitos entre moradores, artistas, usuários e indicados pela Prefeitura.

                                                                                                                              Contribuições

                                                                                                                              person_outlineWILSON JIACOMINI
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              O projeto do parque não pode omitir e/ou proibir o uso do elevado como pista de corrida (pedestres) e a circulação de bicicletas, duas das atividades mais comuns e frequentes usualmente hoje quando o elevado esta fechado a circulação de autos. Nos croquis apresentados até agora, não vi nem pista para a corrida de pedestres e muito menos pista para as bicicletas. Vejam bem, HOJE o elevado é usado essencialmente por estas duas atividades, portanto, seria de uma falta de visão a não implantação/previsão destas atividades, seria um projeto que não leva em consideração o atual uso do elevado, seria um projeto imposto sem verificação in loco.

                                                                                                                              person_outlineMarcelo Nardy
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              Prefeitura cada vez mais hostil aos automóveis, parece que há muito dinheiro sobrando, pois gastar 38 milhões pra criar um antro de mendigos, drogados e assaltantes parece ilógico não? Ainda mais com a falta de recursos para quem realmente necessita Deixem o minhocão em paz servindo a população e não desperdicem dinheiro público

                                                                                                                              person_outlineJefferson Rosi Junior Rosi
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Minhoção deve funcionar como Parque aos fins de semana na PARTE BAIXA COBERTA. A parte alta fica livre durante o dia como via expressa. Se a PMSP quer terceirizar a administração do Ibirapuera como a PMSP vai criar o Parque Minhoção e administra-lo bem (improvável) Em pouco tempo o parque Minhoção se transformará na ZUMBILÂNDIA, especie de CRACOLÂNDIA piorada. Isso só não ocorreu pois o espaço é alternado entre trânsito e parque de noite e fim de semana. Quando virar parque 24 horas por dia ninguém segura e será só lamento.

                                                                                                                              person_outlineWILSON CARPINELLI (CORRETOR)
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              DEIXEM O MINHOCÃO EM PAZ, PAREM DE PERSEGUIR E DEMONIZAR QUEM ANDA DE CARRO NESTA CIDADE. NÃO PARA DESTRUIÇÃO DO ELEVADO C O S T A E S I L V A

                                                                                                                              person_outlineCintia Mendonça
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Derrubem o Minhocão ao invés de criar cracolândia de 2 andares. Se derrubar, dá pra fazer mais 2 pistas nas avenidas. Vejam o Rio de Janeiro e não países desenvolvidos onde a violência e a pobreza são bem diferentes!

                                                                                                                              person_outlineCintia Mendonça
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              Derrubem o Minhocão ao invés de criar cracolândia de 2 andares. Se derrubar, dá pra fazer mais 2 pistas nas avenidas. Vejam o Rio de Janeiro e não países desenvolvidos onde a violência e a pobreza são bem diferentes! Nossa!

                                                                                                                              person_outlineCintia Mendonça
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Escopo e fases do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              Derrubem o Minhocão ao invés de criar cracolândia de 2 andares. Se derrubar, dá pra fazer mais 2 pistas nas avenidas. Vejam o Rio de Janeiro e não países desenvolvidos onde a violência e a pobreza são bem diferentes! De novo!

                                                                                                                              person_outlineCintia Mendonça
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              Derrubem o Minhocão ao invés de criar cracolândia de 2 andares. Se derrubar, dá pra fazer mais 2 pistas nas avenidas. Vejam o Rio de Janeiro e não países desenvolvidos onde a violência e a pobreza são bem diferentes! O trânsito vai piorar muito e 53% das pessoas que moram na região não querem o parque invadindo sua privacidade!

                                                                                                                              person_outlineCintia Mendonça
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Gestão democrática"

                                                                                                                              Derrubem o Minhocão ao invés de criar cracolândia de 2 andares. Se derrubar, dá pra fazer mais 2 pistas nas avenidas. Vejam o Rio de Janeiro e não países desenvolvidos onde a violência e a pobreza são bem diferentes! O trânsito vai piorar muito e 53% das pessoas que moram na região não querem o parque invadindo sua privacidade! Pensem!

                                                                                                                              person_outlineCintia Mendonça
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              Derrubem o Minhocão ao invés de criar cracolândia de 2 andares. Se derrubar, dá pra fazer mais 2 pistas nas avenidas. Vejam o Rio de Janeiro e não países desenvolvidos onde a violência e a pobreza são bem diferentes! O trânsito vai piorar muito e 53% das pessoas que moram na região não querem o parque invadindo sua privacidade! Derrubem!

                                                                                                                              person_outlineMaria Silveira
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Com o Elevado Costa e Silva o trânsito já é péssimo, sem ele será totalmente caótico. Gaste no recapeamento das ruas, que estão completamente abandonadas e esburacados e pare de querer fazer obra pra aparecer - o resultado será muito ruim!!

                                                                                                                              person_outlineCintia Mendonça
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Análise estrutural do viaduto"

                                                                                                                              Derrubem o Minhocão ao invés de criar cracolândia de 2 andares. Se derrubar, dá pra fazer mais 2 pistas nas avenidas. Vejam o Rio de Janeiro e não países desenvolvidos onde a violência e a pobreza são bem diferentes! O trânsito vai piorar muito e 53% das pessoas que moram na região não querem o parque invadindo sua privacidade! R$ 113.229.658,84. em 2 anos vai sair mais barato que essa roubalheira que querem fazer.

                                                                                                                              person_outlineNelson Cabral
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Cada prefeito que assume a cidade imagina que chegará num paraíso! Ledo engano ! Estará no pior inferno já criado pelo ser humano. A visão de politico é absurdamente cretina, pois acha que pode transformar " merda em ouro ", suas ideias, não fluem porque não há como fluir, a cidade já esta tão castigada que só existe uma forma para resolver seus problemas, é criar uma outra São Paulo, esta que ai está não tem mais jeito. Uso uma metafora para definir o que eu digo, " Claro que todos se lembram de Joana Dark, sim aquela que foi queimada viva, e que nenhum padre a defendeu ? Depois de 400 anos se arrependeram do que fizeram e a tornaram santa. Os Prefeitos que por aqui passaram fizeram tanta bobagem no passado que hoje não ha como consertar. Tudo o que construiram tinha a ver com propina, tipo a historia de Joana que demorou tantos anos para se consertar. Planejar hoje como irão consertar as melecas construidas é o mesmo que querer que gato fale japonês. Destrua o que não presta e cria-se um novo, baseado em critérios sólidos e não na dicotomia.

                                                                                                                              person_outlineRoberto Tadeu Gorios
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              NA MINHA OPINIÃO JAMAIS FARIA UM PARQUE NO MINHOCÃO.O IDEAL SERIA SUA TOTAL DEMOLIÇÃO E REVITALIZAR TODA AQUELA REGIÃO.SE FIZEREM UM PARQUE VAI SER MAIS UM DORMITÓRIO DE MORADORES DE RUA,BASTA PASSAR E VER A REALIDADE ATUAL EMBAIXO DO MINHOCÃO.E COM RELAÇÃO A SEGURANÇA,IMAGINA A NOITE E MADRUGADA.AINDA DA TEMPO,DE MUDAREM DESSA PÉSSIMA IDÉIA DE PARQUE!!!

                                                                                                                              person_outlineCarlos Pimenta
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Sou totalmente a favor da intervenção para uso público e comunitário do Minhocão como parque aos domingos e feriados (com atrações e atividades para pais e filhos), principalmente se subir e reforçar a segurança das laterais (dos parapeitos, as "grades laterais") para que não haja a menor possibilidade de alguém (crianças) chegarem perto, subir e cair. Poderia-se fazer uma reforma adequada para um canteiro, colocar uma grade alta e colocar plantas trepadeiras que embelezem a grade e proporcione verde para o local. Sou totalmente contra a desativação do Minhocão para carros pois ela é uma das únicas saídas que levam da zona Oeste para a Leste, sendo que a desativação seria o CAOS para uma cidade que normalmente já tem no seu transito complicado.

                                                                                                                              person_outlineCintia Mendonça
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Derrubem o Minhocão ao invés de criar cracolândia de 2 andares. Se derrubar, dá pra fazer mais 2 pistas nas avenidas. Vejam o Rio de Janeiro e não países desenvolvidos onde a violência e a pobreza são bem diferentes! O trânsito vai piorar muito e 53% das pessoas que moram na região não querem o parque invadindo sua privacidade! R$ 113.229.658,84. em 2 anos para demolir vai sair igual ou mais barato que essa roubalheira que querem fazer. Só o primeiro um terço do parque está orçado em 40 milhões.

                                                                                                                              person_outline Eduardo Freua (Arquiteto)
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              Sou arquiteto atuante a 45 anos desde minha formatura na FAUUSP em 1974. Considero a construção do elevado uma aberração urbanística nunca deveria ter sido executado condenando ao inferno toda esta região. Na iconografia existente vemos os prédios que existiam na Av. São João (embora jovem na época lembro bem) construídos primeiramente como investimento dos Barões do Café de depois pelos imigrantes italianos e sírios-libaneses. Perderam tudo por capricho da Prefeitura da época da construção do elevado pelos motivos que todos sabem. Temos agora a oportunidade de demolir tudo e fazer um projeto de reurbanização da área toda com ampliação das calçadas, uso cultural no térreo dos falidos prédios existentes como espaços para cinemas teatros, arenas etc e incentivo para uso residencial e serviços nos andares superiores. Uso das calçadas para lazer seja para caminhadas esportivas, ciclovias ou mesmo bares com mesas. Este é um sonho que sempre tive. A decepção ao ler no jornal este projeto foi imensa. Isto esta retratando bem o baixo nível da arquitetura e urbanismo que vivemos atualmente com esta venda desenfreada de escolas de arquitetura pelos governos anteriores. Meus pêsames para os que fizeram este projeto e a Prefeitura. Sinto vergonha de ser arquiteto vendo isto que os senhores estão fazendo.

                                                                                                                              person_outlineTuca Nato
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contribuições setoriais para ativação e qualificação"

                                                                                                                              "Pista de skate", "mini-parkour para crianças", "quadras de basquete"... Não demorará muito para os moradores dos prédios lindeiros ao elevado pedirem pela volta dos carros. Se a prefeitura pensava em economizar recursos ao não implodi-lo (melhor solução), vai se arrepender amargamente. Pelos projetos apresentados, os gastos serão enormes. E a manutenção? Espero que haja ainda alguma instância para barrar a implantação do parque, que jamais será do jeito como está sendo apresentado à população. Será mais um projeto megalomaníaco, populista e custoso aos cofres públicos.

                                                                                                                              person_outlineJosé Stahl
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Com o Elevado Costa e Silva "MINHOCÃO" o trânsito já é péssimo, mas sem ele será impossível trafegar pela região. Pior ainda será formar mais um antro de consumidores de drogas!

                                                                                                                              person_outlineCamillo de Mattos Meirelles Ferreira
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Sou totalmente contra a eliminação de via expressa na Capital. O suposto Parque a ser construído nas pistas do Minhocão não vai atender a suposta finalidade aqui definida. O Minhocão já fica interditado a partir da noite, e aos fins de semana, causando grande congestionamento nas vias de seu entorno. Vai ter pouca gente sobre o minhocão, respirando fumaça de escapamento, olhando o congestionamento na rua, e quem sabe atirando lixo sobre os veículos. Se a Prefeitura não consegue fazer a devida "manutenção" no Elevado, o assunto é outro. Mas sua interdição vai certamente agravar o fluxo de veículos, já prejudicado pelas faixas para bicicletas que não servem p/ nada, pois os "ciclistas" paulistanos simplesmente as ignoram e fazem das ruas um completo circo.

                                                                                                                              person_outlineIsaias Zatz
                                                                                                                              schedule17/05/2019
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                                                                                                                              Moro na região e sei do impacto positivo que o projeto do parque pode causar na região. Atualmente, utilizo nos finais de semana e é muito perceptível a melhoria que ele pode trazer para a vida das pessoas que vivem próximo, olhando tanto pelo ponto de vista econômico, de saúde e até segurança. Muitas pessoas não entendem o que significa segurança pública ou mobilidade. Precisamos entender que os carros não são a melhor opção de transporte, isso já é reconhecido pelos países mais civilizados do mundo. Pelo que tudo indica, o parque pode atrair cada vez mais pessoas para região, e isso pode ajudar a diminuir furtos e assaltos, juntamente com uma boa iluminação pública e um policiamento civil eficiente. Grande parte das pessoas precisa se educar mais e se atualizar com o resto do mundo, pois o nosso pensamento e nossa política pública está extremamente atrasada. O trânsito de veículos já existe, vai continuar existindo e a única forma de resolver é pensar em formas alternativas de transporte que possibilitem maior deslocamento de pessoas e melhorar o transporte público. Tenho um veículo automotivo, e prefiro utilizar o transporte público, bicicleta e aplicativos de compartilhamento e transporte pois sei e reconheço o ganho que tenho na minha saúde e bem estar, assim como o ganho para a cidade como um todo.

                                                                                                                              person_outlinePedro Paulo Alcantara
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Incomodidade urbana"

                                                                                                                              Na questão incomodidade urbana, seria muito bom que a ciclovia existente embaixo do minhocão fosse transferida para o alto, dando talvez a possibilidade de maior conforto nas paradas de ônibus e que tais aberturas do piso do parque coincidissem principalmente com as áreas próximas dos pontos de ônibus. Poderia se pensar na larga utilização de vidros e metais nesses vãos abertos, para que a área útil em cima não fosse perdida. Há que se pensar que assim como o parque deverá conversar com o seu entorno, de acordo com o projeto, ele deverá também conversar com a parte de baixo do elevado.

                                                                                                                              person_outlinePedro Paulo de Alcântara
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              Para se reduzir a poluição sonora e do ar, e o volume de ônibus no corredor, poderia ser feita a troncalização das linhas que passam pelo corredor, com ônibus maiores, diminuindo a quantidade de veículos e linhas sobrepostas no local.

                                                                                                                              person_outlineValderi Antão Ruviaro
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Defendo a demolição total do Minhocão, deixando a Avenida apenas para o transporte coletivo e ciclovias; e fechá-la para a promoção de atividades culturais aos domingos e feriados, tal como na avenida Paulista.

                                                                                                                              person_outlinePaulo Cesar Abrantes de Aguiar (Particular)
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Sou morador próximo do Minhocão, Rua Gabriel dos Santos, 541 - apto. 41. Acredito que o fechamento do Minhocão trará muitos problemas ao trânsito da região, porque hoje, tendo a opção por cima e por baixo, o trânsito já é infernal. Aos sábados e domingos que vira uma área de lazer, na verdade tem um complicador que são os assaltantes. O que roubam de celular, carteira, etc., é um absurdo. Eu acho que o parque/jardim pretendido, vai virar moradia para o pessoal que hoje moram debaixo do viaduto. Em cima ninguém vai incomodá-los, ou seja, o perigo de frequentar vai piorar. Lí que terá uma viatura, mas, uma viatura é muito pouco para tomar conta de um viaduto tão extenso. Sou totalmente contra o fechamento, porque, pelas razões acima mencionadas, vamos só ter pioras (trânsito, moradores de rua e ladrões).

                                                                                                                              person_outlineBEATRIZ GONÇALVES
                                                                                                                              schedule17/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Sou a favor de demolir o minhocão e deixar o sol entrar para toda aquela avenida que passa embaixo. Precisamos urbanizar e fazer manutenção naquilo que já temos. São Paulo está suja, pichada, maltratada, fedida e o futuro "parque linear" só vai fomentar ainda mais estes adjetivos.

                                                                                                                              person_outlineLARISSA MULER
                                                                                                                              schedule17/05/2019
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                                                                                                                              A solução para o parque é muito infeliz. MUITO. O acesso ao elevado a pé tem poucas alternativas. Vários viadutos em SP estão desabando e pode ser também este o caso do Minhocão. Não bastasse, a região é conhecida pela sua extrema pobreza e tráfico de drogas. A cracolândia. O local provavelmente virará uma cracolândia elevada, cheia de moradores de rua, animais abandonados e tráfico de drogas. Para que isso não ocorra, se fizerem mesmo o parque, precisará ter portões com entrada e saída, expulsão das pessoas após determinado horário, proteção nas laterais para evitar suicídios e crianças caindo, poucas árvores (para que se evite esconderijos para infratores), um espaço amplo para corrida, com área para patins, skate, bicicleta e corrida. Atividades para animais de estimação. Carrinhos autorizados pela prefeitura para a venda de comida e bebida, bem fiscalizados. Fiscalização contra barulho devido aos moradores ao redor. A melhor ideia para o local já eh implantada. Aos finais de semana já é um parque simples e durante a semana circula carro. Sinto muito pelos moradores da região e por todos que enfrentarão um trânsito infernal (mais do que já é) no centro de São Paulo.

                                                                                                                              person_outlinePaulo Leite Leite
                                                                                                                              schedule18/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Não podemos fazer parques entre edifícios, sou de acordo em fazê-lo no pq dom Pedro. Aí sim.

                                                                                                                              person_outlineKATLEN ALENCAR
                                                                                                                              schedule18/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              A construção de um Parque no Minhocão na minha opinião é um projeto sem propósito algum. A situação das ruas da Vila Buarque e Santa Cecília estão cada vez piores. A cada dia que passa aumenta o n° de moradores de rua embaixo do minhocão. Ao pararmos nos faróis é uma invasão de pedintes e usuários de drogas à espera de um trocado para sustentar seus vícios. Se antes já existia moradores de rua nessa região, agora está muito pior. Imagine agora a situação desse " Parque" ,os frequentadores sem segurança, onde os moradores que estão instalados na parte debaixo terão um lugar a mais para construirem sua cabanas improvisadas que servem como moradia. Em pleno centro de São Paulo, com uma ligação tão importante entre a Zona Oeste e Leste, para onde irão esses carros? Moro nessa região desde que nasci e gosto muito daqui, justamente pela facilidade e praticidade de encontrar de tudo, e agora estão querendo acabar com o nosso centro. O trânsito aos sábados é absurdo desde que resolveram fechar o minhocão. Agora gostaria de saber uma coisa: Para onde irão esses carros todos durante os dias da semana, pessoas querendo chegar em seus trabalhos, escolas ou retornando para suas casas depois de um dia de trabalho? E em relação à esses moradores de rua, o que será feito para essa nova Cracolândia, basta andar pelas Ruas Amaral Gurgel, Duque de Caxias e Av. São João para ver a verdadeira maloca que está se tornando e que em pouco tempo será transferido para o " novo parque". Com investimento tão alto desses, porque não focar em serviços que realmente são importantes e necessários para a população. Qual serventia de um parque onde as pessoas precisam e necessitam de postos de sáude com qualidade e a segurança dessas mesmas pessoas. Atualmente esses governantes estão mais preocupados em investimentos com lazer e se esquecem que para sobreviver existem outras coisas tão importantes e necessárias. Definitivamente sou contra.

                                                                                                                              person_outlineJosé Guarita (Enescil Engenharia)
                                                                                                                              schedule18/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Para o presente projeto, especial atenção deve ser dada a questão da garantia de manutenção da estrutura, caso se deseje utilizar como base para plantas e arvores.

                                                                                                                              person_outlineDuda Sa
                                                                                                                              schedule18/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Papel aceita tudo...Quanta mentira! Parem de prometer o que não podem cumprir. Não conseguem dar manutenção constante na praça Marechal,uma área tombada pelo patrimônio histórico...Quem dirá uma obra dessa envergadura!! Querem fazer algo com o mostrengo(Elevado)?? Derrubem...PARQUE NÃO !!

                                                                                                                              person_outlineCarlos Pereira (Viwsec)
                                                                                                                              schedule18/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Gostaria de propor uma análise à proposta. Primeiramente, São Paulo possui inúmeros parques abandonados por falta de dinheiro, será que destruir o minhocão e construir um parque é mesmo uso adequado do dinheiro público? São Paulo tem dezenas de parques, mas não podemos usar pois estão sujos (lixeiras são uma lembrança de um passado distante por toda a cidade), feios e, principalmente, inseguros. Outro detalhe importante é a quantia: 220 milhões de dólares, próximo de 1 bilhão de reais agora com a subida do dólar, o governo tem dinheiro em caixa para isso? Não seria melhor gastar em saúde, segurança ou educação? Segundo, o impacto no trânsito: Me parece um desserviço calcular o ônus do desmonte do minhocão sobre a cidade como um todo (ou centro expandido), se formos por esse caminho deveríamos calcular da mesma forma o bônus que tal ato almeja em melhoria de vida para a cidade como um todo, ambos os casos estaríamos falando de menos de 1%. Dezenas ou mesmo centenas de milhares de pessoas serão impactados com isso, em troca de alívio de parcos milhares. O plano diretor determinou que o minhocão fosse desativado parcial ou integralmente, porém dada a situação crítica das finanças generalizada por todo o estado me parece muito mais razoável segurar essa iniciativa para quando o Brasil estiver melhor das pernas e, **principalmente** quando o metrô houver expandido de forma a não obrigar as pessoas a depender de carros, motos, taxis ou Ubers. Por último, o minhocão após o horário de fechamento se tornou o local perfeito para ter seu celular roubado por gangues em bicicletas, não adianta fazer um parque se ninguém pode ir lá dada a iminente falta de segurança. Qual será a probabilidade da cracolândia simplesmente se mudar pro "parque minhocão" depois das 20h? Deveria ser mandatório desenhar e, principalmente, se fazer cumprir um plano para manter a segurança no parque, do contrário é só mais uma obra faraônica que não serviu pra nada, exceto que essa ainda vai piorar a vida de todo mundo por causa do trânsito que já não é pouco.

                                                                                                                              person_outlineRuy de Vasconcellos Marcondes (nenhuma / participação individual)
                                                                                                                              schedule18/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              Boa tarde. Tenho alguns comentários a fazer sobre o assunto, a saber: Não sou contra a criação do parque, que considero um projeto atual e salutar. Ocorre, que quando a obra foi feita, na década de 70, o número de veículos em circulação nas ruas era bem menor, e as vias de circulação ao redor do elevado, eram as mesmas de hoje; todas já existiam. Hoje o número de veículos é geometricamente maior, e as vias de circulação as mesmas,, Portanto, se à época o trânsito já era ruim , hoje é bem pior, e em alguns dias caótico. E quais as alternativas propostas? Nenhuma, Estudos mostram que sem o elevado como via de circulação, a região irá parar totalmente, chegado a afetar outras regiões da cidade, tais como a avenida Paulista, que sofrerá reflexos. Um exemplo é aos sábados, em que é fechado, e muitas vezes o trânsito nesse dia é bem pior do que durante a semana. Portanto, colocar o projeto em prática considero uma ideía infeliz, tendo em vista a realidade do trânsito da região. Espero que as autoridades e órgãos públicos que cuidam do assunto, reflitam melhor, considerando a situação de fato existente!

                                                                                                                              person_outlinevittorio patrcio sessarego onate
                                                                                                                              schedule18/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Há muitos anos venho defendendo a criação de um parque sobre o Minhocão. o plantio de árvores e vegetação trariam sombra, umidade e diminuição da poluição atmosférica e sonora. Nessa situação manter o minhocão com sua funcionalidade seria o melhor. Criar um túnel ecológico sobre o minhocão seria a melhor saída, de dia com a circulação de autos e a noite com circulação de pedestres.

                                                                                                                              person_outlineÉlio Camargo (Cidade a Pé)
                                                                                                                              schedule19/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              Não procede s afirmação de que: A região conta ainda com faixas exclusivas de ônibus nas avenidas Angélica, Pacaembu e Duque de Caxias. Realmente precisa fazer isto implantando faixas exclusivas preferencialmente na esquerda e pontos nas esquinas, para evitar interferências com outros veículos na direita, além de manter os ônibus afastados das calçadas.

                                                                                                                              person_outlineÉlio Camargo (Cidade a Pé)
                                                                                                                              schedule19/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              Precisam fazer uma mobilidade mais eficaz, fazendo corredores para o transporte coletivo nas rótulas e trazendo o futuro corredor da Radial Leste, ida e volta, pela ligação Leste - Oeste e Duque de Caxias, até a estação da Luz (Fazendo integração com todas os eixos da cidade e particularmente com Metrô e CPTM).

                                                                                                                              person_outlineMário Barreiros (Flektor Urbanismo)
                                                                                                                              schedule19/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              A Área de Influência Indireta (AII) será a mais impactada pelas questões relacionadas com o tráfego e, por isso, deve ser estudada com profundidade. Essa AII é muito mais abrangente do que essa área demonstrada no site. É fundamental que tais estudos seja realizados sob o risco de se implantar um projeto que promova mais impactos negativos de longa duração do que positivos.

                                                                                                                              person_outlineMário Barreiros (Flektor Urbanismo)
                                                                                                                              schedule19/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              Penso ser uma temeridade fechar um dos mais importantes vetores viários da cidade sem um período de testes. Sugiro que, antes de prosseguir com os projetos, façam um teste com a interdição do minhocão por 10 ou 15 dias (fora do período de férias evidentemente). Com esse teste veremos se é possível implantar o projeto sem causar enormes impactos negativos à nossa cidade e sua população.

                                                                                                                              person_outlineAlex Sandro
                                                                                                                              schedule19/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Boa noite, creio que a prefeitura está subestimando o trânsito de veículos no local. Sugiro que façam um teste antes, deixem o elevado fechado durante uma semana 24 horas por dia e vejam o efeito que isso vai causar no trânsito, mesmo hoje o transito nas vias abaixo de elevado já é muito congestionado, se todos os carros forem jogados nessas vias haverá um colapso. A cidade vai virar um inferno e na verdade esse parque será dominado pelos usuários da cracolândia, formando assim a "Cracolândia Elevada". Seria muito legal esse parque, mas hoje a cidade não está pronta para isso, sugiro que invistam esse dinheiro no PS da Rua Vitorino Carmilo, onde idosos esperam 3/4 horas para serem atendidos.

                                                                                                                              person_outlineFatima Bridi
                                                                                                                              schedule20/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Sou totalmente contra. A cidade tem inúmeros parques sem manutenção e abandonados. O trânsito cada vez mais caótico e o IPVA cada ano mais caro. Só beneficiária os moradores do entorno e os demais munícipes que utilizam seriam prejudicados. Um projeto mal explicado, sem solução para o trânsito que só beneficiária poucos. Espero que repensem esse absurdo. E aos quem usaria esse parque????? Falta de respeito com a maioria dos municipes.

                                                                                                                              person_outlineFabiana Claudia VIARO da Cunha
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Sou expressamente contra o projeto pois SP ja tem muitos parques mal cuidados e que podiam ser melhorados ao invés de se criar um novo parque. Além disso o trânsito que seria feito com a criação desse parque seria enorme, muito mais que o impacto citado no projeto. A cidade precisa de alternativas viáveis para o trânsito e não utopias infundamentadas

                                                                                                                              person_outlineluigi braghieri
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Fazer algo em uma artéria da cidade, sem ter preparado algo para mitigar o já complicadíssimo transito em alternativa é no minimo, inconsequente e superficial. O local ja é um deposito de drogados e medigos, melhor seri usá-lo para dar uma solução de moradia a estes individuos. Uma cracolandia confinada!

                                                                                                                              person_outlineLucian Bernardi
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              O Minhocão precisa ser derrubado. Simplesmente. A prefeitura está concedendo outros parques, alegando falta de recursos, e agora materializa do ar 38 milhões para executar - parcialmente - o parque Minhocão. Não tem nenhuma verba de custeio para mantê-lo depois. Fizeram um projeto ridículo de passarelas para "integrar o leito do parque com os prédios, em nível". Sendo que a própria Amaral Gurgel já tem conexão similar entre a via e os prédios, e de muito melhor qualidade, popularmente conhecida como "térreo". As passarelas exigiriam reformas que desconsideram completamente os prédios existentes, exigiriam a demolição e reforma de andares inteiros e a remoção de apartamentos. Ideia absurda que nunca irá se materializar, e a cidade ficará com a conta e um parque incompleto. Não há verba para a manutenção dos parques, não há verba para a manutenção e inspeção das pontes e viadutos, e a prefeitura resolveu combinar os dois problemas em um só, sem nenhuma garantia de recursos, apenas o chavão de que "a iniciativa privada vai se interessar e pagar por tudo", mote que repetidamente não se viabiliza. O Minhocão precisa ser derrubado.

                                                                                                                              person_outlineWagner Marazzi
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Parece que o ilustríssimo Prefeito não se dá conta que a Prefeitura necessita cortar gastos, controlar melhor as despesas/compras públicas, melhor gestão da máquina, fazer o básico que a cidade necessita, que já é um desafio, e não criar projetos “ espetaculoso”, como este parque do minhocão. Sugestão, existem quase seis praças no entorno do minhocão e principalmente o Parque Água Branca, um parque fantástico que está desgastado com o tempo, sem manutenção, porque não revitalizar estas áreas para que a população se beneficie destes espaços. Sou contra este projeto Parque Minhocão, pois trará um grande problema com o transito, e tenho certeza que a Cravolândia terá um novo local, e as autoridades, como estão hoje, ficaram de braços cruzados olhando os moías traficando craque.

                                                                                                                              person_outlineLucian Bernardi (Urbanista)
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              O Minhocão precisa ser definitivamente desativado, como já previsto na lei Nº 16.833. A prefeitura deve aproveitar as oportunidades de fase de teste para promover a sua desativação para o fluxo (risível) de veículos. Na data da aprovação da lei do Parque Minhocão, o cronograma teve um item vetado pelo então prefeito João Dória. O inciso III do “caput” do artigo 2º, vetado, previa o fechamento do Elevado para o trânsito no período das férias escolares de janeiro e de julho. É parte da ação corriqueira da prefeitura, por exemplo, suspender o rodízio de veículos durante o período das férias em virtude da queda significativa do fluxo de veículos em toda a cidade. O prefeito Bruno Covas deveria aproveitar a oportunidade das férias de julho e promover, em caráter de testes e avaliação dos impactos, a desativação TOTAL do Minhocão para veículos ao longo de todo o mês de férias. O trânsito reduzido mais do que permitiria os usuários de carros serem absorvidos pelas vias paralelas e se acostumarem com os novos trajetos, a prefeitura ficaria conhecendo os gargalos de antemão, e os jovens em período de férias teriam um novo parque por onde passar seus dias. O Minhocão deve ser demolido. Mas mesmo que a ideia dispendiosa de transformá-lo em parque venha a se concluir, os testes de sua desativação no período de férias são essenciais para demonstrar para a população (que em sua maioria se desloca a pé e de transporte coletivo) que o Minhocão não traz nenhum alívio para o trânsito, e que sua desativação é perfeitamente factível.

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO Murillo Ivanovich
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Falta considerar o ruído medido em dia de minhocão fechado - mas aferido junto às manifestações musicais que eventualmente ocorrem sobre ele.

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO Murillo Ivanovich
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Pouco cuidado percebe-se quanto aos riscos de incomodidade em decorrência de ocupações "ruidosas" do novo espaço público elevado - o que pode gerar uma inadequação com usos residenciais desejados.

                                                                                                                              person_outlineFernanda Roit
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              O Minhocão é uma via extremamente importante para o sistema viário de São Paulo, que por falta de transporte público suficiente, está abarrotada de carros. Pra fechar o Minhocão e criar um parque, é imprescindível a criação de uma via que supra o seu fechamento. Esta possibilidade não existe no projeto. Durante o horário comercial, quantas pessoas de fato usariam o parque, comparado ao número de condutores e passageiros de carro no mesmo período? O Minhocão fecha para o público todas as noites, sábados (o que pra mim e desnecessário, após às 15h estava de bom tamanho), domingos e feriados. Por que ele fecha nestes dias e horários?? Porque – exceto nas manhãs de sábados – o fluxo de veículos é pequeno e o fluxo de pessoas é grande. Sem contar a administração, será mais um espaço público jogado às traças, trombadinhas, traficantes e usuários. A hostilidade existente contra carros na cidade é descabida. Cobrem dos governantes transportes públicos dignos aos impostos que pagamos para depois reclamarem dos carros nas ruas. Imaginem. SOU CONTRA A CRIAÇÃO DO PARQUE E CONTRA A SUA DEMOLIÇÃO TAMBÉM, SEM QUE HAJA UMA SOLUÇÃO DESCENTE PARA O DESVIO DA CIRCULAÇÃO DOS CARROS.

                                                                                                                              person_outlineRaquel Bassani
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Péssimo projeto... só pra começar não resolve o problema de segurança, nem de trânsito eminentes, muito mais urgentes que lazer!! Sugiro que refaçam as propostas considerando mais a POPULAÇÃO, este projeto não representa ninguém.

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO MURILLO IVANOVICH
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Deve haver uma regulamentação definido regras de uso e ocupação do novo espaço, em adequação às ocupações lindeiras/ vizinhas ao elevado. Por exemplo: - limite de número/ densidade de pessoas e outros usos/ modais (skates, bikes, pets, etc) - Limites e horários de aglomeração de pessoas e comércio. - Limites de incomodidade urbana (Ruído, cheiros, iluminação...) - Proibições.

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO MURILLO IVANOVICH
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Sugiro a simulação da situação com a supressão de toda a ligação perimetral desde a Radial leste até o elevado, visto que esse trecho ser muito mais segregador que o próprio Minhocão. Uma PPP para construção de um novo túnel ( talvez pedagiado eletronicamente) integrando Radial Leste, 23 de Maio, 9 de Julho/ J.Passalaqua, Consolaçao e Fco Matarazzo poderia ser estudado para completa desativação e desmonte das estruturas viárias segregadoras e nocivas à vida urbana.

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO MURILLO IVANOVICH
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Parece haver uma superestimação da capacidade da estrutura existente. O elevado é uma estrutura estreita para tamanha ambição programática. Se for levada em conta a falta de zelo da atual e das últimas gestões municipais com a regulação e fiscalização dos fatores geradores de incomodidade sonora na cidade, resulta pouco crível que o "parque minhocão" resulte atrativo para usos residenciais lindeiros. Haja visto o modo como na Av. Paulista os conflitos envolvendo ruído, músicos e moradores vem sendo tratados - com completo descaso pelo poder público...

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO MURILLO IVANOVICH
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Mas, qual será o custo da zeladoria, fiscalização e manutenção? Mesmo que hajam PPPs barateando o ônus aos cofres públicos - qual o custo estimado? Quais receitas são possíveis de estimar? Qual o subsídio mínimo necessário?

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO Murillo IVANOVICH
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Gestão Democrática? Como serão avaliados, catalogados e mensurados os comentários? Algum cuidado especial será dado Às opiniões dos proprietários, moradores e usuários atuais?

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO MURILLO IVANOVICH
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Desmonte completo, é de longe a opção mais adequada à realidade do lugar. A proposta não aborda minimamente como tratar os baixos do elevado...que deveria ser o ponto focal do trabalho. Fazer parquinho em cima é fácil... Difícil é resolver embaixo... ainda mais considerando um aumento do trânsito na Amaral Gurgel e Gal. Olímpio... Falta tratar oi problema de forma mais articulada com as demais estruturas viárias da perimetral que destroçam os bairros do Bixiga e Glicério...

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO MURILLO IVANOVICH
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Antes de fazer consulta para implantação do "Parque Minhocão", deveria ser perguntado "O que fazer como o minhocão?" Logo, não ocorre aqui um diálogo democrático. Está sendo imposto um ponto de partida pré-definido sabe-se la por quem... maquiando-se esta consulta de "gestão democrática". Afinal, que está por trás dessa ideia?

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO MURILLO IVANOVICH
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Se os pilares forem cortados na sua base (serrados) após o desmonte das superestruturas, NÃO HÁ NECESSIDADE DE NENHUMA IMPLOSÃO. Logo, me parece que deveriam rever toda a análise acima.

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO MURILLO IVANOVICH
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Cabe observar, que os concursos de idéias supracitados, partiram da premissa da não demolição da estrutura do elevado, definição imposta pela Prefeitura. Talvez fosse melhor fazerem agora um concurso com a premissa oposta.

                                                                                                                              person_outlineRodrigo Ribas
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Vcs querem fazer um parque em uma via de 2 km que desafoga o trânsito na região,não foi feito nenhum estudo sobre o impacto no transito e os transtornos que está obra causará, o trânsito é insuportável aos sábados e domingos que ele não abre e o movimento é menor , imagina nos dias úteis que fica parado e vc demora 1 hora para percorrer o trecho...imagina sem ele....vcs precisam repensar neste projeto pois andar de helicoptero e com escolta é mais fácil.

                                                                                                                              person_outlineALVARO MATEO MURILLO IVANOVICH
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              A consulta está inviesada. O desmonte da estrutura não está considerando as receitas subsequentes. Também não se está pondo na ponta do lápis os custos para manutenção e fiscalização do "Parque elevado" e dos "baixos do elevado" Também falta considerar os fatores de incomodidade que serão causadas por um "pretenso parque" que corre alto risco de resultar em uma "terra de ninguém"...

                                                                                                                              person_outlinewagner Marazzi
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Faço uma sugestão, após os cometários, poderia ter uma alternativa de votação neste site, com SIM ou NÃO, tenho dúvidas de que, milhares de comentários e opiniões serão realizados um estudo das pessoas à FAVOR OU CONTRA. Na minha opinião, resultado sem transparência.

                                                                                                                              person_outlineMarco Braun
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              Muito interessante toda a análise para implantação do projeto. No entanto a utilização do viaduto ainda é opção principal para todos aqueles que utilizam carros e querem se locomover da zona oeste para consolação, paulista, 23 de maio e etc. O sistema de transporte publico ainda é insuficiente se comparado ao número de veículos que o utilizam; faltam vias rapidas de onibus, e muitas linhas de metro (praticamente inexistentes na região de pompeia, perdizes, agua branca e etc). Sendo assim, a implantação desse projeto é inviável, e fortemente rejeitada pela população residente dos respectivos bairros que mais os utilizam. Destinem tais recursos a áreas mais importantes e necessitadas, como saude, educacao, segurança, tapa buraco, gestão e etc.

                                                                                                                              person_outlineAna Cristina Caldas
                                                                                                                              schedule20/05/2019
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                                                                                                                              O trânsito na região nos horários de pico é insuportável, com a desativação do Minhocão vai ser inviável. Aos sábados e domingos quando o Minhocão fecha, o trânsito fica totalmente travado. Imagina durante a semana!?!

                                                                                                                              person_outlineMARCIO ALBERTO CANCELLARA
                                                                                                                              schedule20/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              Os primeiros estudos de implantação do Parque Minhocão previam a construção de via paralela à Marginal Tietê e Av. Marques de São Vicente para fazer a ligação da Zona Oeste com a Zona Leste. Essa via seria de suma importância para evitar o colapso do trânsito na região central e adjacências quando da implantação do Parque. A implantação neste momento se a respectiva construção da nova via trará certamente prejuízos importantes á circulação de veículos que se utilizam do Minhocão. Os estudos disponibilizados não examinaram as consequências para os bairros de Perdizes e Higienópolis os mais prejudicados pela implantação. O tráfego oriundo da Av. Francisco Matarazzo, por exemplo será desviado pelo bairro das Perdizes até atingir alternativamente a Rua Veiga Filho e Jaguaribe. Ou então se deslocará para a região da FAAP congestionando a Praça Villaboim e vizinhanças. Entendo a necessidade de se implantar o parque porém, não se indicou qual a fonte dos recursos para a urbanização dos baixos do elevado e de toda a região, hoje ocupada por moradores de rua e consumidores de drogas. A pressa em implantar parcialmente o parque antes das eleições de 2020 está impedindo que seja elaborado minucioso e completo Estudo de Impacto Ambiental EIA-RIMA. Sou totalmente favorável a implantação, mas não da forma açodada que se está pretendendo. Deve sim ser respeitado os direitos dos moradores locais, porém também devem ser observados os direitos de milhares de pessoas que se utilizam da via e que trabalham nas redondezas.

                                                                                                                              person_outlineCamila Collado
                                                                                                                              schedule20/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              A cidade de São Paulo tem parques suficientes para serem cuidados e estão largados! Por que já não cuidar dos que estão abandonados em vez de fazer um novo, que será o maior desastre para o trânsito da cidade. O reflexo se dará em toda a cidade e não me parece necessário qualquer estudo científico para saber que isso se tornará um caos! O dinheiro do paulistano não é capim para usar dessa forma! Não ao parque minhocão !

                                                                                                                              person_outlineKarin Garzon
                                                                                                                              schedule20/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              A construção desse parque vai gerar um caos ainda maior ao trânsito da cidade. Usem esse dinheiro ara investir no transporte público que é lamentável!!

                                                                                                                              person_outlineElaine Yoshikuni
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Sou totalmente contra pois o minhocão e a artéria leste oeste... Atualmente já tem muito trânsito imagina sem ela... Moro em Perdizes e nao utilizamos o minhocão nós dias sem carro pois virou um local perigoso. Furtos, drogas muita violência. Imagina se virar parque.. a própria geografia já nao ajuda pois é próximo á Cracolândia...

                                                                                                                              person_outlineRodney Magalhães
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              Não consegue nem acabar com a cracolândia e vem com essa palhaçada que irá transformar o minhocão em uma cracolândia suspensa e infernizar mais ainda o caos que é o transito embaixo do minhocão (Amaral Gurgel e Gen. Olimpio da Silveira). Tanto problema na cidade e o Prefeito pensando em área de lazer. A cidade tá cheia de buraco pra tapar, asfalto pra recapear, semáforos quebrados, moradores de rua e drogados rasgando sacos de lixo e emporcalhando a cidade, falta de creche, escolas sucateadas, hospitais na UTI, etc. O que não falta é problema, o que falta mesmo é gestão pra solucionar esses problemas. Vamos priorizar senhor Prefeito.

                                                                                                                              person_outlineThais Christina Jovane Marques Esteves
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Não há como as pessoas conseguirem se locomover, será um absurdo! O trânsito que já se tem no minhocão acumulado com o que se tem na São João permitirá o engarrafamento constante!! E o risco de assaltos, muito mais propício. Então, demolir era melhor do que deixar aquela estrutura fazendo as pessoas correrem mais e mais risco. Tem que garantir a segurança!!!! E a fluidez, circulação das cidades. Área de parque não pode ser misturada com áreas de trânsito de carros e movimentação de pedestres. Vergonha! Governo que governa pra minorias, triste!!!!

                                                                                                                              person_outlineThais Christina Jovane Marques Esteves
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Escopo e fases do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              Não há interesse público! Interesse sim de corporações, construtoras e ongs e orgs! Políticas que não atendem às necessidades da cidade . Aumentará o risco de assalto aos veículos embaixo do minhocão.

                                                                                                                              person_outlineThor Ribeiro
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Como morador da região, apoio completamente a desativação, seja para fazer um parque, seja para demolir. O que não é possível é a manutenção do elevado, com sua poluição sonora, atmosférica e a degradação ambiental e urbana que ele traz. Os comentários aqui em geral não levam em conta que o número de pessoas que transita ali é muito pequeno comparado ao número total de viagens da cidade. O carro é só mais um dos modais, e o interesse dos pedestres, ciclistas e usuários do transporte público, que não usufruem da via, devem ser levados em conta também. Além disso, o interesse dos moradores da região, comerciantes e trabalhadores do entorno é pela desativação.

                                                                                                                              person_outlineDulcinea Rampanha Giorgianti
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Análise estrutural do viaduto"

                                                                                                                              Sou contra a implantação de um parque no Minhocão..Acho que se tornará uma Cracolândia..Onde será espaço para drogados, traficantes , assaltos etc..Acho que a prefeitura deveria usar esse dinheiro para creches, escolas , transporte publico e saúde..O trânsito nesta região já está um caos, imagina sem o minhocão..Já fecharam o minhocão aos sábados, esquecendo que muitas pessoas trabalham aos sábados, dificultando o acesso para a zona sul...Antes de demolirem ou fazerem um parque , pensem em como melhorar as vias de locomoção, o trânsito e o transporte público..Já temos muitos parques que estão abandonados, esse será apenas mais um.. Um Abraço

                                                                                                                              person_outlineEliana Rodrigues
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Sou contra a modificação ???????????????????????????????? e a favor da manutenção de como está HOJE ???????????????????????????????????????????????????? chega de área de lazer pra desabrigados, a prefeitura que pare de construir prédios gigantescos para coisas como fábrica do samba, já tem sambódromo pra isso e façam abrigos, escolas, creches, faculdades públicas, escolas descentes, ponham postos de saúde e hospitais pra funcionarem como se precisa????????????????????????????????

                                                                                                                              person_outlineDaniell Hack
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Eu ainda acho que este parque deveria ser fechado e pago...nem que seja 1 real a entrada ou uma carteirinha com mensalidade de 5 reais! Importantíssimo terem regras e fiscalização quanto a: Bicicletas em alta velocidade, recolher dejetos dos pets, cachorros sempre na guia e multas pesadas a quem jogar lixo ou sujar! Deveria ser proibido consumo de bebidas alcoólicas e fumo. Só assim teríamos um parque de verdade

                                                                                                                              person_outlineDécio Squassoni (Aposentado 79 anos )
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Difícil comentar absurdos. 1 serão vasos ? Milhares? 2 será terra? Quantas toneladas? 3 haverá impermeabilização?e a circulação do excesso de chuvas? 4 quantos funcionários cuidarão todo o tempo se outras praças já estão abandonadas? 5. Quantas famílias e moradores de rua vai se instalar por la? Melhor cuidar das covas das ruas de São Paulo !!!

                                                                                                                              person_outlineNathalia Dos Santos (FAU USP )
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Essa proposta é um absurdo. Vai gerar ainda mais gentrificacao no centro da cidade apenas para o prefeito fazer banca.

                                                                                                                              person_outlineVivian Aparecida Blaso Souza Cesar (Professora e Pesquisadora)
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Princípios e premissas básicas"

                                                                                                                              Aspectos relacionados ao envolvimento efetivo da comunidade a ser impactada diretamente com a implantação do parque devem ser considerados estratégicos a fim de se evitar processos de gerentrificação do território. Como serão considerados aspectos relacionados a manutenção, segurança? Quais as estratégias alternativas para as pessoas que de fato usam essa via para se deslocar na cidade? O estudo de impacto referente a mobilidade urbana já foi realizado?

                                                                                                                              person_outlineValéria Rodrigues Pinheiro (Condomínio Edifício Ricardo Marques)
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              Relativamente ao mapa de vulnerabilidade social da região do entorno do Minhocão, observo que tal representação gráfica desconsidera os moradores de rua e a população (itinerante) que reside sob o Elevado, talvez por não constar das estatísticas. Tal segmento populacional se tornou mais numeroso nos últimos 2 a 3 anos devido a intervenções constantes na Cracolândia, dispersando aquela população para o centro. Uma intervenção urbanística no Minhocão não pode de modo algum desconsiderar o problema social existente sob o Elevado.

                                                                                                                              person_outlineMaria Fernanda Mendes
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              As obras de adequação viária não estão sendo consideradas no projeto. O desvio do trânsito para o entorno aumentará o ruído e principalmente a poluição no local. O parque não será capaz de compensar isso. Trata-se de área com grande tráfego, corredor de ônibus e metrô. Atualmente, entrar no metro nessa região é um desafio- não podemos contar com ele para desafogar o trânsito - não existem estacionamentos públicos para q o carro deixe de ser uma opção para quem vem da zona oeste. Além disso, a região é perigosa para quem anda a pé na região - os assaltos na Amaral Gurgel são crônicos e ainda não resolvidos. Piorará o acesso a Santa Casa de São Paulo, Hospital Santa Cecília, Hospital Samaritano entre outros.

                                                                                                                              person_outlineMaria Mendes
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Incomodidade urbana"

                                                                                                                              Agravamento de ruído no entrono por aumento do congestionamento em função do não planejamento viário

                                                                                                                              person_outlineMaria Fernanda Mendes
                                                                                                                              schedule21/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Projetos de transformação e mudança de uso do “Minhocão”"

                                                                                                                              Projeto bonito - sugiro implantar apus realização das obras viárias. Sem comparações com NY, onde o High Line foi construído sobre uma linha de trem desativada

                                                                                                                              person_outlineGuilherme Young Young
                                                                                                                              schedule22/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Demolir ou transformar em Parque. Sem falar em projeto arquitetônico, desde que o parque seja tratado como parque de verdade e não como nossas praças, talvez seja uma boa solução. Construção de novos acessos, policiamento, controle de horarios para abrir e fechar, etc... Pode ser uma boa opção. O trânsito vai ser resolvido, assim como ficamos sem pontes e marginais, o fluxo se redistribui, as pessoas se adaptam, a vida segue. É preciso cuidado com a especulação no entorno, hoje extremamente degradado. Área riquíssima em serviços, com transporte público para todos os lados, hoje já é opção pra muita gente. O centro precisa dessa valorização, a cidade merece.

                                                                                                                              person_outlineEliana Rodrigues
                                                                                                                              schedule22/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Sem contar que o dinheiro para fazer na época e pra desmanchar agora É NOSSO NÃO DA PREFEITURA, tem que ser usado a nosso favor e a maioria quer que continue ligando as ZONAS OESTE e ZONAS LESTE que funciona muito bem????????????????????????????

                                                                                                                              person_outlineThomaz Sassi Campos
                                                                                                                              schedule22/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Meu nome é Thomaz, moro no centro de São Paulo desde 2017. Durante esses quase três anos, eu frequentei o Parque Minhocão sem falta pelo menos 3 vezes ao mês. Pratiquei esportes, corri, andei de skate, caminhei. Fiz piqueniques com minha companheira. Passeei com meu cachorro. Vi peças de teatro gratuitas ao ar livre. Ouvi música. Conheci pessoas. A importância do Parque Minhocão na minha e na vida de todos os moradores da região central, em especial daqueles que vivem em Santa Cecília e Vila Buarque, é tão grande que chega a ser desnecessário colocá-la em palabras. Quem mora aqui frequenta o Parque. Ponto. É mais do que um parque, é um local de troca, de vida e convivência em comunidade. É um ponto de resistência de relações humanas em coletividade, em meio a tanto individualismo e insensibilidade. É um local de arte de rua, de arte cênica, de corpo e de movimento. De famílias, animais domésticos, esportistas e jovens de todos os backgrounds possíveis. Isso é o Centro, e o Centro precisa de uma chance para deixar de ser passagem e virar casa. O Centro é a minha casa. Eu quero um parque arborizado, seguro e atraente para que mais pessoas venham morar na minha casa. Obrigado por este espaço e coragem!

                                                                                                                              person_outlineVera Rosa
                                                                                                                              schedule23/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Sou moradora da região e sou completamente contra esse parque suspenso. Em pouco tempo servirá de moradia para as pessoas que vivem nas ruas. E os custos de conservação? Será igual ao murro da Av 23 de maio? O então prefeito Doria, disse que seria sem custos. Veja agora quem está pagando.

                                                                                                                              person_outlineSILVANA RUBINO
                                                                                                                              schedule24/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              Queria ver o elevado no chão e uma linda avenida com um VLT no canteiro central ligando com transporte publico o leste e o oeste dessa maltratada cidade. O Parque? No Chão, sem zonas escuras e claras. Um parque linear.

                                                                                                                              person_outlineArmando Junior ()
                                                                                                                              schedule24/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Não tem nenhum sentido este parque, não acrescenta em nada o problema de drenagem e plantio de arvores, São Paulo tem outras prioridades, um deles está escondido debaixo do minhocão, no caso os viciados em crack e outros moradores de rua. São Paulo não tem como ampliar suas vias sem que haja desapropriação, o custo é muito alto, porque destruir vias existentes, não faz sentido, sem contar que as vias existentes estão severamente comprometidas por falta de manutenção.

                                                                                                                              person_outlineAlexandre Bergamini
                                                                                                                              schedule24/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Bom dia! Tinha esperança que respondessem as mensagens, mas até agora nada! Está claro que a maioria prefere, se inevitável a sua desativação, que seja demolido e criado um boulevard (que pode até conter um parque linear) ligando a Pça Roosevelt a Pça Mal Deodoro conectando espaços coimo o Lgo do Arouche o Lgo Santa Cecília, e ainda o Governo fazendo duas alternativas ao deslocamento que já deviam estar prontas há anos: A linha 6 Laranja do Metrô e até o Jardim Anália Franco importante alternativa que com o mínimo de ação fica pronta até a data da desativação da Lei 2029, bem como completar os apoios Norte e Sul da Marginal Tietê que interligam o Leste ao Oeste e vice-versa principal conexão do Minhocão, porque a proponente Prefeitura não toma essas ações necessária e diretas a desativação? porque não requalifica o espaço público com o Boulevard? Pois os comentários acima estão mais em consonância com o que descrevi do que com a proposta? Sugiro encaminhar toda esta consulta ao MP para acompanhar os resultados!

                                                                                                                              person_outlineJordao Torres (Morador da região)
                                                                                                                              schedule24/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Hoje em dia, e a um tempo, os moradores de rua só tem aumentado em número, e eles ocupam os espaços públicos como praças, ruas e embaixo do elevado. Minha dúvida é, como será o monitoramento do Parque Minhocão, uma vez que os moradores de rua irão ocupa-lo indistintamente?

                                                                                                                              person_outlineRicardo Dias
                                                                                                                              schedule24/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Derrubem o Minhocão! Penso assim e pensava assim o zoólogo e compositor Paulo Vanzolini, de quem fui muito amigo. Certa vez perguntei a ele quais eram seus lugares preferidos de São Paulo. Sem titubear ele respondeu: Avenida São João e Hospital das Clínicas. Curiosamente os paulistanos de certa forma não se dão conta do quanto o HC é a cara de São Paulo. Mas se pensarmos na cidade sem o "HC das Clínicas", que como o povo o chama, São Paulo deixa de ser São Paulo. A mesma coisa acontece com a avenida São João, e a São João, desde a criação do elevado se tornou doente. A ideia do parque elevado e muito boa para a apresentação de belos desenhos mas é péssima para a cidade. E daqui há vinte anos vamos discutir novamente a derrubada do elevado. Para comprovar isso é só olhar a São João do alto do edifício Alltino Arantes. O minhocão é um nojo, com parque ou sem parque.

                                                                                                                              person_outlineJessica Freitas
                                                                                                                              schedule24/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Copiando o que um sábio morador disse e assino embaixo: Prefeitura cada vez mais hostil aos automóveis, parece que há muito dinheiro sobrando, pois gastar 38 milhões pra criar um antro de mendigos, drogados e assaltantes parece ilógico não? Ainda mais com a falta de recursos para quem realmente necessita. Deixem o minhocão em paz servindo a população e não desperdicem dinheiro público. E adiciono: com 38 milhões construam hospitais, creches, escolas, aumentem o salário dos professores. Precisamos de qualidade nesses itens! Não estão cuidando nem das praças na cidade, que apresentam mato e sujeira... Imagine fazer um parque assim. Será moradia de moradores de rua e local para ser assaltado!

                                                                                                                              person_outlineClaudio Henrique Golombek
                                                                                                                              schedule24/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              É inegável a utilidade do minhocão como via de trânsito importantíssima conectando a zona leste à oeste. Acredito que sua desativação melhorará o aspect paisagístico e de uso do espaço urbano, porém prejudicará muito milhares de usuários que passam ali diuturnamente e sobrecarregará outras vias importantes da Capital. Creio que antes de se interferir num equipamento tão importante para a malha viária da cidade, procure-se substituí-lo por outro com menor prejuízo do espaço comum. Minha sugestão é que se construa um túnel sob os locais onde o acesso será vedado a carros, inclusive melhorando a própria via térrea, reduzindo seu uso e aumentando ainda mais a conexão entre os dois lados (sul e norte) destas vias. Simplesmente fechar o minhocão, a meu ver, é uma attitude pouco construtiva para a cidade e que trará muito prejuízo a todos envolvidos.

                                                                                                                              person_outlineClaudio Golombek
                                                                                                                              schedule24/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Gostaria de adicionar que o minhocão é bem diferente do High Line de NYC, que tive a oportunidade de estudar, visitor e conhecer. Suas histórias são bem diversas e o aspecto mais importante, no meu ver, é que era uma via abandonada sendo utilizada para esconderijo e tráfico de drogas para moradores de rua, se é que até isso. Já o minhocão é uma estrutura útil e que permite que veículos não tenham que enfrentar o trânsito do centro da cidade enquanto viajantes precisam simplesmente passer por ali e não utilizar a estrutura urbana do local.

                                                                                                                              person_outlineMarcelo Willian Ferreira
                                                                                                                              schedule24/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              O maior problema de São Paulo é a mobilidade não mexe no minhocão.

                                                                                                                              person_outlineThais Aguiar
                                                                                                                              schedule24/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Não concordo com a criação do parque . Já é um caos aos finais de semana quando o elevado fica fechado. É uma proposta absurda!

                                                                                                                              person_outlineCláudia Lima
                                                                                                                              schedule26/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Sou contra o parque Minhocão Gostaria de saber quem vai ler e tabular essa pesquisa, quando apenas um "sim" ou "não" agilizaria o processo. Ao contrário, apresentam um projeto imenso, de custo absurdo, com desvio de finalidade da via, querendo comentários a cada item na tentativa de iludir e confundir o munícipe. Administradores muito ágeis quando se tratar de aprovar projetos que não agregam em nada à mobilidade urbana, promovendo gastos desnecessários, quando os viadutos da cidade estão caindo por total abandono, mas que não sabem fazer uma pesquisa de opinião. Voltando ao Minhocão: poluição sonora? poluição do ar? Acontecem em toda a cidade entre os menos e os mais privilegiados. Desvalorização? De quem vendeu seus imóveis há 50 anos quando o viaduto foi plantado ali. Hoje ele é necessário. Necessário pq nossos administradores só pensaram em favorecer uns poucos esquecendo que o direito coletivo é muito maior e abrange muito mais pessoas que vão pagar por este descalabro. Administradores que só estão pensando em passar um "pó de arroz" na cara da cidade. Com este valor, poderiam recapear, com qualidade, boa parte do asfalto da cidade e dar manutenção adequada aos viadutos da mesma ao invés de disfarçá-los.

                                                                                                                              person_outlineJorge Kikuchi
                                                                                                                              schedule27/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Sou totalmente contra esse projeto. Utilizo a parte de baixo quando o minhocão está fechado aos sábados e domingos, dias de pouco movimento comparado aos dias úteis e o trânsito está sempre congestionado. Experimentem manter o minhocão fechado por umas três semanas seguidas e utilizem a parte de baixo para verem o caos que será do trânsito.

                                                                                                                              person_outlineGilberto de Carvalho (Cidadeapé)
                                                                                                                              schedule28/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              Há um certo costume, entre nós, de sempre pensarmos em carros quando nos referimos ao "trânsito". Nos esquecemos, que 70% do "trânsito", não se refere aos automóveis e sim a outras formas de locomoção. Somente 30% das viagens diárias que acontecem na cidade, são realizadas pelos carros. Por que as nossas autoridades continuam mais preocupadas com um problema que atinge uma parte menor da população? E isto no exato momento em que as pesquisas nos dizem que os outros 70%, mais frágeis, são as maiores vítimas do trânsito de veículos na capital? É comum vermos o Minhocão ser descrito como uma "cicatriz urbana". Por que? Porque ele impede a utilização e fruição das ruas e espaços públicos da região pela maioria da população. Exatamente por ter sido, o Minhocão, pensado exclusivamente para o transporte individual. Ora, seja com o parque ou com o desmonte, continuamos preocupados em "como resolver o problema do trânsito?"... A região não será alterada em nada, se permanecermos com essa ótica distorcida de privilegiar o automóvel. Falamos de uma região totalmente consolidada, onde será impossível a expansão do viário destinado ao uso exclusivo do transporte individual. Isto posto, se quisermos resolver realmente o problema da "cicatriz urbana", devemos necessariamente mudar esta matriz rodoviarista, que persiste apesar de todos os indicadores da sua comprovada ineficiência e responsabilidade por boa parte da chamada violência urbana. Em São Paulo, em 2018, foram registradas 3.464 mortes por crimes violentos e 5.462 mortes no trânsito... Seja parque ou desmonte, portanto, é essencial não perdermos de vista que é o conforto e a segurança do "trânsito dos mais frágeis" que deve ser assegurado. Isto só será possível através da implantação de um transporte público de qualidade e de matriz sustentável, da existência de um trânsito acalmado (trânsito de baixa velocidade), da implantação de uma RIM (rede integrada de micro mobilidade), de calçadas adequadas e travessias seguras.

                                                                                                                              person_outlineGilberto de Carvalho (Cidadeapé)
                                                                                                                              schedule28/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Projetos urbanísticos para o perímetro imediato e área de influência"

                                                                                                                              Há muito pouco desenvolvimento de ideias sobre as medidas que deveriam ser tomadas no entorno, para estimular uma maior ocupação das ruas pelas pessoas. Esta baixa ocupação é em grande parte responsável pelo abandono na região. Fala-se muito pouco sobre a parte de baixo do Minhocão.... As ações previstas no PlanMob, podem oferecer ótimas alternativas de incentivo para que haja o aumento de ocupação das ruas. Transformar os espaços em locais agradáveis e seguros para se caminhar. Nada se fala, por exemplo, em relação a implantação da Rede de Mobilidade a Pé, prevista no PlanMob.

                                                                                                                              person_outlineMatilde Levy
                                                                                                                              schedule29/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Gestão democrática"

                                                                                                                              Eu sou muito contra esse projeto, onde ele vai enfiar o trânsito????? Fora que esse parque vai virar uma cracolândia e vai aumentar o número de assaltos!

                                                                                                                              person_outlineMaria Isabel Rangel de Castro Moura
                                                                                                                              schedule29/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Este parque vai mais prejudicar do que ajudar a região. O trânsito vai ficar insuportável e os ladrões e moradores de rua vão ganhar um parque pra chamar de seu. Quem sabe a nova Cracolandia de SP.

                                                                                                                              person_outlinePriscila Wunderlich (ProAcústica - Associação Brasileira para a Qualidade Acústica)
                                                                                                                              schedule30/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Incomodidade urbana"

                                                                                                                              A Associação Brasileira para a Qualidade Acústica - ProAcústica - ratifica a importância da redução do ruído rodoviário que afeta os moradores no entorno do minhocão. Estudos recentes realizados em Abril de 2019, pela Associação em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), revelam que a não circulação de veículos pelo Elevado pode chegar a reduzir a sensação de volume sonoro pela metade em alguns apartamentos de frente à via expressa. Reforçamos que a poluição sonora é reconhecida pela OMS como causadora e potencializadora não só de incômodo e distúrbios no sono, mas também de doenças, como as cardiovasculares, que em casos extremos pode levar até mesmo a morte! Tanto a demolição do elevado quanto a sua transformação em parque são medidas que ajudarão a reduzir o impacto do ruído causado pelo trânsito para os moradores próximos. Ressaltamos que a transformação do Elevado em parque, se implementada, precisa RESTRINGIR o uso do parque a atividades que não se tornem tão, ou mais ruidosas e incômodas para os moradores quanto o ruído rodoviário existente. A prática de esportes como basquete, vôlei e futebol, a aglomeração de pessoas, bem como o incentivo a shows/eventos, uso de caixas de som e instrumentos musicais (ligados a caixas de som ou não), são exemplos de atividades que devem ser evitadas a fim de garantir o conforto sonoro aos moradores do minhocão. Para qualquer dúvida ou esclarecimentos sobre o tema estamos à disposição. Favor entrar em contato com a ProAcústica!

                                                                                                                              person_outlinePriscila Wunderlich (ProAcústica - Associação Brasileira para a Qualidade Acústica)
                                                                                                                              schedule30/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contribuições setoriais para ativação e qualificação"

                                                                                                                              A construção de pistas de skate, bem como quadras de basquete, mesmo que não sejam fixas, podem representar um fator de incômodo sonoro para os moradores do entorno. A Associação Brasileira para a Qualidade Acústica - ProAcústica recomenda a não inclusão desses itens.

                                                                                                                              person_outlineMarta S
                                                                                                                              schedule30/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              O Parque Minhocão é um verdadeiro absurdo. Não se trata de bicicletas vs. carros; o que temos aqui é uma parceria oportunista entre a adm. pública e as imobiliárias, que estão usufruindo de um discurso falso - dizendo promover áreas verdes e revitalizar o centro da cidade -, quando na verdade o que querem é vender mais imóveis! Vamos acordar, meu povo!!! Digam NÃO ao Parque Minhocão!!!

                                                                                                                              person_outlineMarta S
                                                                                                                              schedule30/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Zeladoria urbana e regulação de atividades em espaços públicos"

                                                                                                                              O Parque Minhocão não tem nada em comum com o High Line em NY, como afirma esse documento! O High Line foi construído numa área abandonada de NY com a finalidade de habitá-la e modernizá-la. Trata-se de uma antiga via férrea, muito mais curta do que a extensão do nosso minhocão! Parem de enganar o povo; digam NÃO ao Parque Minhocão!!!

                                                                                                                              person_outlineMarta S
                                                                                                                              schedule30/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contribuições setoriais para ativação e qualificação"

                                                                                                                              Por que fazer um parque numa via expressa como o Minhocão quando há o Parque da Agua Branca logo ali? Lindo, cheio de verde, de atrações e atividades para a população? E o Parque Buenos Aires, tb próximo do Minhocão? Acordem!!! A real intenção não é construir um parque, mas sim enriquecer as imobiliárias que estão construindo prédios novos ao redor do minhocão!!! Apenas estes serão os verdadeiros beneficiários dessa palhaçada!!! Digam NÃO ao Parque Minhocão!!!

                                                                                                                              person_outlineMarta S
                                                                                                                              schedule30/05/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              Por que ao invés de gastar dinheiro com uma ideia ruim como essa, vcs não investem o NOSSO dinheiro em acolhimento e tratamento aos muitos moradores de rua que hoje vivem uma vida miserável ao redor do Minhocão? Por que vcs não gastam o NOSSO dinheiro limpando as vias públicas da região? Limpando os bueiros? Asfaltando os buracos das vias? Fiscalizando estabelecimentos comerciais e ambulantes que se instalam nas calçadas, impedindo o fluxo intenso de pedestres? Pedestres estes que, por não terem espaço nas calçadas, tem que caminhar embaixo do minhocão, entre as ciclofaixas ali instaladas, correndo risco de se machucar? Por que vcs não gastam o NOSSO dinheiro cuidando dos muitos pontos de onibus que circulam em baixo do minhocão e mal fornecem bancos para a população? Como ficam os idosos, as crianças? Largados entre as bicicletas, os mendigos...? Vcs que dizem que querem melhor para nós - a população - por que não começam com o BÁSICO que a região precisa / demanda? Isso sim é prioridade, e não um "parque" que será - ultimamente - frequentado por um número significativo de pessoas apenas no fim de semana?

                                                                                                                              person_outlineRubria Mazza
                                                                                                                              schedule01/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              O trânsito já é um caos! Sem o minhocão vai ficar muito pior! Querem embelezar uma cidade por cima enquanto embaixo o trânsito não anda! Ideia péssima! Há muitos locais com parques precisando de cuidado e outros onde poderiam ser construídos.

                                                                                                                              person_outlinealexandre moreira (cidade a pé)
                                                                                                                              schedule01/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Embora esse PIU do minhocão faz bom uso da enorme quantidade de dados na região não dá desenho a uma solução para a parte de baixo do minhocão e sua degradação. Se quisermos que este PIU realmente seja correto ele deveria encarar a tarefa de comparação de custos reais com orçamentos reais de desmonte e recuperação da estrutura. Uma cidade que se debate para manter parques e pças, sem orçamento para manter as calçadas "habitáveis" se aventurar em num parque sobre uma cicatriz consagrada corre o risco de embalsamar um problema por mais alguns anos. Faltam dados ! por incrível que pareça ! E faltam ideias para o pior das consequências. A ausência de vida saudável na parte de baixo do minhocão.

                                                                                                                              person_outlineLeandro Santos
                                                                                                                              schedule02/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              É inacreditável que com o trânsito caótico de SP, alguém sequer cogitar fechar uma via essencial como o minhocão!!!

                                                                                                                              person_outlineThais Grotti
                                                                                                                              schedule02/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              Com a diminuição do espaço para tráfego de carros, é urgente que a Prefeitura volte a investir, como alternativa sustentável, na ampliação da rede de transporte público e no transporte não motorizado (corredores e faixas exclusivas para ônibus, ciclovias, etc).

                                                                                                                              person_outlineThais Grotti
                                                                                                                              schedule02/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              Os mapas mostram grande densidade populacional e variedade de usos na região. Assim, para quê mexer nos parâmetros de uso e ocupação do solo da região se não para atender aos interesses do mercado imobiliário, que quer colocar abaixo as edificações hoje existentes e vender seus apartamentos de 20m², sem qualidade construtiva? Outro ponto importante de se destacar é que no mapa de renda familiar, é bastante óbvio que dois eixos destoam do resto do bairro, concentrando maior quantidade de família com renda de 2 a 5 SM: ao longo do Minhocão e ao longo da linha férrea. Assim, é equivocado descrever o padrão de renda da área como um todo quando se tem uma situação bastante específica justamente na área objeto de intervenção.

                                                                                                                              person_outlineThais Grotti
                                                                                                                              schedule02/06/2019
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                                                                                                                              O diagnóstico sobre incomodidade urbana está corretíssimo. Quem mora nas proximidades sabe bem da poluição do ar e sonora e da degradação urbana que elas causaram. Por outro lado, foram essas incomodidades que baixaram os preços de aluguel ou compra dos imóveis de frente para o elevado, e com a eliminação das fontes de poluição é necessário também pensar na permanência das pessoas que por tantos anos sofreram com barulho e ar poluído. O que está bastante equivocado no diagnóstico e na proposta é dizer que a poluição sob o elevado é causada pelos ônibus... Na verdade ela é causada pelo DIESEL utilizado nos ônibus... Em pleno 2019 contamos com uma frota quase toda baseada na queima de diesel, enquanto cidades vizinhas, como São Bernardo e Santo André, utilizam em seus corredores estruturais uma frota híbrida, que usa eletricidade, baterias, combustíveis mais limpos... Isso indica que o PIU deve vir integrado com uma série de outras políticas municipais, como a urgente substituição da frota movida a diesel por outras fontes menos poluentes.

                                                                                                                              person_outlineThais Grotti
                                                                                                                              schedule02/06/2019
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                                                                                                                              PPP Casa Paulista, Art Palacio e Cine Marrocos são importantes para a HIS no Centro, mas o projeto do Parque Minhocão também precisa prever habitação social e manutenção da população de renda mais baixa que já habita hoje a região.

                                                                                                                              person_outlineThais Grotti
                                                                                                                              schedule02/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Princípios e premissas básicas"

                                                                                                                              Outra premissa que deve orientar o planejamento, a implantação e a operação do Parque do Minhocão é um certo controle sobre o preço da terra para que o projeto não acabe expulsando a população que hoje vive em seu entorno e já tem redes consolidadas no bairro.

                                                                                                                              person_outlineThais Grotti
                                                                                                                              schedule02/06/2019
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                                                                                                                              Por ser um dos poucos acessos em nível, é necessário melhorar o acesso de pedestres e ciclistas da Roosevelt para o Minhocão, atravessando a Consolação de forma segura.

                                                                                                                              person_outlineVinicius Ferreira
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              É importante discutir, apresentar e mensurar o desempenho do elevado aberto e fechado para carros durante um período. É preciso destacar que, frequentemente, ha interdições em vias da cidade e o fluxo de veículos se readéqua. As obras em estações de metrô, por exemplo, interdita por anos alguns trechos da cidade. Passado esse fator imediato do impacto no trânsito, também é preciso apresentar novos parâmetros de ocupação do entorno. Promover o adensamento habitacional e melhorar o sistema de transporte. A conexão Leste-oeste não será tão importante no momento em que a cidade for policêntrica e não haver a necessidade de movimentos pendulares entre o centro e outro extremo da cidade. Para que o elevado se torne permanentemente um parque não é preciso um projeto arquitetônico, nem altos custos de implantação e manutenção. É preciso políticas urbanas eficazes, com o uso eficiente de dispositivos promovidos pela própria prefeitura, promoção de habitação social, emprego em outros setores da cidade e transporte público adequado. Depois de tudo isso e muito mais no âmbito social, o elevado não será mais lembrado como uma via para carros, não criará o dito caos viário, e será identificado apenas como um parque.

                                                                                                                              person_outlineJorge Mantovani
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Sou a favor de demolir o minhocão, pela sua extensão já passa o metrô, não tem necessidade de manter essa obra sua falta causará pouco impacto no trânsito

                                                                                                                              person_outlineNatan Oliveira Lago
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Eu sou contra o parque e o fechamento do Miocão. Ele é fundamental para ajudar o trânsito na cidade, fora também que eu diria que ele até é uma construção histórica na nossa cidade,um grande patrimônio para cidade. Não quero um parque, quero um asfalto melhor e uma manutenção digna para ele! E que continue a melhorar o trânsito na nossa cidade

                                                                                                                              person_outlinepaulo katuni
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              ciclofaixas fantasmas que acabaram com o comércio das localidades em que foram instaladas. Somente os entregadores com bicicletas que as utilizam. O sistema de transporte público atende aos moradores dos bairros circunvizinhos. Em compensação o minhocão atende aos moradores de diversos bairros, principalmente os que não contam com rede metroviária. O problema grave e que não está sendo alvo de preocupação por parte da prefeitura é o grande número de usuários de drogas que, graças a ação nefasta do prefeito anterior, espalharam-se pelos bairros circunvizinhos à cracolandia, e não há nenhum projeto para se acabar com isso.

                                                                                                                              person_outlinePaulo Katuni
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              Novamente ve-se informações tendenciosas e falsas. Não há todo esse movimento de ciclistas nas vias coletoras. Os ciclistas que circulam pro baixo do elevado, constantemente entram em choque com os usuários que estão esperando o coletivo. Ou seja, absurdos atrás de absurdos. E quanto as vias coletoras com baixo fluxo veicular, não são vias que ajudam a fluidez do tráfego, porisso esse baixo volume.

                                                                                                                              person_outlinePaulo Katuni
                                                                                                                              schedule03/06/2019
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                                                                                                                              Realmente o índice de poluição sob o viaduto é fora do comum, visto a quantidade enorme de ônibus que por ali transitam, paralelamente à linha do metrô, o que demonstra a falta de capacidade de planejamento da condução viária por parte dos responsáveis. Quanto ao barulho provocado pelos automóveis que passam por cima do viaduto, é nítido que boa parte desse ruído é proveniente da parte de baixo, já que os ônibus urbanos que circulam pela cidade são extremamente barulhentos, quando não são os de caminhões travestidos de ônibus (motor na frente). Prova de tudo isso que relatei, encontra-se no próprio texto onde se diz que mesmo aos finais de semana onde não circulam carros por cima, o nível de poluição permanece o mesmo, e certamente o de ruído também é o mesmo, o que a não manifestação desse índice demonstra a parcialidade deste projeto. Querer abrir fendas no viaduto para diminuir a poluição embaixo é apenas uma sugestão para forçar o banimento da circulação sobre o viaduto, em nada melhorando a situação, pois o número altíssimo de onibus poluidores e barulhentos permanece.

                                                                                                                              person_outlinePaulo Katuni
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Análise estrutural do viaduto"

                                                                                                                              Esse montante seria muito melhor utilizado no conserto e manutenção das vias públicas que estão um verdadeiro caos, e isso sim, melhoraria muito a circulação por toda a cidade. Outra forma de reduzir os problemas decorrentes da poluição sonora e ambiental, é a sincronização dos semáforos em toda a via sob o elevado, aliás, o desejável seria em toda a cidade de São Paulo, o que diminuiria significativamente os congestionamentos, o aquecimento da cidade, o consumo de combustíveis e até mesmo o humor dos cidadãos. Mas isso não parece ser prioridade de nenhum setor da prefeitura nem da CET, pois isso reduziria também a arrecadação de multas.

                                                                                                                              person_outlinePaulo Katuni
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Projetos de transformação e mudança de uso do “Minhocão”"

                                                                                                                              Infelizmente, nossa cultura social não permite esse tipo de ação. O que teremos será um aumento do número de usuários de drogas, até mesmo invadindo os prédios que em teoria estarão conectados ao viaduto. Não há segurança hoje, para os usuários e moradores do entorno, imaginemos quando e se ocorrer essa mudança. Papel aceita tudo, menos a realidade mascarada por aqueles que querem apenas realizar algum ato que satisfaz apenas o ego, em detrimento dos milhões de cidadãos da cidade, que utiliza esse espaço para conseguir cruzar de uma zona para outra. Comete-se aqui o mesmo erro da gestão anterior, que se baseou em países da Europa para se implantar as ciclofaixas esquecendo-se que QUALQUER bairro da capital é maior que as cidades em que se basearam para fazerem a absurda pintura das ruas.

                                                                                                                              person_outlinePaulo Katuni
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Eixos estratégicos de intervenção"

                                                                                                                              Se em pleno fim de semana, com menor número de circulação de veículos o tempo aumenta consideravelmente para se passar de uma zona para outra com o fechamento do viaduto, esse estudo diz que aumenta segundos durante a semana? Chega a ser hilário.

                                                                                                                              person_outlineSergio Pontes (morador)
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Fecha o Minhocão pros carros a partir de JÁ. O dia INTEIRO. Não dá pra respirar, não tem luz, não tem sossego, não tem silêncio. Tirando os carros não resolve o problema da luz na rua mas resolve todos os outros. Depois discute se vira parque ou se vai demolir. Eu acho que tem que demolir sim. Mas se for virar parque tanto faz. O importante é TIRAR OS CARROS. Quem quer passar por ali pode pegar a calçada a ciclovia o metrô ou o corredor de ônibus. Não tem que ficar gastando dinheiro abrindo mais ruas pras carros pra compensar. Ninguém compensou a gente quando construíram o Minhocão.

                                                                                                                              person_outlineArtur Monteiro (MDM)
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Não queremos Parque e sim DESMONTE INTEGRAL DESSA ESTRUTURA.

                                                                                                                              person_outlineSidney Freitas
                                                                                                                              schedule03/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              Não sou favorável ao Parque Minhocão. A desativação do Minhocão para uso de veículos causará imenso transtorno para nós moradores da região. Acredito que o melhor seria desmanchar o Minhocão para proporcionar maior qualidade de vida aos moradores dos edifícios que ficam em seu entorno. Porém é necessário um planejamento para o remanejamento do trânsito quando da desativação e demolição do Minhocão. Temo que a construção do Parque terá o mesmo destino de tantas outras obras que depois de algum tempo ficam esquecidas, sem manutenção e tornam-se locais impossíveis de frequentar. Antes de promover investimentos em novas obras - Parque Minhocão - por que não finalizar obras já começadas ou aprovadas, por exemplo o Parque Augusta? Precisamos que a Prefeitura cuide mais de nossa cidade, como também zele por essa área onde localiza-se o Minhocão que está se degradando ano após ano. Não ao Parque Minhocão.

                                                                                                                              person_outlineMICHEL PEREIRA
                                                                                                                              schedule04/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Anexo B – Análise de experiências semelhantes (estudo preliminar)"

                                                                                                                              O nosso ilustre prefeito se esqueceu que estamos no Brasil, um país de 3° mundo. Existe uma diferença assustadora ao comparar projetos de sucesso como os citados acima em países evoluídos como o Canadá, Seoul, França, entre outros. Aqui com certeza será mais um reduto para viciados em drogas, assaltantes, mendigos e prostituição.

                                                                                                                              person_outlineFernanda Bardelli (CMTT)
                                                                                                                              schedule05/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Projetos urbanísticos para o perímetro imediato e área de influência"

                                                                                                                              A bicicleta compartilhada poderá ser uma grande ferramenta no papel integrador dos diversos projetos . Hoje sabemos do entrave de operação na subprefeitura Sé dos serviços de compartilhamento de bicicletas , e este projeto é uma grande oportunidade deste serviço se re(instalar) no centro. Também quero destacar a preocupação com o desenho sob o viaduto, o qual deverá ser mantido para a bicicleta, visto ser uma rota adequada sobre o ponto de vista de relevo, cobertura (contra sol e chuva), linearidade e acessibilidade da rota. E por fim, minha grande preocupação é sobre a questão social, em dois sentidos: supervalorização dos imoveis e moradores de ruas que vivem sob o elevado. São temas complexos que precisam ser estudados para não remover o problema social ao invés de saná-lo. São os dois assuntos que devem ser muito estudados e tratados com imensa seriedade.

                                                                                                                              person_outlineMariana Demuth
                                                                                                                              schedule06/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Incomodidade urbana"

                                                                                                                              O texto revela que "mesmo quando o Elevado está fechado durante a semana para passagem de veículos aos sábados e domingos, os índices de poluição continuam altos e bem acima dos verificados no resto da capital paulista." Então, a partir disso, entende-se que a restriçao de veículos náo solucionará o problema da poluiçao sonora e do ar. A solução de criar "aberturas" não parece suficiente, tem algum estudo sobre isso? Qual o tamanho necessario dessas aberturas para que a poluiçao e o ruido chegassem oi nível admitido pela oms?

                                                                                                                              person_outlineMasashi Watanabe
                                                                                                                              schedule07/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Se quiser resgatar a beleza da cidade na região, é necessário demolir o minhocão e revitalizar a avenida; como nova avenida São João.

                                                                                                                              person_outlineDiego S Cavalcante
                                                                                                                              schedule07/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              Recentemente fui no estacionamento da praça Roosevelt que foi reformado, porém, o bicicletário existente não foi reposto.

                                                                                                                              person_outlineSady Carlos Souza Junior (FAUUSP)
                                                                                                                              schedule07/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              O importante mais do que trabalhar a qualidade de vida em cima do minhocão é fazer algo diferente embaixo, promovendo um destino alternativo e não ser um lugar para trânsito de automóveis. Poderia ser fechado com vidraças boa parte e ser usado para serviços da prefeitura/estado/união. Ou poderia ser um lugar mais largo, coberto para atletismo, esporte, e lugar para outras artes temáticas. O paulistano deve pouco a pouco se desvincilhar do automóvel. O uso na parte de baixo poderia ser para estacionamentos. Também exposições contínuas, feiras e entretenimento, divididos em blocos diversos. Se a parte de cima for só praça/parque/pomar/horta/jardins já está cumprindo uma destinação excelente!

                                                                                                                              person_outlineDenis Skorkowski
                                                                                                                              schedule10/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contribuições setoriais para ativação e qualificação"

                                                                                                                              Seria interessante vislumbrar as faixas cicloviárias não somente como elemento relacionado à atividades de lazer no Parque Minhocão, mas também como algo que pode auxiliar na ordenação do trânsito local. Assim, seria importante pensar em conectar as ciclovias que já existem na parte inferior com aquelas que passarão a existir na parte superior e, além disso, promover a interconexão desses pontos à ciclovia que existem em outras localidades. Trata-se de enfoque que pode ajudar a contornar também a questão do tráfego viário, já que enxergar a bicicleta (ou outros modais similares: patinete, skate, etc...) como alternativa de tráfego pode ser a saída para a questão da saúde pública, do meio ambiente e, é claro, do trânsito de veículos.

                                                                                                                              person_outlineSérgio Pereira (morador)
                                                                                                                              schedule10/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Toda vez que falam em desativar o minhocão, a prefeitura corre pra fazer intervenções pra amortecer o impacto... nos carros! Tem que parar com isso. O minhocão precisa ser desativado. Aproveitem o período de férias e fechem para os carros sem nenhuma compensação mitigadora, para testar qual o impacto na região. Porque sempre que se fala em "mitigar o impacto para os carros" está se falando de reduzir calçadas, aumentar o tempo de farol verde para carros (e diminuir o tempo de travessia para pedestres), reduzir horário de faixas de ônibus, etc. tudo na contramão do que deveria ser feito. Tem que fechar pros carros já, aproveita as férias de julho pros motoristas já irem se acostumando com os trajetos alternativos. Vão ver que não faz diferença pros motoristas, mas pra todo mundo que anda e pega ônibus faz MUITA diferença tirar esses carros todos daí. Aí depois de atesar o óbvio, vocês devem demolir o minhocão.

                                                                                                                              person_outlineleonardo lombardi
                                                                                                                              schedule11/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Infelizmente a prefeitura não cuida das praças e parques que temos hoje. . Invés de gastar dinheiro com uma obra faraônica, por que não cuidar do que já temos hoje?

                                                                                                                              person_outlineLeonardo C. Lima Lisboa
                                                                                                                              schedule11/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              O escopo deste PIU deve prever intervenções no entorno, com vistas a redução do nível de degradação urbanística e ambiental.

                                                                                                                              person_outlineLeonardo C. Lima Lisboa
                                                                                                                              schedule11/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              As discussões devem prever intervenções que estendam a qualidade espacial e ambiental propostas para o elevado. Este deve ser parte de uma intervenção em maior escala, que requalifique o entorno imediato e também um perímetro de irradiação.

                                                                                                                              person_outlineThomas Chow
                                                                                                                              schedule11/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Projetos de transformação e mudança de uso do “Minhocão”"

                                                                                                                              É importante que o parque possua muitos acessos (escadas, rampas e elevadores). Além disso, as vias que passam por baixo do atual Minhocão devem ser reformadas para melhorar a circulação de pedestres com calçadas maiores, mais tempo de travessia para pedestres e ciclistas, mais ciclovias e boa iluminação. Também deve ser feito algum incentivo para pequenos e médios comércios na região, em especial de serviços diretos ao consumidor como restaurantes, bancas de jornal, mercados pequenos, bares e teatros.

                                                                                                                              person_outlineThomas Chow
                                                                                                                              schedule11/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              É importante reformar as vias que passam embaixo do Minhocão (como a São João) com a ampliação de calçadas e a implantação de ciclovia e faixas de ônibus. O parque deve ter vários acessos, com rampas, elevadores e escadas. Os pequenos comércios também devem ser incentivados no parque, em especial os de serviços diretos como restaurantes, bares, teatros, bancas de jornal, mercadinhos... Isso trará mais pessoas para o bairro e ajudará na revitalização da área..

                                                                                                                              person_outlineRafaella Ribeiro (Estudante de Arquitetura e Urbanismo)
                                                                                                                              schedule11/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              É de grande importância a decisão tomada por parte da Prefeitura e da SP Urbanismo, uma vez que o assunto Minhocão e seu futuro está em destaque na pauta das questões atuais da cidade.

                                                                                                                              person_outlineFabio Miguel
                                                                                                                              schedule11/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Acho muita falta de respeito com o dinheiro público, uma obra desse porte ser descartada com a idade que tem parece que existe muito dinheiro sobrando. O elevado deixará de ser um facilitador a circulação de automóveis e se tornará mais um lugar exigindo patrulha ostensiva de policiais, com certeza vai ser um ponto de sucesso para assaltos, não tem para onde correr, uma via fechada que se vai para frente ou para trás, e essas artes conceituais são muito bonitas como sempre, na prática porém nunca chega nem perto. Apenas mais gasto público para justificar mais utilização de verba. Retira-se o benefício a grande maioria em prol de uma pequena parcela do entorno. Ninguém vai deixar de ir a um parque de verdade para ir a um viaduto com plantas.

                                                                                                                              person_outlineRosangela Rodrigues (APPIT assoc propr protetores e usuários de imóveis tombados)
                                                                                                                              schedule11/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              O projeto parte do pressuposto de aproveitar um espaço urbano viário ainda necessário para a cidade, apesar de uma aberracao arquitwtoniica, como parque outra abstração só que ambiental. O centro merece espaços abertos e verdes e não esse tipo de proposta sem nenhuma consistência urbanística

                                                                                                                              person_outlineRosangela Rodrigues (APPIT)
                                                                                                                              schedule11/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Escopo e fases do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              O diagnóstico não leva em consideração o impacto de vizinhança aos moradores e comerciantes da área, já degradada, e que irá sofrer maior abandono com essa ideia descabida. Se querem desenvolver projeto de verdade com o Elevado, deveriam eram demoli-lo e requalificar o entorno.O q funcionou em NY num contexto sócio-econômica totalmente diferente ao brasileiro irá assinalar a degradação total da área e pior, sem alternativas viárias substitutas, pois o apelo de que as pessoas irão deixar de usar o carro eh totalmente ridícula e proveniente de bichos-grilos filhinhos de papai que andam de bike na paulista até os jardins

                                                                                                                              person_outlineVagno Fernandes
                                                                                                                              schedule11/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              A questão maior em relação ao elevado e que preocupa muitos moradores da região é o transito. Li no estudo sobre o comportamento do fluxo de carro no Minhocão mas nem uma proposta de como será realocado o mesmo. Veja bem, se 75% do fluxo vai do eixo oeste/leste e este é o trajeto mais viável, quais intervenções serão necessárias para que o transito não seja prejudicado? O projeto aborda diversas possiveis soluções para o problema. Só para o transito é que não sugeriram nada. O projeto de aterramento da linha do trem poderia ajudar um pouco nesse comunicação de regiões mas nada foi comentado até hoje. Assim fica complicado defender no bairro e fazer os moradores entenderem que o minhocão será bom para todos.

                                                                                                                              person_outlineAlan Ferreira (Administrador)
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Boa noite! Prezados! A sugestão que deixo para o Parque Minhocão é permitir a utilização de publicidade ao longo dos prédios que margeiam o Elevado. Essa publicidade poderia ser feita nas redes/telas de proteção daqueles prédios que estiverem passando por reformas/obras. Vemos muito isso acontecer nas cidades da Europa. É bom possível que a criação do Parque estimule o mercado imobiliário e comercial dos prédios vizinhos e, obviamente, prédios restaurados, reformados ou pintados, comporão melhor o cenário do Minhocão. Os próprios anunciantes poderiam arcar ou ajudar com as referidas obras, trazendo benefícios para a própria empresa, que expõe sua marca, para os moradores do referido prédio, que terão maior manutenção da propriedade e para toda a população que usará o parque, uma vez que, além de estimular a conservação dos prédios, ao invés de telas/redes de proteção (aquelas para não deixar cair materiais na rua) sem graça e sem beleza, terão peças de publicidade bonitas, criativas e coloridas. A ideia inicial é utilizar as redes/telas de proteção que são temporárias. Contudo, para o Parque Minhocão, eu proporia a permissão de publicidade nos prédios e no próprio percurso do parque. Compreendo que existe a Lei da Cidade Limpa, porém, poderia haver flexibilização em alguns pontos da cidade e o parque seria uma ótima oportunidade para isso. A verbas para a exposição da publicidade poderiam ser utilizadas para a manutenção do parque. A própria publicidade ajudaria o parque a ficar mais bonito, iluminado, criativo e instigante. Sem falar que a publicidade realizada ali também geraria mais empregos para a cidade!

                                                                                                                              person_outlineSandra Benfica
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              Com relação à área de abrangência imediata do Elevado: O texto aponta a vulnerabilidade na região como baixa. Não pode ser considerada baixa se levar em conta os inúmeros moradores de rua que ali habitam. Sugiro rever o conceito de alto padrão também. Não aplicável a vários imóveis da região. Deve-se relacionar no texto os centros de assistência social, que serão de extrema importância no acolhimento dos moradores de rua durante desativação do Elevado.

                                                                                                                              person_outlineSandra Benfica
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Mobilidade urbana"

                                                                                                                              Identificar as ruas conforme a intensidade do tráfego.

                                                                                                                              person_outlineROSANA SANTAROSA
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Somente apoia o parque quem desconhece o estado e custo de manutenção dos parques já existentes em São Paulo, quem não tem comprometimento com o dinheiro público e quem não apoia a sustentabilidade e redução da poluição (sonora, visual e do ar) em nossa cidade. O desmonte do Minhocão é a melhor solução financeira, urbanística, ecológica e social para a cidade.

                                                                                                                              person_outlineSandra Benfica
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Princípios e premissas básicas"

                                                                                                                              Usar "debaixo" ao invés de "de baixo" no seguinte paragrafo "...O Parque deve ser ativado de forma gradual, com estratégias de curto, médio e longo prazo, levando-se em consideração os espaços públicos associados ao Elevado, na parte DEBAIXO e no entorno, e os impactos previstos de valorização imobiliária."

                                                                                                                              person_outlineFrancisca Guerra (Desmonte do minhocão)
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              Tenho pavor só de pensar em um parque neste minhocão. Os senhores não tem idéia o que é um fim de semana com esse minhocão fechado. A gente não conseguensegue descansar...as pessoas conversando, jogando bola, gritando, cachorro latindo...Socorro preciso ir embora daqui, caso esse parque venha se concretizar. Pelo amor de Deus parque não...desmonte já.

                                                                                                                              person_outlineIezio Silva (Associaçao Pro Campos Eluseos Melhor)
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Parque Minhocao vai ser a maior prova de como o dinheiro publico está sendo jogado na lata de lixo. Aqui vai se trsnsformar numa cracolandia duplex. Vai ser o maior erro deste prefeito.

                                                                                                                              person_outlineRicardo Gambaroto
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Sou a favor da extinção do Minhocão por considerar que o problema do elevado seja sem sua parte de baixo, cujos problemas são excesso de ruído e concentração de poluição dos veículos, além de servir de abrigo para moradores de rua. Considerando o seu uso como um parque, o problema de baixo do elevado segue igual, sendo assim minha sugestão seria abrir áreas em sua estrutura de modo que deixe transpassar iluminação solar para a parte de baixo.

                                                                                                                              person_outlineRicardo Gambaroto
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              O problema do Minhocão se concentra em sua parte de baixo, onde há acúmulo de sujeira, poluição sonora e visual, além de grande acúmulo de poluição do ar, provocada pelos veículos automotores. Ao levar todos os veículos para a parte de baixo, estaremos agravando esta situação. Minha sugestão é abrir fendas na estrutura do elevado de maneira a deixar passar luz solar para baixo, assim como facilitar a dispersão da poluição do ar.

                                                                                                                              person_outlineRicardo Gambaroto (Morador) (Morador)
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Sou a favor da demolição! Que façam uma readequação viária na Avenida São João e Major Olimpo da Silveira nos moldes do que temos hoje na Avenida Rebouças, com árvores, corredor de ônibus e se possivel ciclovia.

                                                                                                                              person_outlineTatiana Roberti
                                                                                                                              schedule12/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              Projeto mais sem pé nem cabeça, vai ser mais uma cracolândia na cidade. Se os parques não tem manutenção (vide o Parque da Agua Branca que não fica muito distante do minhocão e vive sujo e mal conservado) imagina a criação de um parque numa via crucial de trânsito e que não possui nenhuma alternativa. Observem o trânsito local aos sábados, quando o mesmo minhocão fica fechado, o trânsito fica péssimo, imagina durante a semana quando o fluxo é imensamente maior. É um absurdo que a Prefeitura cogite fechar a via dizendo que não vai causar impacto, talvez para o Prefeito, que não anda na cidade (não olha nem os problemas da cidade, quanto mais o impacto na região). Comparar o tal parque com o High line beira o ridículo, aquele local não era utilizado como via quando foi transformado em parque. Parem essa ideia enquanto dá tempo, pensem uma vez na vida em quem mora na região e já sofre com o trânsito caotico.

                                                                                                                              person_outlineRodrigo Vogliotti
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Prezados, tenho 2 pontos a comentar sobre a proposta de criação do parque. 1) Sou usuário do Minhocão e tenho propriedade para comentar pois dirijo todos os dias saindo da zona oeste para a zona sul. Levo em torno de 1 hora neste trajeto. Outra opção é seguir pela avenida dos Bandeirantes, porém o tempo gasto é maior. Caso sejam desativadas as vias do Minhocão a alternativa seria seguir pela Av. São João (abaixo do Minhocão) que tem inúmeros faróis e o trânsito é excessivo pois não tem vazão suficiente para os carros. Com a desativação das vias superiores o trânsito ficará infinitamente pior do que é hoje. Estou colocando o meu exemplo mas represento milhares de motoristas que fazem este caminho diariamente na ida e volta dos seus respectivos trabalhos. Seria um impacto tremendo para toda esta parte da população. Questiono qual foi o critério de avaliação dos engenheiros quando disseram que o impacto no trânsito seria quase nulo. Com certeza estes não são usuários da via. 2) Questiono agora sobre o valor de R$ 36 milhões para a implantação do parque. Impossível imaginar que alguém concorde com isso. Em uma cidade onde existem carências de todos os tipos é totalmente inviável a construção de um parque utilizando todo este valor. Porque não usam estes recursos para construir novos hospitais e melhorar os já existentes? O Hospital Sorocabana na Lapa (próximo ao Minhocão) está sendo subutilizado pois não há verbas para aumentar os leitos, sendo que existe inúmeros quartos e salas vazias. Dessa forma, sou integralmente contra este projeto e como cidadão espero que minhas considerações sejam avaliadas e que eu receba explicações adequadas e com argumentos sólidos para os pontos que coloquei. Grato Rodrigo Vogliotti

                                                                                                                              person_outlineFrancisca Guerra
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Análise estrutural do viaduto"

                                                                                                                              O minhocão é horrível, degradante, sujo. So de pensar que essa ideia de parque pode se concretizar, eu entro em pânico...vocês não idéia como é a vida da gente depois que esse minhocão fecha para os carros. As pessoas ficam falando alto , jogando bola, cachorro latindo, fumam maconha ou cigarro, o cheiro vai dentro da casa da gente...É um inferno. Desmonte já...ou deixa os carros.parque jamais.

                                                                                                                              person_outlineFrancisca Guerra
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Projetos de transformação e mudança de uso do “Minhocão”"

                                                                                                                              Pelo amor de Deus desmonte esse monstro acabou com Av São João, E com as nossas residência no entorno não temos sossego desde a hora que fecha.

                                                                                                                              person_outlineFrancisca Guerra
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Anexo A – Panorama histórico de ocupação do território integrado ao Elevado"

                                                                                                                              Tirar o minhocão vai dá vida embaixo dele. Que so tem sujeira fezes xixi vômitos...meu Deus quero saber quem esta levando vantagem com esse parque...oq nos moradores do entorno...so se ferramos. Desmonte já...

                                                                                                                              person_outlineFrancisca Guerra
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Anexo B – Análise de experiências semelhantes (estudo preliminar)"

                                                                                                                              Em outros lugares como da para ver nas fotos, os prédios não estão tão proximo ao viaduto como no caso do minhocão. É horrível pra nós não termos privacidade...não poder abrir nossa janelas...Desmonte já.

                                                                                                                              person_outlineReginaldo Pires (Propagandista )
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Projetos de transformação e mudança de uso do “Minhocão”"

                                                                                                                              Acho uma PÉSSIMA idéia criar um parque, primeiro porque o governo de SP e a Prefeitura não tem estruturas para cuidar dos seus ínumeros sem tetos, mendigos e viciados que exitem no centro de SP e seria mais uma cracolândia a céu aberto com toda certeza e segundo lugar não ví nenhum planejamento de desvio de fluxo de trânsito feito, só quem passa todo dia nesta região e por este elevado sabe a importância que ele tem e a praticidade que ele traz, se é pra fazer alguma coisa então que DERRUBEM este elevado e revitalizem a região, pois já exitem na cidade inumeros parques abandonados que a prefeitura poderia se preocupar mais e este vai ser apenas mais um.

                                                                                                                              person_outlineFrancisca Guerra
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Zeladoria urbana e regulação de atividades em espaços públicos"

                                                                                                                              Não consigo imaginar um parque na minha janela...meu Deus como vou ter o meu descanso final d# semana? Hoje já é dificil quando fecha para carros.imagine um parque!! SOCORRO

                                                                                                                              person_outlineReginaldo Pires (Propagandista)
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              A prefeitura quer que o povo pare de andar com seus veículos pagos e super tributados e usem o transporte público só que São Paulo não é NY e não tem a infraestrutura necessária para tal, se não tivesse ouvido tanta corrupção desde 1972, SP já teria uma malha metroviária maior que a de NY e essa via não faria tanta falta só que perde até para o México, um País pobre e subdesenvolvido! acorda Bruno Covas e deixe esta via de tanta importância em PAZ.

                                                                                                                              person_outlineMarcelo Rocha
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              Olá. Sou Marcelo, 33, frequentador do Minhocão aos dias abertos para o público, como ciclista. Aprovo em parte a criação do Parque Minhocão. Minha ideia é que o Parque exista entre a Praça Roosevelt e o Terminal Amaral Gurgel, com criação de novo acesso em declive "V", na Rua Ana Cintra, entre o Terminal e a Avenida São João. Sugiro ainda a demolição do restante do elevado, a partir da Avenida São João, Avenida General Olímpio da Silveira, até o Largo Padre Péricles. Este trecho, sem o Minhocão, poderia se tornar um boulevard arborizado as suas duas extremidades laterais. Canteiro central seria reduzido, para implantação de mais 1 faixa de tráfego a cada sentido. O canteiro central teria uma ciclovia projetada ao meio deste passeio, de modo que suas extremidades, comportassem perfeitamente, calçadas para circulação de pedestres, pontos de ônibus, mobiliário com bancos e equipamentos de ginástica, árvores de medio porte, postes de iluminacao e relógios de rua. Benefícios seriam: a diminuição de custo para implantação de um parque ao longo do atual elevado, redução da concentração de poluentes sonoros, respiraveis produzidos abaixo do atual elevado; diminuição da concentração da população de rua, que se abriga ao longo do atual elevado; revitalização e maior mobilidade em diversos modais para o corredor São João/General Olímpio da Silveira. Espero que esta minha contribuição, de um munícipe que ama esta cidade, seja pensada com carinho. Grato.

                                                                                                                              person_outlineMarcelo Rocha
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              Olá. Sou Marcelo, 33, frequentador do Minhocão aos dias abertos para o público, como ciclista. Aprovo em parte a criação do Parque Minhocão. Minha ideia é que o Parque exista entre a Praça Roosevelt e o Terminal Amaral Gurgel, com criação de novo acesso em declive "V", na Rua Ana Cintra, entre o Terminal e a Avenida São João. Sugiro ainda a demolição do restante do elevado, a partir da Avenida São João, Avenida General Olímpio da Silveira, até o Largo Padre Péricles. Este trecho, sem o Minhocão, poderia se tornar um boulevard arborizado as suas duas extremidades laterais. Canteiro central seria reduzido, para implantação de mais 1 faixa de tráfego a cada sentido. O canteiro central teria uma ciclovia projetada ao meio deste passeio, de modo que suas extremidades, comportassem perfeitamente, calçadas para circulação de pedestres, pontos de ônibus, mobiliário com bancos e equipamentos de ginástica, árvores de medio porte, postes de iluminacao e relógios de rua. Benefícios seriam: a diminuição de custo para implantação de um parque ao longo do atual elevado, redução da concentração de poluentes sonoros, respiraveis produzidos abaixo do atual elevado; diminuição da concentração da população de rua, que se abriga ao longo do atual elevado; revitalização e maior mobilidade em diversos modais para o corredor São João/General Olímpio da Silveira. Espero que esta minha contribuição, de um munícipe que ama esta cidade, seja pensada com carinho. Grato.

                                                                                                                              person_outlineMarcelo Rocha
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Escopo e fases do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              Olá. Sou Marcelo, 33, frequentador do Minhocão aos dias abertos para o público, como ciclista. Aprovo em parte a criação do Parque Minhocão. Minha ideia é que o Parque exista entre a Praça Roosevelt e o Terminal Amaral Gurgel, com criação de novo acesso em declive "V", na Rua Ana Cintra, entre o Terminal e a Avenida São João. Sugiro ainda a demolição do restante do elevado, a partir da Avenida São João, Avenida General Olímpio da Silveira, até o Largo Padre Péricles. Este trecho, sem o Minhocão, poderia se tornar um boulevard arborizado as suas duas extremidades laterais. Canteiro central seria reduzido, para implantação de mais 1 faixa de tráfego a cada sentido. O canteiro central teria uma ciclovia projetada ao meio deste passeio, de modo que suas extremidades, comportassem perfeitamente, calçadas para circulação de pedestres, pontos de ônibus, mobiliário com bancos e equipamentos de ginástica, árvores de medio porte, postes de iluminacao e relógios de rua. Benefícios seriam: a diminuição de custo para implantação de um parque ao longo do atual elevado, redução da concentração de poluentes sonoros, respiraveis produzidos abaixo do atual elevado; diminuição da concentração da população de rua, que se abriga ao longo do atual elevado; revitalização e maior mobilidade em diversos modais para o corredor São João/General Olímpio da Silveira. Espero que esta minha contribuição, de um munícipe que ama esta cidade, seja pensada com carinho. Grato.

                                                                                                                              person_outlineMarcelo Nunes Rocha
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              Olá. Sou Marcelo, 33, frequentador do Minhocão aos dias abertos para o público, como ciclista. Aprovo em parte a criação do Parque Minhocão. Minha ideia é que o Parque exista entre a Praça Roosevelt e o Terminal Amaral Gurgel, com criação de novo acesso em declive "V", na Rua Ana Cintra, entre o Terminal e a Avenida São João. Sugiro ainda a demolição do restante do elevado, a partir da Avenida São João, Avenida General Olímpio da Silveira, até o Largo Padre Péricles. Este trecho, sem o Minhocão, poderia se tornar um boulevard arborizado as suas duas extremidades laterais. Canteiro central seria reduzido, para implantação de mais 1 faixa de tráfego a cada sentido. O canteiro central teria uma ciclovia projetada ao meio deste passeio, de modo que suas extremidades, comportassem perfeitamente, calçadas para circulação de pedestres, pontos de ônibus, mobiliário com bancos e equipamentos de ginástica, árvores de medio porte, postes de iluminacao e relógios de rua. Benefícios seriam: a diminuição de custo para implantação de um parque ao longo do atual elevado, redução da concentração de poluentes sonoros, respiraveis produzidos abaixo do atual elevado; diminuição da concentração da população de rua, que se abriga ao longo do atual elevado; revitalização e maior mobilidade em diversos modais para o corredor São João/General Olímpio da Silveira. Espero que esta minha contribuição, de um munícipe que ama esta cidade, seja pensada com carinho. Grato.

                                                                                                                              person_outlineMarcelo Nunes Rocha
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Olá. Sou Marcelo, 33, frequentador do Minhocão aos dias abertos para o público, como ciclista. Aprovo em parte a criação do Parque Minhocão. Minha ideia é que o Parque exista entre a Praça Roosevelt e o Terminal Amaral Gurgel, com criação de novo acesso em declive "V", na Rua Ana Cintra, entre o Terminal e a Avenida São João. Sugiro ainda a demolição do restante do elevado, a partir da Avenida São João, Avenida General Olímpio da Silveira, até o Largo Padre Péricles. Este trecho, sem o Minhocão, poderia se tornar um boulevard arborizado as suas duas extremidades laterais. Canteiro central seria reduzido, para implantação de mais 1 faixa de tráfego a cada sentido. O canteiro central teria uma ciclovia projetada ao meio deste passeio, de modo que suas extremidades, comportassem perfeitamente, calçadas para circulação de pedestres, pontos de ônibus, mobiliário com bancos e equipamentos de ginástica, árvores de medio porte, postes de iluminacao e relógios de rua. Benefícios seriam: a diminuição de custo para implantação de um parque ao longo do atual elevado, redução da concentração de poluentes sonoros, respiraveis produzidos abaixo do atual elevado; diminuição da concentração da população de rua, que se abriga ao longo do atual elevado; revitalização e maior mobilidade em diversos modais para o corredor São João/General Olímpio da Silveira. Espero que esta minha contribuição, de um munícipe que ama esta cidade, seja pensada com carinho. Grato!

                                                                                                                              person_outlineMarcelo Rocha
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Gestão democrática"

                                                                                                                              Olá. Sou Marcelo, 33, frequentador do Minhocão aos dias abertos para o público, como ciclista. Aprovo em parte a criação do Parque Minhocão. Minha ideia é que o Parque exista entre a Praça Roosevelt e o Terminal Amaral Gurgel, com criação de novo acesso em declive "V", na Rua Ana Cintra, entre o Terminal e a Avenida São João. Sugiro ainda a demolição do restante do elevado, a partir da Avenida São João, Avenida General Olímpio da Silveira, até o Largo Padre Péricles. Este trecho, sem o Minhocão, poderia se tornar um boulevard arborizado as suas duas extremidades laterais. Canteiro central seria reduzido, para implantação de mais 1 faixa de tráfego a cada sentido. O canteiro central teria uma ciclovia projetada ao meio deste passeio, de modo que suas extremidades, comportassem perfeitamente, calçadas para circulação de pedestres, pontos de ônibus, mobiliário com bancos e equipamentos de ginástica, árvores de medio porte, postes de iluminacao e relógios de rua. Benefícios seriam: a diminuição de custo para implantação de um parque ao longo do atual elevado, redução da concentração de poluentes sonoros, respiraveis produzidos abaixo do atual elevado; diminuição da concentração da população de rua, que se abriga ao longo do atual elevado; revitalização e maior mobilidade em diversos modais para o corredor São João/General Olímpio da Silveira. Espero que esta minha contribuição, de um munícipe que ama esta cidade, seja pensada com carinho. Grato

                                                                                                                              person_outlineRICARDO DO MARQUES
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              A demolicao do local e a melhor escolha para que ocorra uma readequação, se manter ele mesmo como parque a parte debaixo se manterá mal cuidada como sempre foi

                                                                                                                              person_outlineLucian De Paula (Urbanista)
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Anexo B – Análise de experiências semelhantes (estudo preliminar)"

                                                                                                                              Colocam um monte de "análise de experiências similares" da Coreia e da América do Norte. Não colocam a mais relevante, de contexto mais parecido com o nosso: a demolição da Perimetral do Rio de Janeiro. Um baita caso de sucesso, a requalificação da área ao entorno ficou fantástica, a população adorou a demolição, teve as mesmas reclamações e medos com o trânsito, e a mesma consequência óbvia de que não houve o caos no trânsito para carros como se previa. O trânsito melhorou para todos os pedestres, ciclistas e usuários do transporte público. É necessário colocar essas experiências, não só de parques americanos de estruturas metálicas que não se aplicam ao minhocão. Foi ignorado o caso da Perimetral carioca porque nela aconteceu o que deveria acontecer com o Minhocão: demolição.

                                                                                                                              person_outlineCarlos Henrique Martins Silva (morador Perdizes)
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Promover a extinção da importante e muita utilizada ligação Leste-Oeste e determinante para ser contra o projeto. Isto levará a um caos diário a vida já bastante atribulada das inúmeras pessoas que utilizam e necessitam deste acesso, bem como dos que utilizam de transporte publico que circula no nível de sob o Minhocão. Em contrapartida, como exemplo, existe uma excelente área a poucos metros do Minhocão, que já é Parque, o Parque da Agua Branca, porem que não tem os recursos e cuidados que deveria. Porque o mesmo não irá ocorre com o Parque do Minhocão ??? Enfim, vivemos em uma cidade com recursos financeiros limitados e menores dos que os necessários as diversas situações existentes e que devem ser tratadas, ao meu juízo de forma prioritária, como educação e saúde nas diversas regiões de toda a cidade. Assim como priorizar a manutenção adequada e melhorias nos diversos parques e praças que a cidade já tem. Entendo que realmente e um absurdo a criação desta lei, o que só contribui para que a classe politica brasileira, e neste caso os vereadores, seja tão desvalorizada e não tenha um mínimo de confiança da população. Espero que ainda tenhamos tempo de rever mais este grave erro cometido contra a cidade de São Paulo.

                                                                                                                              person_outlineIsaura Maria Ribeiro de Sampaio Leite (profissional liberal)
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              gostaria de participar e receber emails para participação presencial. tenho interesse com a cidade e posso contribuir com minha visão de arquiteta. Os estudos já devem estar em avançados estágios mas concordo para sua demolição

                                                                                                                              person_outlineCecilia Esteves
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              A única justificativa para a manutenção da estrutura responsável pela degradação da área, é o a circulação de carros que cobre o eixo entre as Zonas Leste/Sul e Oeste da cidade. Se não haverão mais carros, não há porque manter o elevado. A solução seria demolí-lo e propor uma sistema de transporte público do tipo VLT na via central que cobrisse o eixo L/O, aumentando a circulação de pedestres na área, iluminando o espaço público e valorizando o bairro como um todo. Do jeito como foi proposto parece minimizar o efeito do aumento no fluxo de carros que tornará a circulação ainda mais caótica do que já é.

                                                                                                                              person_outlineClaudio Luiz Rodrigues
                                                                                                                              schedule13/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Projetos de transformação e mudança de uso do “Minhocão”"

                                                                                                                              Boa noite, senhores! Sou totalmente contra o fechamento do elevado para os carros. Tenho 61 anos, moro nas Perdizes à muitos anos e trabalho no centro em uma empresa familiar de 52 anos, pois bem, com o elevado funcionando já pego um tremendo trânsito todos os dias e quanto vou trabalhar aos sábados, que teoricamente é um dia mais tranquilo, com o elevado está fechado pego um trânsito considerável, demorando mais de meia hora para chegar ao meu local de trabalho. Fico imaginando como vamos ficar depois que o elevado estiver fechado definitivamente, será ó caos. Peço que pensem sobre o caso, irá prejudicar muita gente, inclusive eu. Att, Claudio Luiz Rodrigues

                                                                                                                              person_outlineIndira Junge
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

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                                                                                                                              person_outlineIrene Oliveira
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

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                                                                                                                              person_outlineFrancisco Gomes Machado Machado (Presidente do CONSEG Santa Cecília, Barra Funda, Campos Eliseos e Av. Higienópolis)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              A Direção do CONSEG Santa Cecília saúda e felicita a iniciativa do Vereador Caio Miranda, acolhida pelo Ministério Público, para que a ordem jurídica sobre o assunto seja restabelecida e assim, dentro da legalidade, sem açodamentos e com serenidade, autoridades, associações comunitárias e munícipes - de modo especial os mais de 230 mil moradores que residem ao longo dos 2 kms e 800 metros do Minhocão - possam se pronunciar e expor os graves problemas de saúde, segurança, invasão de privacidade e incomodidade insuportável de que são vítimas, por causa da estrutura do mencionado elevado. A única opção sensata é o Desmonte dessa estrutura funesta do Minhocão.

                                                                                                                              person_outlineFrancisco Machado (MDM - Movimento Desmonte Minhocão)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              O Minhocão é uma aberração urbanística - viaduto com 2 kms e 800 metros, passando no meio de prédios residenciais. Vitimiza mais de 230 mil moradores com os sérios problemas que causa, com poluições atmosférica, sonora e visual, em índices absurdos, problemas de invasão de privacidade, falta de segurança e incomodidade insuportável. A idéia insensata de parque sobre essa estrutura de asfalto e concreto não constitui uma insensatez? Não vai piorar ainda mais todos os problemas de que somos vítimas? A única opção sensata é o desmonte dessa estrutura obsoleta, degradada e degradante! DESMONTE JÁ!

                                                                                                                              person_outlineMarjorie Meirelles (Moradora de frente ao elevado)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Um absurdo este parque do minhocão, o Sr Bruno Covas está de brincadeira com o Centro da cidade, não deu oportunidade da comunidade ser ouvida, só deu oportunidade aos interessados em.prover o parque, alegando que os moradores

                                                                                                                              person_outlineValfrid Couto
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Sou morador da região e a criação do parque em qualquer trecho é um incômodo para os moradores que moram ali. Prefiro os carros passando em frente a minha janela do que a zoeira que as pessoas fazem ou os drogados que ali ficam quando o minhocão é fechado. Isso só irá se intensificar se virar parque. Se for para fechar o minhocão, que se desmonte de vez!!! Nada de parque!!! Já quebraram minha janela arremessando um tijolo vindo do minhocão, isso não aconteceria sem ele lá ou com os carros passando. É um absurdo sequer pensar que é possível, com toda a falta de estrutura que seria possível prover segurança ali em caso de alguma emergência, as pessoas não teriam para onde fugir, fora o número elevado de assaltos que ocorrem. Temos parques próximos dali como o Buenos Aires e o Parque da Água Branca e o desmonte do minhocão é muito mais interessante do que um parque suspenso.

                                                                                                                              person_outlineNarjara Nehme (Estudante de arquitetura )
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Como uma prefeitura que não tem dinheiro para investir na educação e na saúde está pensando em gastar milhões em um parque??? Em uma estrutura ultrapassada e comprometida como tantos outros viadutos existentes na cidade. Sou a favor de parques sim!!! Porém não da maneira como está sendo feita. Ainda mais com tantas outras praças abandonadas pela cidade. Continuaremos com os mesmos problemas do entorno. Infelizmente não podemos nos comparar com NY e seu High line... nossa política está muito aquém... e sinceramente quem está aprovando, é porque está levando parte do lucro para seu bolso. E isso não é novidade para ninguém...

                                                                                                                              person_outlineMarjorie Meirelles (Moradora de.frente ao elevado)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Escopo e fases do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              Com certeza este projeto do parque, não é de interesse da comunidade, muito menos interesse público, o interesse é outro, alguém está lucrando com certeza, em gastar tanto.pra se fazer parque , onde não se tem condições, como ficará os.moradores que serão perturbados? Como ficará o trânsito, não tem.planejamento algum, sugiro ao Sr prefeito que assista ao video porto maravilha do RJ, onde tiraram o elevado e deram espaço aos moradores, aos comércios e principalmente ao verde. O trecho todo ficou marabilhoso.Com projeto e estudo se faz muito, com interesse no bolso só elefantes brancos.

                                                                                                                              person_outlineROSA SÍLVIA López (INSTITUTO REDE BRASILIDADE )
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              PELO DESMONTE DO MINHOCÃO! CHEGA DE "CRACOLÂNDIA DUPLEX "! O MINHOCÃO ESTÁ REPLETO DE INFILTRAÇÕES! É PÉSSIMO PARA O ENTORNO, PÉSSIMO PARA SÃO PAULO!

                                                                                                                              person_outlineGeraldo César (Taxista)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              Bom dia. Sou contra o parque minhocão. primeiro porque a estrutura é muito antiga, e segundo porque não foi feito um projeto viário alternativo para desafogar o trânsito da região do entorno. Quando pensamos em gestão, temos que pensar em todas questões, não podemos beneficiar uma classe e prejudicar outra. Aqui na região temos 4 hospitais, várias escolas, UBS, entre outros. Sou taxista e sei muito bem o que estou falando, convivo com os problemas dessa cidade a todo momento.

                                                                                                                              person_outlineLuan Batista
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Não considero o minhocão como uma opção para um parque (na verdade acho que nem deveria existir o minhocão) Gastar milhões em uma adaptação de algo que não foi pensado pra ser um parque é um desperdício imenso, ainda mais na situação atual. Em vez de gastar dinheiro reformando e adaptando o minhocão, deveriam investir esse dinheiro em áreas próprias para isso, onde já tem como montar um parque. Se houvesse diálogo com a população, não faltariam sugestões de lugares onde seria apropriado montar um parque

                                                                                                                              person_outlineRaphaela Galletti
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Entre a construção de parque suspenso e desmonte, a região só ganha com o desmonte e reurbanização, e não com aumento da ilha de calor e permanência dessa intervenção drástica que é sua própria estrutura. O desmonte é mais barato que a instalação de parque, e a via pode ser toda reurbanizada, com espaços para pedestres, bicicletas, viário adequado, e consequente melhora de uso dos imóveis da região.

                                                                                                                              person_outlineYara Goes (Presidente da Ação Local Amaral Gurgel /Diretora do Movimento Desmonte do Minhocão/Vice Presidente do Conseg de Santa Cecília )
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              O Minhocão precisa ser desmontado pois é a unica solução que resolve com 100% de acerto os problemas ali existentes. O parque criaria mais problemas, aumentaria os gastos e não resolveria nada. Queremos sim a requalificação de toda aquela região, mas com o desmonte INTEGRAL do Minhocão. A grande maioria de proprietários ali existentes não querem parque. Desejam se livrar daquela estrutura que só aumenta o ruido e segura os gases tóxicos. Portanto , o desmonte do Minhocão é a única solução viável e após fazer um grande projeto de requalificação dos bairros de Vila Buarque, Santa Cecília, Barra Funda e Campos Elíseos. Aí sim o dinheiro público seria muito bem empregado.

                                                                                                                              person_outlineSelma Paiva
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Desmonte já! O bairro precisa respirar...quem mora proximo ao minhocão sabe otosranstornos que ele causa em cima e embaixo durante dia..noite e madrugada!! DESMONTE JÁ!

                                                                                                                              person_outlineMiguel Henrique Naddeo
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contexto de planejamento do PIU Parque Minhocão"

                                                                                                                              O Elevado João Goulart foi um projeto polemico em sua execução pois foi modificado e estendido a partir de seu desenho original. Esse equipamento tem ou teve muita importância na agilidade e rapidez do deslocamento de tráfego entre as regiões oeste e leste da cidade. No entanto provocou a degradação de toda a área por onde passa, seja na desvalorização das propriedades e na área sob o equipamento que se transformou em local de moradia e acumulo de lixo. Sua utilização como parque não trará nenhum beneficio ao entorno e complica o trafego que é desviado para as vias locais, pois não houve nenhuma ação prévia de redirecionamento do fluxo de trafego. Sou da opinião que por esses motivos, será mais vantajoso a médio prazo o desmonte desse equipamento e reurbanização e readequação das áreas degradadas por mais de 40 anos.

                                                                                                                              person_outlineMiguel Henrique Naddeo
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Análise estrutural do viaduto"

                                                                                                                              Eu acompanhei a construção do elevado porque voltava para minha casa na zona oeste e os ônibus passavam pela Avenida São João. as complicações eram os desvios de lado da pista da avenida quando as vigas eram colocadas sobre as pilastras. Junto a isso ainda estava em fase de construção a linha vermelha do metro passando pela Rua das Palmeiras utilizando o processo de vala aberta. Desmontar ou adaptar o elevado vai ter o mesmo impacto sobre a rotina diária das pessoas que moram ou trabalham nas regiões por onde ele passa. O fluxo de tráfego...

                                                                                                                              person_outlineMárcia Paiva
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              1) Desmontar o minhocão de cabo a rabo!! 2) Com a retirada das colunas de sustentação e,se necessário,estreitamento das calçadas, criar mais 1 faixa de cada lado das avenidas para os automóveis. Podemos manter as paradas de ônibus porém, desativando as ciclofaixas que, vamos combinar, foi dinheiro jogado “fora” já que a circulação de bikes tem que competir com as paradas de ônibus, moradores de rua, pedestres.... Pode- se ainda experimentar a faixa reversível como suporte para o escoamento do trânsito em horários de pico. Parque Minhocão, de comprometer ainda mais a privacidade e a segurança de quem mora ao lado, vai gerar custo de manutenção. Então, DESMONTE essa coisa horrorosa!!! Já!!!

                                                                                                                              person_outlineYara Goes (Ação Local Amaral Gurgel )
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              A Amaral Gurgel não pode ser penalizada com o parque e o resto ser desmontado. Queremos o Desmonte integral do Minhocão. Os altos índices de poluição do ar e sonora provocam doenças irreversíveis nas pessoas. Não é justo penalisar a Amaral Gurgel e desmontar para o resto Av. Sao João e General Olimpio da Silveira. A Amaral Gurgel não será penalizada. Não deixaremos.

                                                                                                                              person_outlineVera Santana Kuz (Programa de Pos Graduaç?o em Arquitetura e Urbanismo da Puc de Campinas)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Considero insustentável a proposta uma vez que a contiguidade às edificações lindeiras é prom?scua. A estrutura descaractetizou o tecido urbano original de interesse patrimonial histórico e a proposta de parque perpetua essa anomalia. Os "baixos" da estrutura pernanecerão desqualificados como paisagem, uso e condição urbana e manterão o problema de poluição do ar e sonora. A opção pelo desmonte da estrurura é viável, tecnicamente sem transtornos o que já foi estudado e orçado constituindo uma opção muito mais barata em termos de custo de realização, sem prejuízo do tråfego, o que também já foi demonstrado, para restaurar em princípios contemporâneos o tecido urbano no nível do chão, com espaços p?blicos de qualidade respeitando as edificações.

                                                                                                                              person_outlineMaria Conceição Maroni
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Sou contra ao parque, acho que o desmanche mesmo com preços elevados seria a melhor solução, até para o trânsito pois a avenida larga poderia ter 4 pistas..

                                                                                                                              person_outlineMaria ena Navarro
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              Sou moradora ,não concordo com a implantação do parque,não temos paz nem dia nem de noite muito menos aos finais de semana

                                                                                                                              person_outlinesimone scifoni (Universidade de São Paulo)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Objetivo"

                                                                                                                              As estratégias de desenvolvimento previstas não consideram a interface com a necessidade de proteção dos bens culturais, já que nem ao menos no estudo apresentou-se um diagnóstico desse tema. De acordo com as recomendações internacionais da Unesco é necessário harmonizar o desenvolvimento econômico com a preservação do patrimônio cultural (Recomendação sobre Conservação dos bens culturais ameaçados pela excecução de obras públicas e privadas, Unesco, Paris, 1968). Segundo essa recomendação, os bens culturais não englobam somente os monumentos protegidos, mas também aqueles não reconhecidos e protegidos. Nesse sentido, antes de tudo, o estudo deve contemplar essa necessidade.

                                                                                                                              person_outlinesimone scifoni (Universidade de São Paulo)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Gestão democrática"

                                                                                                                              A gestão democrática não implica apenas em colher subsídios e opiniões a respeito do projeto do parque. Deveria, antes, ter colhido a opinião da população sobre o destino do Minhocão. As audiências Públicas que foram realizadas não podem ser consideradas conclusivas de que a população apoia a implantação do parque. Que instrumento participativo colheu a opinião do conjunto da população? A gestão democrática real e concreta para esse caso deve contemplar a consulta pública sobre os destinos do Minhocão. É preciso sobretudo ouvir a população moradora e trabalhadora, os grupos sociais mais pobres que estão nesse território por mais de quatro décadas e que não estão sendo ouvidos. Não basta apenas ouvir os especialistas, os arquitetos, nem mesmo só aqueles que são os mais interessados com a valorização imobiliária ali. É preciso considerar aqueles que serão diretamente afetados, que serão expulsos pela valorização imobiliária.

                                                                                                                              person_outlinesimone scifoni (Universidade de São Paulo)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              O diagnóstico socioeconômico apresenta dados que mascara a realidade do território cortado pelo Minhocão. Na FIG.7, por exemplo, as classes de renda escolhidas para elaborar o mapa distorcem a realidade indicando que predominam setores médios de renda, como o texto diz. A classe de renda de 5 a 10 salários mínimos engloba famílias em diferentes situações socioeconômica, homogeneizando uma situação que não é real e mascarando a existência dos grupos sociais mais pobres. Estes predominam nos bairros ao norte e leste do Minhocão e não os setores médios. Os dados das UITs da Emplasa mostravam isso, um aumento expressivo de grupos de rendas menores de 2000 a 2010. Faltou ao diagnóstico a experiência de trabalho de campo, andar pela região, conversar com as pessoas. Não se faz diagnóstico apenas com números, pois as pessoas não são meramente quantidades. Ou seja, ao mascarar a realidade e esconder os moradores/trabalhadores mais pobres minimiza-se os efeitos potenciais de gentrificação, que estão vindo junto com esses projetos de embelezamento.

                                                                                                                              person_outlineAlexandre Orzakauskas Batlle
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Sou morador da região e faço uso diário do Elevado para ir e voltar do meu trabalho. Infelizmente não pude comparecer e debater nas Audiências Públicas, e assim, agradeço este canal de expressão. Meus comentários: Se não contemplar solução viária equivalente ou melhor do que a existente para a demanda de MILHÕES DE PESSOAS no seu deslocamento diário sentido L-O, será um projeto contribuinte, sobremaneira, para o CAOS CRESCENTE DA MOBILIDADE URBANA que nossa cidade de São Paulo padece. Provocar o desgaste clínico e financeiro sem precedentes em milhões de cidadãos (também pagadores de impostos) em prol do deleite de meia dúzia de gatos pingados que hoje já permeiam o elevado em finais de semana, além de potencializar a migração dos sem teto e usuários de drogas para um local praticamente livre de vigilância e controle, NÃO ME PARECE UMA IDÉIA COERENTE voltada para o bem comum e público da esmagadora maioria. Como humilde sugestão, proponho sim, o ATERRAMENTO do viário hoje suspenso no elevado, e POSTERIORMENTE a demolição do mesmo, com recuperação e revitalização de toda a extensão da General Olímpio da Silveira e São João, proporcionando, aí sim, o resgate das vistas arquitetônicas riquíssimas, porém, ocultadas por décadas, de um local agradável não apenas para os ambientalistas de finais de semana eventuais, mas e principalmente, para os residentes e usuários fixos, muitos deles GERADORES DE RENDA para o município. Valorização imediata do solo e das construções existentes, qualidade de vida para todos, retomada do comércio... tudo isso inclusive, COMPENSARIA o investimento inicial no rebaixamento do viário, ora elevado. Muito agradecido.

                                                                                                                              person_outlineArtur Monteiro (CONSEG - Bela Vista)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              A população e moradores do entorno precisam se sentir confortável em opinar no que é melhor para seu entorno e para a Cidade. Assim também se faz necessário que a Prefeitura apresente estudos de impacto ambiental, do trânsito, de incomodidade e de segurança. A Demolição total de sua estrutura é necessária, principalmente na Amaral Gurgel onde cria-se duas pistas no chão para desafogar o trânsito tão caótico no eixo-leste. A Bela Vista não apoia a criação do parque.

                                                                                                                              person_outlineLuzay Lopo Generoso Filho (ISA CTEEP)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Por estar em fase de planejamento de intervenção, é importante que todos os atores envolvidos subsidiem a municipalidade com o maior número de dados possível para que o projeto contemple a complexidade das relações locais. É neste intuito que a ISA CTEEP gostaria de ressaltar a necessidade de compatibilização entre as estratégias previstas para implantação da primeira fase do Parque Minhocão. Conforme explicitado nos princípios e premissas básicas da Parte 2 desta Consulta Pública, partindo do pressuposto que a seção do elevado entre a Pça. Roosevelt e a Av. São João será adequada para práticas de lazer e permanência de pedestres e o trecho entre a Av. São João e o Largo Padre Péricles permanecerá atendendo ao tráfego de veículos, algumas obras de adequação do geométrico do viário do entorno e das rampas de acesso seriam necessárias para mitigar o impacto no fluxo de veículos. O maior ponto de preocupação é a rampa de acesso existente entre a Av. São João e o Elevado Pres. João Goulart. Esta alça elevada faz limite com terreno de propriedade da ISA CTEEP onde hoje se localiza o 77º Distrito de Polícia, ao lado da subestação Centro CTR. Esta subestação foi uma das primeiras construídas com a tecnologia de isolamento a gás, o que permite a disposição dos equipamentos em espaços menores, permitindo o confinamento destas em edificações. Contudo, a vida útil das instalações está próxima do limite e suas substituições estão sendo planejadas. Como a tecnologia que permite a compactação das subestações e sua regulamentação avançaram muito neste período, será necessária a construção de uma nova subestação. Particularidades físicas inerentes à transmissão de energia elétrica obrigam que a construção de uma nova subestação se dê o mais próximo possível do atual ponto de conexão entre as linhas de transmissão que se conectam a subestação existente, com a restrição adicional de que a subestação existente deve se manter em operação durante a construção da nova instalação. Dessa forma, a solução que traz a maior economicidade exigida pela concessão federal da qual a ISA CTEEP é titular, é o terreno vizinho que faz limite com a alça de acesso. De acordo com as recomendações feitas, em análise preliminar, para a implantação do trecho inicial do Parque Minhocão, entre a Pça. Roosevelt e a Av. São João, haveria o desvio do tráfego proveniente da ligação Leste-Oeste para a Av. Amaral Gurgel, passando o acesso ao elevado neste sentido ser feito pela alça de acesso da Av. São João. Dentre as medidas mitigatórias do impacto no fluxo de veículos, consta a melhoria da rampa de subida ao Elevado Sentido Oeste com adequação de geometria. Apesar de ainda não haver uma proposta formal para a adequação da alça de acesso, é possível inferir que esta poderá impactar na propriedade da ISA CTEEP, inviabilizando seu plano de melhorias. Sendo assim, esta Companhia se coloca à disposição para maiores esclarecimentos, no que tange às suas obrigações de manutenção e expansão de rede, regulamentadas pela ANEEL.

                                                                                                                              person_outlineMaira Magalhães (Moradora da região)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Não há dúvida alguma de que é fundamental reduzir a circulação de carros no Centro, uma vez que é uma região muito bem servida de transporte público e o prejuízo de uma grande concentração de veículos particulares circulando é notório. Sou completamente a favor do fechamento definitivo do Minhocão para veículos e da disponibilização desse espaço para lazer e uso público e gratuito. Para mim, ainda não é claro se a melhor solução seria implantar um parque elevado ou se demolir a estrutura e criar um parque no nível da rua. Acho que a Prefeitura deve expor de forma clara as alternativas possíveis (com seus prós e contras) e promover um debate público cuidadoso, em nome da melhor solução. O Centro carece de parques e estruturas de esporte e lazer públicas e o uso do Minhocão aos finais de semana, feriados e noites evidencia a demanda por espaços desse tipo. Claro que, atualmente, a ausência de uma infra-estrutura fixa de suporte (tais como: banheiros, iluminação, bancos, equipamentos esportivos, acessos de pedestre à via elevada, entre outros) acaba por reduzir o número de frequentadores do Minhocão, que já poderia ser muito maior. Alguns pontos que precisam ser seriamente considerados pela Prefeitura são: - Como promover, de fato, o uso público do espaço de forma segura (iluminação, acesso a pedestres, etc)? - Como evitar que aumente o preço da terra (isto é: evitar a gentrificação)? - O projeto precisa levar em conta, em primeiro lugar, o uso democrático e gratuito da população. Que estruturas e equipamentos promoveriam isso?

                                                                                                                              person_outlineTanila Savoy (MDM)
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Não ao parque MINHOCAO O desmonte eh necessário e urgente

                                                                                                                              person_outlineMariana Nito
                                                                                                                              schedule14/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Gestão democrática"

                                                                                                                              Destaco a necessidade de conversas e aproximações com um público que mora e frequenta a região, mas que não tem interesse no parque. Ou ainda, considerar que parte da sociedade civil pelo histórico de como o poder público conduz audiências públicas, em processos de simples escuta e validação de projetos, que não se sente mais disposto a participar de falsos processos participativos. A participação social também significa o engajamento público na discussão, ampliada para além do diálogo, atenta as práticas sociais e ações existentes no território. Outro ponto a ser levado em conta é a mediação do assunto, em sua linguagem, de forma a se aproximar da população que não domina os conceitos urbanísticos presentes neste documento, é preciso sair um pouco do domínio técnico. Por esses motivos que acreditamos que participação também diz respeito a um processo educativo, de ambas as partes, poder público e sociedade civil.

                                                                                                                              person_outlineMariana Nito (IABsp/ Cidadeapé/ Repep)
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Estratégias de gestão"

                                                                                                                              Diante da primeira etapa do processo de consulta pública do PIU Minhocão gostaríamos de destacar, em primeiro lugar, que a da desativação total do Elevado para circulação de automóveis, conforme previsto no marco regulatório urbanístico, é uma importante medida para democratização dos espaços públicos da cidade. Destacamos também nossa compreensão, que baliza todo o processo, de que o veto presente à Lei Municipal nº 16.883/18 que incide sobre uma das alternativas previstas no Plano Diretor Estratégico não deve condicionar e limitar o desenvolvimento de estudos e modelagens deste projeto de reestruturação urbana. Pelo contrário, é fundamental que nesta etapa, de avaliação do diagnóstico e do programa de interesse público do projeto, sejam levantados os insumos técnicos necessários que permitam que as futuras etapas do processo - de modelagens urbanística, social, econômica, jurídica e ambiental - possam conter os elementos necessários para que as diversas alternativas de projeto sejam formuladas, apresentadas e debatidas com a sociedade, conforme prevê a regulamentação dos PIUs. Inclusive, em relação aos demais projetos previstos pelas políticas setoriais da cidade. Sendo assim, viemos aqui apresentar elementos que dialogam com a complexidade que este projeto implica, diante das múltiplas dinâmicas sociais, imobiliárias, ambientais, habitacionais, culturais, de mobilidade e de valorização do patrimônio cultural existentes. Diagnóstico da área No intuito de abarcar a complexidade que este projeto implica, ampliar o acesso e dar maior transparência sugerimos que sejam realizados e estendidos os seguintes diagnósticos: Análise das transformações no perfil socioeconômico ao longo do tempo (pelo menos de 2000 a 2010) e cruzamento com dados produzidos pela Emplasa organizado nas Unidades de Informações Territorializadas (UITs), principalmente no que diz respeito a densidade habitacional e renda média familiar da região. Essas informações e análises ao longo do tempo ajudam a compreender melhor a análise de vulnerabilidade social, cujos critérios não estão claros no documento apresentado; Aprimorar a segregação de dados por renda, acrescentando o número de integrantes por núcleo familiar de forma a caracterizar melhor as famílias da região região; Caracterização da população moradora do entorno, em termos de raça e cor (também em ambas datas); Levantamento de cortiços e pensões para trabalhadores de baixa renda antes da realização das obras; Caracterização dos preços de aluguéis praticados na região; Realização de cadastro de moradores de rua que frequentam o baixio do elevado para fins de atendimento social também antes da realização da obras; Estudo técnico, incluindo custos e impactos no entorno, de intervenções (pontuais e/ou de desativação completa da estrutura) para melhoria das condições de insolação e ventilação do piso térreo. Instrumentos de controle e captura de valorização imobiliária Conforme determinado no Art. 4º da Lei Municipal nº 16.833/18 e recomendado pelo Ministério Público sugerimos incluir já neste plano a delimitação de um perímetro de captura levando em consideração as seguintes alternativas: Constituição de uma Área de Intervenção Urbana (AIU) com fundo próprio para a realização de obras de atendimento à população em situação de vulnerabilidade social; Cobrança de contribuições por melhorias dos imóveis localizados no entorno; Estudo da viabilidade de aplicação do direito de preempção em imóveis estratégicos; Elaboração de planta de valores prévios à implementação do projeto que permita a justa indenização por eventuais desapropriações (conforme previsão estabelecida no Art. 77 do Projeto de Lei 01-00723/2015 - Arco Tamanduateí); Estudo de mecanismos internacionais existentes para evitar o aumento excessivo dos aluguéis e formas de mitigar tal externalidade. Habitação social Acreditamos que o presente Projeto de Intervenção Urbana deve garantir moradia digna, por meio de locação social, no entorno imediato do elevado e que para a população de baixa renda que passou a ocupar os imóveis desvalorizados do entorno desde a sua construção. Nesse sentido propomos o seguinte programa de intervenções: Previsão de que produção de moradia social se dê, especialmente, por meio de locação social; Estudo de imóveis e terrenos, em ZEIS, passíveis de desapropriação para atendimento habitacional; Acompanhamento dos imóveis em que incide o IPTU Progressivo para avaliação da possibilidade de i) Consórcio imobiliário ou ii) incorporação destes ao parque público para promoção de habitação social; Estudo de demais imóveis passíveis de notificação em virtude do não cumprimento da função da propriedade. Mobilidade Privilegiar os modos coletivos e ativos de transporte aproveitando a ocasião para implantar uma rede racional e conjunta de transporte ativo e coletivo e, ao mesmo tempo, desencorajar o uso do transporte motorizado individual, melhorando assim a qualidade de vida na região Central. Nesse sentido abaixo listamos medidas que podem ser adotadas: Privilegiar as diretrizes previstas no Decreto Nº 56.834/2016- PlanMob e na Lei Nº 16.673/2017 - Estatuto do pedestre Adotar uma política de retirada progressiva de veículos particulares do centro, privilegiando os modos coletivos de matriz sustentável e os meios ativos de transporte Assegurar perfeitas condições de acessibilidade e segurança nas calçadas, estruturas de apoio para o uso dos modos ativos de locomoção (rede de mobilidade a pé, ciclovias, bicicletários e docas) e provocar o acalmamento do tráfego de veículos através da adequação da geometria viária, adoção de faixas elevadas (no nível da calçada) e redução da velocidade, possibilitando o compartilhamento seguro em todas as vias centrais. Implantar um corredor na Rótula Central, com integração junto aos corredores da Rio Branco, S. João, Nove de Julho (elevador), Prestes Maia, 23 de maio (elevador, onde hoje há somente escadas), Av. do Estado, Rangel, Gasômetro, possivelmente com trólebus do atual sistema, modificando seu trajeto para o Parque D. Pedro, Mercúrio, Senador Queiróz e Ipiranga. Trazer o planejado corredor da Radial Leste pela via Leste Oeste e Av. Duque de Caxias até a Estação da Luz, ida e volta, fazendo integração com os trilhos (Linhas 1/4/7/8/11) e junto dos corredores da Rio Branco, São João, Consolação, Nove de Julho (elevador), faixas exclusivas da 23 de Maio (elevador), Brigadeiro, Liberdade, Glicério, BRT da Av. do Estado (uma nova estação). Linhas circulares interligando estes 2 corredores e atravessando toda a região do Centro, e áreas de comércio (Brás, Santa Ifigênia, 25 de março, Bom Retiro, São Caetano, Piratininga, etc.), turismo/ cultura (Barra Funda, Luz, Liberdade, República, Mercado, Teatro Municipal.galerias, etc.) e órgãos da administração municipal e estadual, mantendo a vitalidade da região. Realização de testes de desativação (em momentos oportunos, tal como férias escolares e em sexta-feiras) de forma que seja possível analisar os impactos no processo de equalização do fluxo de veículos decorrente, sem prejudicar o transporte coletivo e o fluxo de pedestres, bicicletas e de outras modalidades de transporte ativo. Patrimônio cultural O território do Minhocão possui uma série de bens culturais protegidos por lei, mas também um patrimônio vivo que faz parte do cotidiano de diferentes grupos sociais e que ainda não foi reconhecido pelos órgãos de preservação. A Rede Paulista de Educação Patrimonial (Repep) identificou por meio de um inventário participativo 45 referências culturais no território do Minhocão que estão em risco frente aos processos de expulsão de camadas populares da região. São celebrações, formas de expressão, saberes, lugares, edificações e objetos, que estão relacionadas aos grupos sociais que ocuparam o centro no momento de sua desvalorização imobiliária. Nesse sentido propomos: Buscar a participação ativa do conjunto de grupos culturais existentes nos projetos de intervenção urbanística na região, consultas públicas essas que devem ir além de audiências e buscar abordagens mais diretas e específicas como reuniões e ações com os diferentes grupos sociais, Potencializar um uso cultural sem provocar o desaparecimento de práticas culturais e expulsão dos grupos sociais existentes, Elaboração de editais voltados a expressões culturais populares, como teatro de rua e grupos teatrais populares, Valorização dos saberes e da produção de culinária popular imigrante Fomentar intervenções de arte urbana sem necessidade de cadastro; Valorizar expressões culturais de grupos em situação de maior vulnerabilidade: imigrantes, negros, LGBT+ e de luta política. Aproveitamento de imóveis de interesse histórico para projetos culturais que valorizem ou até abriguem esses grupos. Segurança urbana e privacidade Entendemos que a implantação de “biosites” doados pela empresa TIM à SMSU não cabe ser discutida no conteúdo do PIU Minhocão, bem como seria recomendável à Prefeitura desenvolver, previamente e em fórum mais adequado, a discussão para elaboração de sua política pública de vigilância, controle e implantação de câmeras de segurança, discussão esta que envolve a preservação da privacidade dos usuários, discussão prematura e superficialmente discutidas no âmbito deste projeto. Governança Apresentar modelagens de experiências nacionais e internacionais de gestão compartilhada com a sociedade civil de territórios em que incidem instrumentos de reordenamento urbano, considerando sua relação com os Conselho Gestor do PIU Central, das ZEIS e, eventualmente, da AIU constituída, considerando o marco regulatório existente da cidade de São Paulo. São Paulo, 14 de junho de 2019 Cidadeapé - Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo IAB SP- Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento São Paulo Repep - Rede Paulista de Educação Patrimonial

                                                                                                                              person_outlineMariana Nito
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              O perfil socioeconômico, ambiental e de uso e ocupação do solo apresentado desconsidera a visão histórica de ocupação do território a partir da época de inserção do Minhocão. Tal leitura contribui para entender as alterações nas dinâmicas sociais ocorridas a partir da implementação do Elevado, principalmente no que diz respeito a densidade habitacional e a renda média familiar da região. Essas informações e análises ao longo do tempo ajudam a compreender melhor a análise de vulnerabilidade social, cujos critérios não estão claros no documento apresentado. O mapa de cortiços e ocupações e o mapa rede socioassistencial do perímetro, ambos constantes na parte 2, aponta características para considerar sim a região como território de vulnerabilidade social. A leitura feita desconsidera uma população de baixa renda que por quase 50 anos habitou a região devido aos baixos valores de aluguéis e densa oferta de equipamentos e transporte. Esse perfil populacional tem a partir dos anos 2000, na retomada de investimentos ao centro urbano, sendo expulso da região pelo aumento do valor dos imóveis, sejam residenciais ou comerciais. A leitura de lançamentos residenciais não é feita de forma crítica ao considerar o caráter dos novos empreendimentos imobiliários residenciais, que em sua maioria são voltados para classes de renda média e alta, apesar do tamanho reduzido das unidades habitacionais, kitnets/studios. Mapeamos em 2018, 19 novos empreendimentos imobiliários, sendo que nenhum deles era voltado a perfil de baixa renda e, ainda, destacamos que alguns empreendimentos em suas propagandas se utilizam da imagem e da ideia de parque como atrativo à venda dos imóveis. Onde está a leitura de bens tombados e suas respectivas áreas de entorno? E o mapeamento de edificações e lugares de interesses históricos, não tombados, mas de interesse do ponto de vista da historiografia arquitetônica e urbanística. Alguns edifícios foram identificados no anexo A, porém seu mapeamento não consta na análise do território. O que as preexistências urbanas podem indicar para projetos futuros como o proposto do PIU Minhocão, uma vez que o próprio minhocão é identificado como “importante na história da urbanização e do urbanismo paulistano”?

                                                                                                                              person_outlineMariana Nito
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Projetos urbanísticos para o perímetro imediato e área de influência"

                                                                                                                              O projeto se insere em uma região com um histórico de vários projetos polêmicos do ponto de vista social, principalmente de grupos vulneráveis e que são desconsiderados em seus efeitos de construção, como exemplo o novo Hospital Pérola Byington e Largo do Arouche. Projetos urbanos não resolve problemáticas sociais. O que acontece com os pequenos comerciantes? E os grupos que se identificam historicamente com os lugares e são desconsiderados? No que concerne o entorno imediato do Minhocão, o projeto de “requalificação” do Largo do Arouche é o que chama mais atenção por se relacionar diretamente com o território do Elevado e que desconsidera o grupo social LGBT+. O Largo do Arouche é uma centralidade histórica de luta e resistência LGBT+ desde a década de 1950, um lugar de sociabilidade identitária da diversidade sexual que reúne gays, lésbicas, travestis, transsexuais, góticos, moradores da cidade, jovens das periferias metropolitanas, migrantes e turistas. Além de integrador de inúmeros projetos, o território do Minhocão também articula projetos urbanos de exclusão social. O que pode ser feito a partir dessa leitura? Seria um parque a melhor resposta? Seria sua demolição? Qual a avaliação que o PIU Parque Minhocão faz sobre os projetos? Apontar projetos e não considerar as discussões que eles geraram é também corroborar com o caráter gentrificador.

                                                                                                                              person_outlineMariana Nito
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Anexo A – Panorama histórico de ocupação do território integrado ao Elevado"

                                                                                                                              O panorama histórico desconsidera a vida que a estrutura do elevado proporcionou. Acreditamos, em primeiro lugar, que é preciso repensar a representação que se faz do território do Minhocão como um lugar “degradado”, olhando-o a partir de sua realidade atual e do tecido social que envolve aquela região. Houve degradação ou desvalorização imobiliária? Quem foram os mais atingidos pelo impacto da via e quem será agora beneficiado? A formação do consenso em torno do fracasso urbanístico levou à formação de um pensamento único que promoveu o discurso da necessidade de renovação urbanística ou de requalificação do espaço, sem levar em conta aqueles que permaneceram por quase cinco década morando, trabalhando e conformando práticas culturais muito próprias e ligadas ao espaço. A perspectiva que a presente leitura traz é de um passado burguês de classe média alta que foi rompido pela presença do elevado. Quem foi que conviveu com o alto fluxo de veículos e poluição sonora? Qual atividade foi depreciada pela sombra e qual atividade ainda existe na sombra? A perspectiva de sombra também parece idealizar uma completa escuridão que não é verdade! A sofisticada arquitetura do entorno não pode ser moradia de pessoas pobres? A leitura feita é quase inversa, o Minhocão gentrificou as classes médias e altas do centro? É isso mesmo? E o que a perspectiva de parque/ demolição tem gerado? Pobre não pode morar no centro?

                                                                                                                              person_outlineMariana Nito
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização Demográfica do Entorno do Minhocão"

                                                                                                                              Mais uma vez destacamos que a leitura desconsidera a história de ocupação do território. Essa leitura feita considera uma comparação entre os censos de 2000 e 2010, quando já havia transformações sociais ocorrendo na região. Os diagnósticos apresentados carecem de análises mais profundas para a compreensão desse território. Se cruzarmos os dados sobre classes de menor renda nos setores censitários com o mapa produzido na Caracterização demográfica do entorno do Minhocão (mapa de morador segundo raça e cor) no qual observa-se a maior concentração de população parda e preta nos mesmos bairros mais pobres, ao norte e leste do Minhocão, é possível verificar que a valorização imobiliária induzida pelos projetos urbanísticos ali concebidos, irá ter efeito não só de expulsão dos mais pobres como também de expulsão de população preta e parda, configurando-se como uma política com conteúdos de segregação racial e social.

                                                                                                                              person_outlineMariana Nito
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Eixos estratégicos de intervenção"

                                                                                                                              Eixo Segurança e Mobilidado- não são previstas rampas de acesso? Levando em conta que elevadores são de difícil manutenção? Qual altura do gradil? Qual influência desse elemento na paisagem urbana? Retira postes e sinalizadores para colocar outros obstáculos visuais? Parece que a grande preocupação com o automóvel está esquecendo como esse se relaciona com o fluxo de transeuntes. Quanto tempo os pedestres terão que aguardar para atravessar? Quanto tempo terá para atravessar a rua? Eixo Ativação dos Espaços Públicos- Parece contraditória a escolha de iniciar o parque no trecho que compreende menor renda familiar, conforme o próprio diagnóstico apresentado na parte 1, e reforça um caráter gentrificador do Parque. 900m ainda é uma proximidade considerável com o Parque. Atentar para a quantidade de elementos a serem inseridos, uma coisa é um banco e outra são instalações temporárias e de informação que na imagem parecem containers.

                                                                                                                              person_outlineMariana Nito
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contribuições setoriais para ativação e qualificação"

                                                                                                                              Contraditório que alguns elementos e grupos sociais aparecem só aparecem como ativação e qualificação do Parque e não na leitura e diagnóstico do território feito na parte 1. Tais questões não foram consideradas e não deveriam entrar apenas como mitigação de problemas sociais, mas como impulsionadores de inclusão desse perfil social no projeto, seja com ferramentas urbanas para permanência no território ou no reconhecimento e acionamento de outros órgãos de assistência social. Faltou relacionar as atividades econômicas dos moradores de baixa renda, pequenos comércios do entorno da Minhocão. Sobre o Plano de Programação Cultural e de Patrimônio, pela forma como é apresentado a cultura e o patrimônio são vistos sob uma perspectiva de animação cultural, desconsiderando as práticas culturais existentes na região e retirando a dimensão histórica do território. Sobre a parte de Cultura, a convivência social e os espaços multifuncionais já existiam sem Parque e sem a ideia de Parque, não é algo que o projeto está inovando. Pode sim potencializar um uso cultural, mas da mesma forma, provocar a expulsão de práticas e grupos culturais existentes como o Teatro Confraria. No nível da rua, considerar que o Minhocão também é local de disputa de artistas, sejam pessoas do graffiti ou de outras linguagens gráficas. Porque artistas convidados, se a arte urbana não precisa de convite? É preciso considerar que o cadastro de artista também inibe aqueles que não possuem personalidade jurídica e que atuam de forma mais crítica a própria produção de arte. O que aconteceu o programa de grafite de rua da gestão Dória? Esse programa foi intensamente discutido e criticado por artistas, uma vez que geralmente, são valorizados apenas aqueles que já possuem reconhecimento, como OsGêmeos e Cobra. Essa dimensão também atinge as discussões sobre as empenas que tem um elevado custo para a execução das artes. Ademais, o baixo minhocão também é local de moradia e fuga de intempéries, em nenhum momento isso é citado. Isso demonstra que o território apresenta demandas sociais no qual pode enquadrar o projeto como embelezamento urbano.

                                                                                                                              person_outlineMariana Nito (Cidadeapé/ IAB SP/ REPEP)
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Comentarios"

                                                                                                                              Diante da primeira etapa do processo de consulta pública do PIU Minhocão gostaríamos de destacar, em primeiro lugar, que a da desativação total do Elevado para circulação de automóveis, conforme previsto no marco regulatório urbanístico, é uma importante medida para democratização dos espaços públicos da cidade. Destacamos também nossa compreensão, que baliza todo o processo, de que o veto presente à Lei Municipal nº 16.883/18 que incide sobre uma das alternativas previstas no Plano Diretor Estratégico não deve condicionar e limitar o desenvolvimento de estudos e modelagens deste projeto de reestruturação urbana. Pelo contrário, é fundamental que nesta etapa, de avaliação do diagnóstico e do programa de interesse público do projeto, sejam levantados os insumos técnicos necessários que permitam que as futuras etapas do processo - de modelagens urbanística, social, econômica, jurídica e ambiental - possam conter os elementos necessários para que as diversas alternativas de projeto sejam formuladas, apresentadas e debatidas com a sociedade, conforme prevê a regulamentação dos PIUs. Inclusive, em relação aos demais projetos previstos pelas políticas setoriais da cidade. Sendo assim, viemos aqui apresentar elementos que dialogam com a complexidade que este projeto implica, diante das múltiplas dinâmicas sociais, imobiliárias, ambientais, habitacionais, culturais, de mobilidade e de valorização do patrimônio cultural existentes. Diagnóstico da área No intuito de abarcar a complexidade que este projeto implica, ampliar o acesso e dar maior transparência sugerimos que sejam realizados e estendidos os seguintes diagnósticos: Análise das transformações no perfil socioeconômico ao longo do tempo (pelo menos de 2000 a 2010) e cruzamento com dados produzidos pela Emplasa organizado nas Unidades de Informações Territorializadas (UITs), principalmente no que diz respeito a densidade habitacional e renda média familiar da região. Essas informações e análises ao longo do tempo ajudam a compreender melhor a análise de vulnerabilidade social, cujos critérios não estão claros no documento apresentado; Aprimorar a segregação de dados por renda, acrescentando o número de integrantes por núcleo familiar de forma a caracterizar melhor as famílias da região região; Caracterização da população moradora do entorno, em termos de raça e cor (também em ambas datas); Levantamento de cortiços e pensões para trabalhadores de baixa renda antes da realização das obras; Caracterização dos preços de aluguéis praticados na região; Realização de cadastro de moradores de rua que frequentam o baixio do elevado para fins de atendimento social também antes da realização da obras; Estudo técnico, incluindo custos e impactos no entorno, de intervenções (pontuais e/ou de desativação completa da estrutura) para melhoria das condições de insolação e ventilação do piso térreo. Instrumentos de controle e captura de valorização imobiliária Conforme determinado no Art. 4º da Lei Municipal nº 16.833/18 e recomendado pelo Ministério Público sugerimos incluir já neste plano a delimitação de um perímetro de captura levando em consideração as seguintes alternativas: Constituição de uma Área de Intervenção Urbana (AIU) com fundo próprio para a realização de obras de atendimento à população em situação de vulnerabilidade social; Cobrança de contribuições por melhorias dos imóveis localizados no entorno; Estudo da viabilidade de aplicação do direito de preempção em imóveis estratégicos; Elaboração de planta de valores prévios à implementação do projeto que permita a justa indenização por eventuais desapropriações (conforme previsão estabelecida no Art. 77 do Projeto de Lei 01-00723/2015 - Arco Tamanduateí); Estudo de mecanismos internacionais existentes para evitar o aumento excessivo dos aluguéis e formas de mitigar tal externalidade. Habitação social Acreditamos que o presente Projeto de Intervenção Urbana deve garantir moradia digna, por meio de locação social, no entorno imediato do elevado e que para a população de baixa renda que passou a ocupar os imóveis desvalorizados do entorno desde a sua construção. Nesse sentido propomos o seguinte programa de intervenções: Previsão de que produção de moradia social se dê, especialmente, por meio de locação social; Estudo de imóveis e terrenos, em ZEIS, passíveis de desapropriação para atendimento habitacional; Acompanhamento dos imóveis em que incide o IPTU Progressivo para avaliação da possibilidade de i) Consórcio imobiliário ou ii) incorporação destes ao parque público para promoção de habitação social; Estudo de demais imóveis passíveis de notificação em virtude do não cumprimento da função da propriedade. Mobilidade Privilegiar os modos coletivos e ativos de transporte aproveitando a ocasião para implantar uma rede racional e conjunta de transporte ativo e coletivo e, ao mesmo tempo, desencorajar o uso do transporte motorizado individual, melhorando assim a qualidade de vida na região Central. Nesse sentido abaixo listamos medidas que podem ser adotadas: Privilegiar as diretrizes previstas no Decreto Nº 56.834/2016- PlanMob e na Lei Nº 16.673/2017 - Estatuto do pedestre Adotar uma política de retirada progressiva de veículos particulares do centro, privilegiando os modos coletivos de matriz sustentável e os meios ativos de transporte Assegurar perfeitas condições de acessibilidade e segurança nas calçadas, estruturas de apoio para o uso dos modos ativos de locomoção (rede de mobilidade a pé, ciclovias, bicicletários e docas) e provocar o acalmamento do tráfego de veículos através da adequação da geometria viária, adoção de faixas elevadas (no nível da calçada) e redução da velocidade, possibilitando o compartilhamento seguro em todas as vias centrais. Implantar um corredor na Rótula Central, com integração junto aos corredores da Rio Branco, S. João, Nove de Julho (elevador), Prestes Maia, 23 de maio (elevador, onde hoje há somente escadas), Av. do Estado, Rangel, Gasômetro, possivelmente com trólebus do atual sistema, modificando seu trajeto para o Parque D. Pedro, Mercúrio, Senador Queiróz e Ipiranga. Trazer o planejado corredor da Radial Leste pela via Leste Oeste e Av. Duque de Caxias até a Estação da Luz, ida e volta, fazendo integração com os trilhos (Linhas 1/4/7/8/11) e junto dos corredores da Rio Branco, São João, Consolação, Nove de Julho (elevador), faixas exclusivas da 23 de Maio (elevador), Brigadeiro, Liberdade, Glicério, BRT da Av. do Estado (uma nova estação). Linhas circulares interligando estes 2 corredores e atravessando toda a região do Centro, e áreas de comércio (Brás, Santa Ifigênia, 25 de março, Bom Retiro, São Caetano, Piratininga, etc.), turismo/ cultura (Barra Funda, Luz, Liberdade, República, Mercado, Teatro Municipal.galerias, etc.) e órgãos da administração municipal e estadual, mantendo a vitalidade da região. Realização de testes de desativação (em momentos oportunos, tal como férias escolares e em sexta-feiras) de forma que seja possível analisar os impactos no processo de equalização do fluxo de veículos decorrente, sem prejudicar o transporte coletivo e o fluxo de pedestres, bicicletas e de outras modalidades de transporte ativo. Patrimônio cultural O território do Minhocão possui uma série de bens culturais protegidos por lei, mas também um patrimônio vivo que faz parte do cotidiano de diferentes grupos sociais e que ainda não foi reconhecido pelos órgãos de preservação. A Rede Paulista de Educação Patrimonial (Repep) identificou por meio de um inventário participativo 45 referências culturais no território do Minhocão que estão em risco frente aos processos de expulsão de camadas populares da região. São celebrações, formas de expressão, saberes, lugares, edificações e objetos, que estão relacionadas aos grupos sociais que ocuparam o centro no momento de sua desvalorização imobiliária. Nesse sentido propomos: Buscar a participação ativa do conjunto de grupos culturais existentes nos projetos de intervenção urbanística na região, consultas públicas essas que devem ir além de audiências e buscar abordagens mais diretas e específicas como reuniões e ações com os diferentes grupos sociais, Potencializar um uso cultural sem provocar o desaparecimento de práticas culturais e expulsão dos grupos sociais existentes, Elaboração de editais voltados a expressões culturais populares, como teatro de rua e grupos teatrais populares, Valorização dos saberes e da produção de culinária popular imigrante Fomentar intervenções de arte urbana sem necessidade de cadastro; Valorizar expressões culturais de grupos em situação de maior vulnerabilidade: imigrantes, negros, LGBT+ e de luta política. Aproveitamento de imóveis de interesse histórico para projetos culturais que valorizem ou até abriguem esses grupos. Segurança urbana e privacidade Entendemos que a implantação de “biosites” doados pela empresa TIM à SMSU não cabe ser discutida no conteúdo do PIU Minhocão, bem como seria recomendável à Prefeitura desenvolver, previamente e em fórum mais adequado, a discussão para elaboração de sua política pública de vigilância, controle e implantação de câmeras de segurança, discussão esta que envolve a preservação da privacidade dos usuários, discussão prematura e superficialmente discutidas no âmbito deste projeto. Governança Apresentar modelagens de experiências nacionais e internacionais de gestão compartilhada com a sociedade civil de territórios em que incidem instrumentos de reordenamento urbano, considerando sua relação com os Conselho Gestor do PIU Central, das ZEIS e, eventualmente, da AIU constituída, considerando o marco regulatório existente da cidade de São Paulo. São Paulo, 14 de junho de 2019 Cidadeapé - Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo IAB SP- Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento São Paulo Repep - Rede Paulista de Educação Patrimonial

                                                                                                                              person_outlineRoberto Pimentel Fiori
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Apresentação"

                                                                                                                              Sou contra o minhocão virar um parque. Prefiro a demolição do minhocão. Não o parque

                                                                                                                              person_outlineAna Paula Soida
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Caracterização e diagnósticos do entorno do Minhocão"

                                                                                                                              O recorte temporal dos levantamentos apresentados é muito superficial e leva à interpretações errôneas. Base de dados de dez anos não representam a situação da região e as mudanças socioeconômicas e territoriais pelas quais tem passado a região desde a construção do Elevado, quando houve a desvalorização dos imóveis, nem a vida que o Elevado proporcionou até a última década do século XX, antes do avanço do mercado imobiliário na região. O mapa de vulnerabilidade tão pouco representa a situação mostrada pelo número de cortiços e pelo mapa de habitações precárias.O mapa de vulnerabilidade não é justo com a realidade da região e não considera as pessoas em condições de rua, vulneráveis ao processo de valorização imobiliária em curso. Para se fazer um projeto, são necessários dados mais profundos e com maior espaço temporal. É de se estranhar tanto detalhamento no projeto do parque, que já possui até projetos de equipamentos urbanos e, ao mesmo tempo, observar a superficialidade dos levantamentos socioeconômicos e culturais da região.

                                                                                                                              person_outlineAna Paula Soida
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Anexo A – Panorama histórico de ocupação do território integrado ao Elevado"

                                                                                                                              O histórico está absurdamente incompleto e limitado à estrutura viária e arquitetura e completamente ignora a ocupação e uso que se formou na região durante todo o período pós elevado. Não há qualquer menção aos moradores (que permaneceram ou que foram atraídos pelos alugueis baixos e centralidade), dos comerciantes, trabalhadores ou transeuntes das últimas décadas. Também não considera que ali se instalaram grupos, coletivos, associações culturais e humanitárias que ali encontraram alugueis baixos e infraestrutura consolidada. É necessário que se tenha esse panorama do histórico da ocupação entre a construção do elevado até os dia atuais e não resumir que foram décadas de impactos na cidade pois tal argumento leva a ideia de que nada ocorre na região desde então. Se faz necessário um estudo histórico mais aprofundado para que se possa medir com mais clareza as propostas do parque considerando seus impactos à região, incluindo os grupos que foram ignorados no texto apresentado. Para tanto, há estudados já realizados ou em andamento que podem ser consultados.

                                                                                                                              person_outlineAna Paula Soida
                                                                                                                              schedule15/06/2019
                                                                                                                              subjectComentou em "Contribuições setoriais para ativação e qualificação"

                                                                                                                              Um projeto de intervenção urbana não pode se limitar ao objeto, no caso o Parque Minhocão, como foi apresentado aqui. É necessário que o PIU contemple toda a região com projetos. Ao limitar o PIU ao parque, ignora a efervescência cultural da região (incluindo a forte presença da cultura LGBT e imigrante) e, assim, não busca ações para fortalecer esse polo cultural já existente e que tem a sofrer com os impactos de uma retomada do mercado imobiliário. Os mapas apresentados são insuficientes e carecem de levantamentos aprofundados assim como a Gestão Urbana carece de maior aproximação com os grupos de cultura. É necessário, portanto, que se expanda a busca pela cultura do Parque para além do elevado e do que sobre ele pode ser feito e vá buscar-la nas ruas próximas, seja na forma de levantamento e/ou mapeamentos. E que se contate os atores dessas culturas (que nem sempre são aquelas mais significativas ao mercado) a fim de se compreender o território, podendo ser feito através de reuniões e audiências específicas. Com esses dados bem estruturados e bem embasados, então o PIU deverá planejar projetos específicos de cultura seja pela garantia do espaço físico, seja pela valorização da cultura por meio de editais, inventivos fiscais, etc.

                                                                                                                              github